Uma picape para o lazer e para o trabalho

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As picapes derivada de carros,sejam sedãs ou cupês vem desde o principio do século XX. E se tornaram cada vez mais comuns nos Estados Unidos, Europa e no Brasil na década de 70.

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Em 1957, a Ford lançou nos Estados Unidos a picape Ford Ranchero que era baseada no sedã Fairlane. Podia carregar  ½ tonelada com conforto similar ao de um carro. A resposta da General Motors à novidade veio em outubro de 1959 com o lançamento da picape Chevrolet El Camino baseada no Chevrolet Impala (abaixo) . E ambas picapes tinham nomes latinos!

Tinha motores com 235 polegadas cúbicas (3,9 litros) com seis cilindros em linha. Acima deste o V8 com 283 polegadas cúbicas (4,6 litros) com 170 cavalos.  O mais potente era o  V8 com 5,7 litros (348 polegadas cúbicas) tinham as potências: 250 cavalos com 1 carburador quádruplos, 380 com três carburadores de corpo duplo e 335 cavalos. Tinha comando de válvulas de alta pressão, tuchos mecânicos e carburador de corpo quádruplo ou três de corpo duplo. Na versão mais potente fazia de 0 a 100 km/h em 9 segundos e chegava a 217 km/h! 

Sua tração era traseira e podia ter caixa de marchas manual com três velocidades ou quatro com alavanca no assoalho e a automática Powerglide com duas velocidades.Media 5,35 metros de comprimento e 3,02 metros de entre-eixos. 

A primeira geração desta inusitada picape durou apenas dois anos. Seu estilo frontal era idêntico ao sedã até a coluna B. Já a caçamba era imensa. Nesta época, nos Estados Unidos, os utilitários eram beneficiados com  menores impostos em relação aos automóveis comuns. Por volta 36 mil unidades foram produzidas até que, em 1960, a picape deixasse o mercado.                                             

A segunda geração (acima) teria produção entre 1964 e 1967 e era derivada do Chevrolet Chevelle com dimensões um pouco menores

O novo El Camino podia vir com os motores V8 de 283 polegadas cúbicas (4,6 litros), de 195 e 220 cavalos, e 327 polegadas cúbicas (5,35 litros) de 250 cavalos. A oferta de motores mais bravos chegava no modelo 1965, que oferecia versões do 327 (com 300 e 350 cavalos).

Sua tração era traseira e podia ter caixa de marchas manual com três velocidades, ou quatro com alavanca no assoalho e a automática Powerglide com duas velocidades.

No ano seguinte era oferecido o motor mais potente, o 396, de 6,5 litros, com 325 ou 350 cavalos. Era  era oferecido como padrão, e os propulsores 283 e 327 deixavam de ser oferecidos. Toda a linha trazia suspensão traseira recalibrada que era mais adequada para cargas. Por dentro bancos individuais tinham console central opcional. O encosto dos bancos eram reversíveis para a guarda de pequenos objetos atrás

Pequenas mudanças externas na carroceira chegavam em 1967 A grade com friso central, para-choque dianteiro, lanternas traseiras e tampa da caçamba eram novos. Também teto de vinil que seguiria até o final dos ano 70. Na parte mecânica, a novidade eram os amortecedores com ajuste pneumático, que podiam ser inflados conforme o peso da carga transportada.

A terceira geração de 1968 a 1972. Sua versão era baseada no Chevrolet Chevelle Malibu. O modelo abaixo ano 1968 podia ter o motor V8 396 (6.489 cm³). Sua carroceria estava mais moderna a atraente. Tinha chassi mais longo, versão única SS 396 e motores potentes com até 375 cavalos equipado com um carburador da marca Holley com corpo quádruplo .  

Na linha 1968 o El Camino e recebia as mesmas mudanças da linha Chevelle, passando a adotar o chassi mais longo, de 2,94 metros entre-eixos, do sedã e da perua. A versão com motor 396 (denominada L78) era oferecida no picape SS 396, que ganhava frente mais agressiva, capô com ressaltos, faixas pretas sobre o mesmo, falsas tomadas de ar e vidro traseiro curvo. Na grade dianteira, ao centro, havia a identificação SS (Super Sport) . Para o modelo com quatro marchas e alavanca cromada no console. Na frente desta ficava o conta-giros graduado a 7.000 rpm.

Suas rodas tinham seis polegadas de tala com pneus de faixa vermelha. Usava a mesma plataforma/chassi do Chevelle que também tinha carroceria cupê, fastback, sedã quatro portas e Station Wagon.

Podia usar desde um pacato seis cilindros em linha até um V8 com bloco grande de 7,4 litros. Com pacote Regular Production Option (RPO). Na versão Standard podia ter 360 cavalos. Na mais potente era a LS6 com generosos 450 cavalos! Cobria ¼ de milha em 13,9 segundos e atingia 102 milhas por horas! Cerca de 164 km/h em 400 metros!

