Fortes Ford

As Picapes da marca do Oval no Brasil

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Em agosto de 1957, a Ford Motor do Brasil S.A., apresentava um novo produto. Saía das linhas de produção o primeiro veículos Ford brasileiro. Era o caminhão F-600, motor V8 dianteiro, movido à gasolina, arrefecido à água com motor 272 (4.457 cm³) com 167 cavalos de potência a 4.400 rpm. Seu torque máximo de 35,9 m.kgf a 2.200 rpm. Era importado dos Estados Unidos da América. Cerca de 40% das peças já eram nacionais e dois anos depois, já tinha alto índice de nacionalização.O segundo produto era a picape F-100, que fez grande sucesso perante os fiéis da marca do oval. Este motor da linha iria equipara a partir de 1967 o luxuoso sedã Ford Galaxie (Conheça) , o primeiro automóvel da marca. Mas a Ford chegou no princípio do século 20 montando o Ford T e depois o Ford A (saiba mais) Na mesma linha de montagem foi produzido o intermediário F-350, um caminhão leve, mas com capacidade de carga de 2.670 quilos.                                                                                                               

A picape Ford F-100 da segunda geração americana (1953-1956) estreou aqui em no final de 1957 e tinha o mesmo motor V8 272 dos mais pesados. Abaixo um impecável modelo Picape Ford F-Series ano 1954.Nos Estados Unidos tinha também a opção de motores com seis cilindros em linha com 3,5 litros e 3,7 litros ambos com 100 cavalos.

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Sua altura era de 2,2 metros, 5,76 de comprimento, largura de 1,82 metros, 3,30 metros entre eixos e pesava 1.780 quilos.  Sua capacidade de carga era de 500 quilos. Foi fabricada nos Estados Unidos entre 1953 e 1956, na Austrália e no Brasil (1957–1962). Fazia-se necessário um estribo para subir a bordo! Tinha frente com para-lamas e capô arredondados. Para-choque na cor da grade que exibia o logo "V8".

Ótima capacidade de carga e a caçamba era no estilo "Step Side". Os pneus eram na medida 6,0 x 16 com seis lonas para as picapes com motores V8.

Por dentro: Cambio mecânico com três marchas a frente com alavanca na coluna. Na América havia a opção automática com o cambio Ford-O-Matic automatic. O velocímetro era graduado até 140 km/h e trazia ainda pequenos mostradores com temperatura da água, nível de gasolina, amperímetro, relógio de horas, hodômetro parcial e luzes espia (abaixo). 

E seu belo motor V8 272 (4.457 cm³) . Nos Estados Unidos ainda haviam as opções: 239 Y-block com 130 cavalos, 223 Mileage Maker  com 137 cavalos com seis cilindros e os V8 256 Y-block com 140 cavalos, 272 Truck 2V Y-block  com 172 cavalos, 279 Lincoln Y-block  com 152 cavalos, 317 Lincoln Y-block com 170 cavalos e 368 (6.030 cm³) Lincoln Y-block com 300 cavalos!

Abaixo uma rara versão furgão

E uma também rara cabine dupla. Ambas fabricadas por encarroçadoras independentes! E os projetos iam ter vida longa!

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Segunda Geração - 1962

Tinha nova grade (cromada opcional) , novo grupo óptico, quatro faróis circulares, novo capô, novos para-choques, para-lamas e caçamba em estilo convencional. Estava mais moderna e seguia o estilo do modelo americano. Tinha uma versão Mercury mais luxuosa série M.

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Por dentro tinha painel quase idêntico ao modelo anterior, grande volante de três raios, alavanca de cambio de três marchas na coluna, pedais de freio e embreagem suspensos e três pessoas iam com conforto na frente. A visibilidade para o motorista e ocupantes era muito boa.

Foi fabricada entre 1962 e 1966. Nesta geração também as indústrias de carrocerias nacionais faziam uma versão cabine dupla com duas portas, perua com três janelas laterais na versão F-100 Luxo e também furgão fechada. Raras!

E no V8 o filtro de ar estava mais baixo. O acesso ao motor e componentes era ótimo! Nos Estados Unidos tinha uma opção de seis cilindros em linha 223 ( 3.654 cm³) e os V8 272 e 292 ambos usados aqui nos sedãs da Ford.

