Difícil Sucessão

O Jaguar XJS chegou para substituir o modelo E-Type (abaixo). Uma versão especial XJR-S TWR (Tom Walkinshaw Racing) era muito especial, rara, e muito potente com seu V12, 5,3 litros e 420 cavalos para concorrer no Campeonato Europeu de Turismo. Tom Walkinshaw foi piloto nos anos 70 e 80, preparador, foi o responsável pelas vitórias da Jaguar em Le Mans e no campeonato mundial de marcas em 1987, 1988 e 1991.















A difícil sucessão de modelos de sucesso da Jaguar Cars tem uma história longa. Primeiro veio o modelo SS100, depois a linha XK e o famoso modelo E-Type. Mas em maio 1975 foi lançado o XJS com motor V12, 285 cavalos e caixa manual de quatro marchas ou Borg-Warner de três velocidades.Sua tração era traseira

Seguia a tendência de carroceira do E-Type com frente longa e traseira curta. Media 4,784 metros de comprimento, 1,79 de largura, 1,26 de altura e 2,59 de entre-eixos. Seu peso era de 1.680 quilos.  Para o mercado europeu a versão sua frente tinha faróis oblongos e grade fina. Para o mercado americano os faróis eram circulares e tinha para-choques maiores. Era um carro muito bonito, atraente e causou ótima impressão em seu lançamento. Para um esportivo tinha ótima visibilidade para os lados. A pequena persiana acoplada ao vidro lateral traseiro tinha um charme a parte.                                                                          

Em 1977 recebia caixa automática GM Hydramatic 400 que substituía a Borg-Warner. Em 1978 a casa de Coventry, sede da Jaguar, deixava de oferecer a caixa manual. 

Abaixo uma das primeiras versões para o mercado americano

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O motor longitudinal, dianteiro, V12 com inclinação a 60 graus tinha injeção digital, estudada em comum pela Bosch, Bendix e Lucas. Tinha 5.345 cm³, 285 cavalos a 5.250 rpm. Tinha duplo comando de válvulas com duas válvulas por cilindro. Seu torque era de 39,5 mkg.f a 2.800 rpm. Em 1981 surgia a versão HE ((High Efficiency, alta eficiência) ) Fireball com câmaras de combustão hemisféricas e pistões modificados.  Fazia de 0 a 100 km/h em 8 segundos e sua velocidade final era de 243 km/h. Seu tanque tinha capacidade para 91 litros de gasolina.  Seu consumo a urbano era 5,5 km/l. A 90 km/h era de 9,0 km/l.

Sua suspensão era independente nas quatro rodas. Na dianteira, com trapézios triangulares, molas helicoidais e amortecedores telescópicos. Atrás semi-eixos oscilantes, braços arrastados e molas helicoidais e amortecedores telescópicos. Calçava pneus na medida 215 /70 VR 15. Tinha freios a disco nas quatro rodas sendo que os dianteiros eram ventilados.

E com belas rodas raiadas. De qualquer ângulo podia-se notar a beleza do cupê 2+2.

Em 1983 chegava a versão XJ-SC (abaixo) que podia-se retirar a capota de lona que era apoiada num arco de proteção e a parte de lona cobria a mesma e ficava dobrada na parte de trás do esportivo. Também neste ano estreava um novo motor com seis cilindros em linha, com 3.590 cm³ com 225 cavalos a 5.400 rpm.

Tinha quatro válvulas por cilindro (24-válvulas )  com comando no cabeçote. Fazia de 0 a 100 km/h em 8 segundos e sua velocidade máxima era de 225 km/h.O cabeçote e bloco eram em alumínio. E para um cupê 2+2 tinha um ótimo porta-malas com capacidade para 287 litros.

Tinha caixa manual da marca Getrag com cinco velocidades. O cupê também podia receber este motor e o capô ganhava um ressalto central

Em 1988 havia um novo conversível sem o arco central.

Neste ano também chegava uma versão TRW com spoiler traseiro, rodas com desenho esportivo e suspensão mais firme. Era um carro para motoristas mais exigentes em termos de esportividade. Abaixo um XJ-SC

Em 1989 o XJS-R era proposto com motor de 6,0 litros com 318 cavalos que subiria depois a 335 cavalos. Sua final passava a ser de 260 km/h.

Por dentro muito luxo e sofisticação. Tinha madeira de ótima qualidade a abundância de revestimentos em couro inclusive no ótimo apoio de braços central.

Em 1991 era oferecido um novo seis cilindros com 4,0 litros de cilindrada. A carroceria ganhava novo desenho com algumas modificações na frente, para-choques mais parrudos, novos vidros laterais, faroletes novos e aerofólio redesenhado. Os freios ABS (Anti-lock Braking System) passaram a ser de série assim como o airbag (bolsa inflável) .

Em 1996 era interrompida a produção após 115.413 unidades e 20 anos e sete meses de fabricação. Foi substituído pelo belo cupê Jaguar XK8 (abaixo) que foi produzido entre 1996 a 2006 cujo nome código era  X100.

Texto, fotos e montagem Francis Castaings.

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