O SS 396 deixava de ser a única versão no ano seguinte. Tornava-se um pacote opcional ao El Camino básico, que incluía câmbio de três marchas com alavanca no assoalho, escapamento duplo, capô esportivo, rodas de 7 x 14 polegadas e freios dianteiros a disco  necessários, com assistência.

Em 1970 ganhava nova frente com faróis duplos (power Beam)  circulares e grade proeminente. Estava  mais agressivo. Por dentro Tinha mostrador retangular, várias luzes espia. O conta-giros, podia vir como opcional ao lado do velocímetro  Ganhava mais potência: havia um V8 350 (5,7 litros) de 300 cavalos, dois de 402 polegadas cúbicas (6,6 litros), com 350 e 375 cavalos, e dois como blocos grandes de 454 polegadas cúbicas  (7,4 litros), com 360 e 450 cavalos. Por dentro muito luxo e conforto.

Em 1971, como todos carros musculosos fabricados nos EUA, a picape perdia a cavalaria para atender a normas severas de emissões poluentes principalmente na Califórnia. O motor 350 oferecia agora 245 ou 270 cavalos conforme a opção desejada pelo consumidor> O motor 402 (que passava a ser chamado de Turbo Jet 400) despencava de 350 para 300 cavalos. A opção com potência de 375 cavalos e o 454 LS6 de 450 cavalos saiam do catálogo. O motor LS5 ganhava potência passando a 365 cavalos. 

Chegava a quarta geração fabricada entre 1973 e 1977 com profundas modificações em relação ao modelo anterior

Toda a linha vinha com faróis simples, como no Chevrolet Monte Carlo, e a divisão GMC passava a vender sua versão do El Camino (acima e abaixo)

Foi batizada como Sprint (acima), cuja versão SP equivalia à SS do modelo Chevrolet.

Era baseada no modelo Malibu. A tampa traseira arredondada que diminuía o espaço de carga. Permaneciam os motores de 170 e 240 cavalos, mas chegava um mais fraco de 350 polegadas cúbicas (apenas 145 cavalos) e o 454 (7.439 cm³) perdia potência, caindo para 245 cavalos.

A caçamba continuava com dimensões generosas. As rodas "Sport Rally" no modelo abaixo era opcionais. Usava pneus FR15 x 15. Tinha 5,32 metros de comprimento, largura de 1,95 e altura de 1,37. Tinha suspensão dianteira e traseira com molas helicoidais, amortecedores telescópicos e eixo rígido. Seus freios eram a disco na dianteira e tambor na traseira.

Usava a plataforma do Chevelle Malibu Classic. A capacidade do tanque era de 84 litros. O fundo da caçamba podia ter acabamento em madeira como opcional. Rodas de liga leve também eram opcionais. Seu peso era de 1.495 quilos. Por dentro três mostradores circulares que incluíam conta-giros, velocímetro e no terceiro marcadores de nível do tanque, marcador de temperatura, amperímetro e pressão do óleo

Chevrolet El Camino 1976 tinha pequenos faróis retangulares duplos. A versão Classics (abaixo) podia vir em duas cores, com pneus faixa branca e o motor V8 350 com quatro carburadores duplos passava a fornecer  apenas 170 cavalos. Era uma tentativa de torna-los mais econômicos, mas perdia o apelo esportivo. Sua velocidade máxima variava, conforme o motor, entre 160 e 205 km/h

Nas décadas de 70 e 80, lá na América e no Brasil também se tornaram veículos de lazer. Este é derivado do Chevrolet Malibu da quinta geração (1978–1987). Tinha 5,12 metros de comprimento, 2,97 de entre-eixos e pesava 1.410 quilos

Abaixo um modelo El Camino 1983. Menor, menos esportivos que os anteriores e menos potentes. A quinta geração, lançada em 1978, ficou no mercado até 1987. A versão GMC se chamava Caballero e a SS só tinha grafismos externos mais atraentes.

No final da produção tinha a mesma  frente do Monte Carlo SS e com motor V8 350 de 182 cavalos. Porém o mais vendido o bloco pequeno 350 polegadas cúbicas (5.735 cm³) que tinha potência entre 155 e 170 cavalos. Uma opção mais modernas era o V6 de 3,8  e 4,3 litros que equipavam a linha Chevrolet, Pontiac e Buick. Em 1985 passou a ser fabricado também no Canadá e México.

O El Camino quase retornou com a apresentação, em 1995, de um carro-conceito baseado no Chevrolet Caprice. Mas não foi para as ruas

Texto, fotos e montagem Francis Castaings. E fotos de divulagação                                  

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