E o caminhão F-600 tinha o mesmo motor, mas com relações de marcha e diferencial alteradas

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1967

Foi substituída pela F-100 Twin-I-Bean construída no Brasil entre 1967 e 1970. Esta picape tinha sistema de suspensão mais moderno denominado Twin-I-Beam ( suspensão dianteira semi-independente com molas helicoidais). Este novo conjunto a deixava mais agradável ao dirigir. Na propaganda veiculada na TV a mostrava o modelo rodando sobre trilhos numa estrada de ferro em boa velocidade!

Em 1967 a Ford absorvia a Willys Overland do Brasil que fabricava a Rural e a picape Jeep

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Tinha linha mais retas, caçamba lisa, nova grade com faróis retangulares, com cantos arredondados. Novo capô, a cabine e a caçamba pouco mudava. Seu desenho mais moderno estava mais agradável e a frente da concorrência. Seu motor dianteiro, também chamado de Ford King pouco mudava. Tinha oito cilindros em "V", bloco e cabeçote em ferro fundido, 4.457 cm³, 161 cavalos à 4.400 rpm e torque máximo de 33,3 mkg.f à 2.200 rpm.

Este motor V8 era muito robusto!

Abaixo um belo modelo premiado em Araxá, Minas Gerais, em 2016 no Brazil Classics Show 2016

E a ótima capacidade de carga continuava e a porta da caçamba tinha ótima abertura!

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Terceira Fase - Os anos 70, 80 e 90

Em maio de 1971 era um modelo completamente novo com a mesma carroceria, que se tornaria longeva aqui e na Américas (Estados Unidos e Argentina). Era o mesmo modelo americano fabricado desde 1968. Linhas retas e modernas  em toda a extensão da carroceria. Na frente dois faróis circulares ladeando uma bela grade grade cromada e com muitos frisos cromados na frente. Para-choques idem (dependia da versão luxo ou standard) tinha as mesmas linhas da picape americana fabricada entre 1967 e 1972.

A picape Ford F-100 da década de 70 também usava o motor V8 dos Galaxie. Usou o motor 272 (4.457 cm³) dos grandes sedãs da linha Ford. Sua taxa de compressão era de 7,8:1, potência de 168 cavalos a 4.400 rpm. Sua tração era traseira e tinha cambio de três marchas com alavanca na coluna. Estava mais larga e baixa. Pesava 1.749 quilos. Media 4,85 metros de comprimento, largura de 2,02 metros, altura de 1,82 metros e entre-eixos 2,92 metros. 

Com a crise mundial do petróleo, em 1973, a Ford já fabricava nos Estados Unidos o motor OHC (Over Head Command ) , ou seja, comando de válvulas no cabeçote. Este propulsor já equipava o Ford Mustang II Ghia. Tratava-se do motor de quatro cilindros em linha e 2,3 litros na fábrica, o mesmo do Ford Maverick, produzido em Taubaté (São Paulo). Seu cambio tinha quatro marchas com alavanca no assoalho, direção tipo rosca sem fim, o volante de três raios, 432 milímetros de diâmetro, 4,35 voltas de batente a batente e diâmetro de curva de 11,9 metros. Seu novo painel tinha instrumentação horizontal, continuava com banco inteiriço bom para três passageiros. O motor quatro cilindros tinha 2.300 cm³, 99 cavalos a 5.400 rpm. Seu torque máximo era de 16,9 mkg.f a 3.200 rpm. Curiosamente sua capacidade de carga era maior que a V8! Podia levar 660 quilos.

Em setembro de 1976 fazia parte da linha esta opção econômica de motorização tal qual fez a General motor aplicando o motor 151-S na C-10 da picape Chevrolet. 

Suas concorrentes eram a Chevrolet C-10 da General Motors, a Dodge D-100 da Chrysler, a Ford F-75 e o Toyota Bandeirante picape que tinha versão cabina dupla também! A capacidade de carga era de 496 quilos. Sua suspensão continuava com o sistema Twin I-Beam com dois eixos independentes. Atrás feixe de molas semi-eliptícas de dois estágios e amortecedores telescópicos hidráulicos de dupla ação. Uma das características desta geração era o teto na cor branca e parte de trás da coluna "B".

