Bem-vindos/Bienvenue. Você está no Retroauto e aqui é a Garagem de Época! Ici c'est la Garage D'époque!

Esta página nasceu para contar a história do automóvel antigo e também sobre o mundo das miniaturas de veículos. Minha paixão começou cedo, na década de 60 quando o trânsito na maioria das cidades brasileiras ainda era muito calmo sendo que aqui em Belo Horizonte bem mais que São Paulo ou Rio de Janeiro. A quantidade de veículos era bem menor que nestas duas grandes metrópoles, mas com belos modelos nacionais e importados rodando por boas ruas e avenidas. Lembro-me muito bem dos belos trolleybus laranja e branco que chamava de "ônibus de suspensório" rodando em silêncio e com muito conforto. Nas bancas tínhamos a Quatro Rodas, a Auto Esporte e a saudosa Mecânica Popular. Eu as ganhava de meu pai. Nos jornais esperava ansioso pelo caderno de veículos do Estado de Minas e do extinto Diário da Tarde. Também de presente ganhava as miniaturas Matchbox ou Husky que enfeitavam nossas vitrines das lojas de brinquedos. Havia também alguns Corgy Toys, mas eram muito caros.

Nas poucas pistas de autorama da cidade os carros da Estrela faziam sucesso. Havia o Ford Mustang fastback, o Ford GT, Ford J e a Berlineta Interlagos todos na escala 1/32. Na escala maior, 1/24 a briga era feia, as carrocerias em bolha e o motor cromado Cox era o mais presente.

Chegavam também às pistas amarelas para os carrinhos da Matchbox “voarem” com as novas rodas Superfast fazendo curvas, loopings e pulos sensacionais. Também eram muito bons nossos carrinhos de rolimã e bicicletas. Os tombos e machucados eram constantes, mas a aventura era o máximo. Na escala normal nosso automobilismo estava cada vez mais profissional. Pilotos de destaque já eram conhecidos na maior parte das regiões. Era tempo de Wilson e Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Bird Clemente, Cyro Caíres e Chico Lameirão com protótipos ou importados preparados. A década de 70 chegava e nossa frota automotiva estava bem mais moderna. Circulavam por nossas ruas o grande Chevrolet Opala, Dodge Dart, Alfa Romeo 2300, Ford Galaxie e Maverick e os menores VW Brasília, Ford Corcel, Chevrolet Chevette e Dodge 1800. Impossível esquecer nossos nacionais Puma GT e Gurgel Xavante. A concorrência esquentava e os salões anuais de automóveis em São Paulo estavam cada vez maiores, com maior número de modelos e bem mais coloridos. Também as cores chegavam à nossa televisão e o Grande Prêmio de Fórmula Um de 1972, em Interlagos, São Paulo, seria a segunda transmissão. Os irmãos Fittipaldi e Pace estavam honrando a pátria e mostrando que o esporte no Brasil ia além do futebol. Nesta época também, em Interlagos, Tarumã no Rio Grande do Sul, Brasília e Cascavel no Paraná eram palcos do melhor do automobilismo nacional. Havia a Divisão Um e Divisão Três que faziam mais sucesso.

A primeira contava com automóveis nacionais modificados e a segunda com protótipos muito interessantes e originais. Não esquecendo a Fórmula V e Super-Vê. Pilotos como Bob Sharp, Edgar Mello, Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Jan Balder, Nelson Piquet, Alex Dias Ribeiro, Luis Pereira Bueno e Pedro Victor De Lamare se destacavam na imprensa. Não esquecendo o grande mineiro Toninho Da Matta. Nesta mesma década era proibida a importação de automóveis e em 1978 as corridas de automóveis por conta da crise do petróleo iniciada em 1973.

Nem tudo estava perdido e conseguimos ver nossos carros correndo sendo abastecidos á álcool. Em 1980 já tínhamos uma prova no campeonato de Fórmula Um, dois campeonatos graças à Emerson Fittipaldi e alguns modelos produzidos por aqui, como o Puma sendo exportado. Nossa indústria de automóveis já era adulta. Já tínhamos nas bancas a saudosa MOTOR 3 e a Oficina Mecânica. Outra que deixou saudades foi a Grand-Prix com poucos números.

Não vou contar tudo aqui, pois as páginas do site Retroauto te esperam com muito prazer.