O Novo Brilho da Estrela de Três Pontas

Um modelo interessante bonito, de alta confiabilidade  e robusto

Em 1946 a produção era restabelecida com a fabricação de modelos anteriores à guerra, como os modelos 170 S e 170 D (diesel). Eram carros pequenos, econômicos e de desempenho modesto, mas adequados para a realidade daquele momento.

Em 1951 foi lançado a limousine 300 Adenauer e seu preço era alto para competir no mercado e suas linhas eram um pouco ultrapassadas

Os sedãs 180 e 220 (Tipo/classe 120/121) , com versões sedã, cupê e conversível, tiveram muita importância na recuperação da casa Mercedes-Benz após a Segunda Grande Guerra Mundial. Foram lançados em 1953. Receberam o apelido Ponton pelo fato dos para-lamas irem até o início da frente fazendo parte desta. O carro preto na segunda foto desta matéria tem carroceira longa.

O modelo básico era um sedã de quatro portas, três volumes distintos de 4,46 metros de comprimento, 1,74 de largura e 1,56 de altura. Com conforto levava cinco passageiros.Sua carroceria estava apoiada num plataforma. Era a primeira carroceria a ser fabricada com zona de deformação na frente e atrás no caso de impactos. A segurança já estava presente na casa alemã na década de 50.

Seu peso era de 1.200 quilos. O novo Mercedes era tão diferente em relação a seu antecessor que o apelido Ponton acabou se consolidando para caracterizar os modelos, fabricados entre 1953 e 1962.

Seu motor era um quatro cilindros em linha com válvulas laterais 1.757 cm³, 52 cavalos a 4.000 rpm e velocidade máxima de 126 km/h.Esta motorização esteve disponível até 1957 quando foi substituída pela versão com comando de válvulas no  cabeçote, 1.897 cm³ 65 cavalos logo depois pulava para 68 cavalos e sua velocidade final era de 136 km/h. Sua denominação era 180 A. Por fora tinha teto de lona sobre a capota que lhe caia muito bem.

Havia também a opção de motor a diesel que fez enorme sucesso dentro e fora da Europa. Tinha quatro cilindros em linha 1.767 cm³ sendo o cabeçote e bloco em em ferro fundido. Sua taxa de compressão era 19:1 e potência de 46 cavalos a 3.500 rpm. Era alimentado por uma bomba mecânica da marca Bosh.Sua velocidade máxima era de 110 km/h e seu consumo a 80 km/h era de 12 km/l.Constado pelo tempo este motor era capaz de chegar e ultrapassar os 500.000 quilômetros. Tanto neste quanto a versão a gasolina tinha tanque com capacidade para 56 litros.

Era o primeiro construtor mundial a oferecer um carro dois motores com  combustíveis diferentes. Ambos tinham caixa com quatro marchas e tração traseira. Abaixo um modelo quatro portas 1956

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Em 1959 era lançado o modelo 190 e 190 D. O motor a gasolina com quatro cilindros em linha tinha 1.897 cm³ e 75 cavalos evoluindo depois para 80 cavalos. Sua velocidade final passava a ser de 145 km/h. Era o mesmo propulsor do roadster 190 SL, fabricado entre 1955 e 1963, mas com apenas um carburador simples da marca Solex, no lugar da dupla carburação do modelo esportivo. As diferenças nesta versão se resumia a grade do radiador mais larga e para-choque dianteiro sem protetores.

Sua suspensão dianteira era independente com barras estabilizadoras. Tinha molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Atrás tinha semi eixo oscilante e molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Seus freios eram a tambor com comando hidráulico. Usava pneus 6,40 x 13 em rodas de aço estampado com belas calotas .

Em 1956  entrava em cena o motor com seis cilindros em linha com 2.195 cm³ e 90 cavalos. Era alimentado por um carburador e sua velocidade máxima passava a ser de 148 km/h.

O modelo que o sucedia era o 220 com a mesma configuração, mas com carburador de corpo duplo. A velocidade final passava a ser de 150 km/h. O modelo 220 S chegava em 1956 trazendo mais potência, 106 cavalos que lhe conferia uma velocidade final de 160 km/h. Era alimentado por dois carburadores.

Mercedes-Benz muito bonitos e marcantes na história da casa alemã Abaixo um modelo 220 S de 1957

Modelo 220 S de 1958.

Um belo carro visto de qualquer ângulo. E o interessante teto de lona cobrindo quase toda a capota. A linha/estilo "Ponton" fez escola na Mercedes-Benz e em várias outras fábricas dentro e fora da Europa.

Visto de trás. Tinha ótima capacidade seu porta-malas.

Por dentro tinha acabamento impecável, de qualidade, com boa instrumentação a bordo. A alavanca de quatro marchas estava na coluna de direção para todos os modelos.

O elegante cupê tinha capota fixa ou conversível. Para este estava reservado um motor de seis cilindros em linha, com comando de válvulas no cabeçote, que começou com 100 cavalos e em sua ultima versão estava com 120 cavalos. Era mais pesada, por conta de reforços na carroceria e pesava 1.490 quilos. Sua velocidade final era de 160 Km/h na versão 220 SE. Nesta era alimentada por uma injeção mecânica Bosh. Só foram fabricados 2.178 modelos na versão conversível como esta abaixo. Com a capota rígida podia vir em duas dores na combinação saia e blusa. A cotação na Europa está por volta de 45.000 Euros na versão conversível.

Um belo cupê com a identidade Benz. Foi produzido, todos os modelos, entre 1953 e 1963 um total de 551.621 exemplares.

Foi um sucesso da casa Daimler-Benz. Além da planta na Alemanha foi fabricado também na Austrália e na África do Sul.

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O Sucessor da série W100/111


Texto fotos e montagem Francis Castaings.  Demais Fotos de divulgação  e fotos site Daimler Benz

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