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Vista de trás. Moderna e com ótima capacidade de carga. Havia réguas protetoras de madeira que deixavam a caçamba mais bonita e protegiam quando do carregamento de arranhões.  Podia levar 495 quilos! Usava pneus com seis lonas na medida 8.25 x 15 com seis lonas. Logo alguns proprietários trataram de colocar rodas e liga leve para tornar a picape menos  sisuda e mais esportiva. Não era nada econômica, fazia cerca 4,5 km/l na cidade e seu tanque tinha capacidade para 87 litros.

O modelo com quatro cilindros em linha pesava 1.610 quilos.

Em 1979 se tornou F-1000 com motor diesel 3,9 litros diesel MWM (Motoren Werke Mannheim AG) com 86 cavalos.Sua autonomia era 40% a mais que os modelo a gasolina e nesta época o diesel custava menos da metade que a gasolina.

Nesta geração era comum empresas particulares fazerem versões com cabine dupla, mantendo as duas portas, capota e plástico reforçado com fibra de vidro, teto solar e a versão Country da empresa paulista Souza Ramos copiava o estilo da Bonanza brasileira da General Motors, da Ford Bronco americana e da Dodge Ramcharger. Essa Ford especial tinha ainda rodas de liga, conjunto de faróis quadrados duplos, nova grade e para-choques com quebra mato como opcional. Era 350 milímetros mais curta que o modelo original.

Como opcional havia a motorização diesel turbo.Na lateral da carroceria um adesivo anunciava a motorização. Foi o primeiro turbo diesel nacional lançado em um veículo leve. Aconteceu em novembro de 1990.  Havia a opção de tração 4 x 2 e 4 x 4. A picape com turbocompressor passava de 86 cavalos para 119 cavalos. Seu desempenho era pouco inferior aos motores a gasolina e a álcool.

A F-100 passava a contava com o motor Ford seis cilindros usado na Argentina. Tinha 3,6 litros de cilindrada, 96 cavalos, cambio manual de cinco velocidades com alavanca no assoalho, freios a disco na dianteira, pesava 1.570 quilos e media 4,75 metros. Usava pneus radiais na medida 215/80 R16.

Em 1989 podia vir equipada com direção hidráulica, eixo traseiro anti-derrapante, bancos com encosto de cabeça, ar condicionado opcional e vidros verdes. E os retrovisores dos dois lados estavam bem maiores e adequados ao tipo de uso do carro. Nesta época não era mais só um utilitário. Levava em sua caçamba bicicletas, motocicletas, Jet-Ski... para muito lazer. Tinha apelo esportivo e jovial!

Havia também novas faixas laterais, na frente na parte inferior e atrás na parte superior combinando com a cor do modelo. Para-choques também na cor da carroceria. O arco de proteção, após a cabine era opcional e útil para a segurança.

Remodelação em 1993 principalmente na frente . Nos Estados unidos era o veículo mais vendido e até hoje bate todos seus concorrentes sedãs inclusos! Tinha opções de cabine simples e Super Cab (cabine estendida).

Na década de 90 estreava a versão F-1000 super série. A frente renovada trazia grande com quatro frisos horizontais, faróis quadrados e ladeando lanternas de pisca na cor âmbar. Era considerada um trator, ideal para lama e barro, já que no asfalto não passava dos 128 km/h. Seu motor com quatro cilindros e oito válvulas desenvolvia 92 cavalos a 3.000 rpm. Tinha comprimento de 5,06 metros, largura de 2,10 metros e altura de 1,83.

Seu tanque tinha capacidade para 110 litros de diesel e sua carga total era de 932 quilos!  Tinha painel moderno com volante de dois raios e bom diâmetro, ótima pega, acolchoado e ótima instrumentação no painel com oito mostradores analógicos. Ótima alavanca de marchas no assoalho com cinco velocidades e bancos com divisão 1/3 e 2/3. O acionamento era elétrico da tração 4 x4 e da tração positiva eram feitos por botões e permitia ser acionada em movimento até 40 km/h.

Uma versão da quinta geração americana da série F foi produzida até 1992 no Brasil. Eram produzidos em General Pacheco, na Argentina e foi em São Bernardo do Campo, as unidades do Brasil os modelos F-100, F-1000, F-350 e F-600.

Em 1997 a Ford F-1000 4,9 XLT era produzida na Argentina e seu motor a gasolina tinha seis cilindros, injeção eletrônica multiponto sequencial, 4.913 cm³, 148 cavalos a 3.500 rpm e torque máximo de 34,5 mkg.f a 2.400 rpm. Caixa de cinco marchas e direção hidráulica. Fazia de 0 a 100 km/h em 13,7 segundos e tinha velocidade final de 155 km/h. Seu consumo era de 4,5 km/l na cidade e não passava dos 7,5 km/l na estrada. Tinha um painel completo, com velocímetro como hodômetro parcial e total , conta-giros, nível de nível de gasolina, temperatura da água e amperímetro. Volante de dois raios de boa pega, bom acabamento, ar condicionado e vidros verdes contavam como itens de série. Media 5,00 metros de comprimento, 2,0 de largura e entre-eixos de 2,97. Sua caçamba podia acomodar 1.680 litros, pesava 1,975 quilos e seu tanque de combustível tinha capacidade para 110 litros. Sua suspensão dianteira era independente como molas helicoidais e barra estabilizadora. Atrás tinha eixo rígido, feixe de molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos. Tinha freios a disco na frente a tambor atrás com ABS (Anti-lock Braking System) opcional.

Muito similar, à nossa última brasileiras, o modelo americano abaixo. Já estava aberta a importação de carros no Brasil e mais concorrentes na mesma faixa. Em 1997 havia aqui a Chevrolet Silverado, também fabricada na Argentina e a picape JPX. Do exterior vinham a Mitsubishi L200, a Land Rover 110 e 130. (Conheça)  E em 1998 chegava a Dodge Dakota que infelizmente teve carreira curta aqui apesar de oferecer três motorizações e dois tipos de cabine.

Sua despedida de nosso mercado se deu em 1998. Haviam os modelos XL e XLT equipada com o motor 2.5 HSD da Maxion, com turbo e intercooler.  Houve ainda a série especial chamada de Lightning com o motor de 4.9 litros a gasolina.

Fez uma bela carreira de pouco mais de três décadas e ainda há bons exemplares de circulando a trabalho e ótimos nas mãos de colecionadores. A picape abaixo é a americana Ford F-150. Esta é da nona geração de 1992 a 1997.

A picape média Ford Ranger e a grande F-250 assumiram seu lugar.

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A Furglaine

Em 1980, a empresa Furglass, em parceria com a Ford e a concessionária Ford Sonnervig, apresentaram um utilitário furgão.Chamado  Furglaine era baseado no modelo americano Ford Econoline. Usava o chassi e a mecânica das picapes F-100 e F-1000. Tinha carroceria monobloco que mesclava aço estampado e plástico reforçado com fibra de vidro. Tinha duas portas na frente, dependendo da versão  e duas portas na traseira para acesso de passageiros e inserção de carga.O modelo teve boa aceitação no mercado já que não havia concorrentes. Mas era caro!                                                                                               

Foram lançadas também versões: ambulância (com espaço para até quatro macas), escolar (18 lugares) e outra para 13 passageiros. Como opcional foi usado o chassi da F-2000, deixando o furgão 76 centímetros maior e com capacidade de carga aumentada para 2.200 toneladas ou 9,5 m³ na versão furgão. A versão mais longa foi colocada mais uma porta na lateral direita. Foi fabricada até 1994 e sofreu a concorrência dos importados. Muito raro hoje em bom estado!

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Argentina

No país vizinho foi lançada em 1961. Foi a quarta geração nos Estados Unidos e fabricada lá entre 1961 e 1966.

Uma argentina que deixou de ser fabricada lá em 2011. Tinha o motor Max Power 3.9 de 203 cavalos nas versões CS 4×2, CS 4×4 e CD 4×4.

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Hot's e americanas em encontros do Brasil

Bela e rara picape Hot Ford 1937. Foi introduzido o motor V8 flathead com 136 polegadas cúbicas (2,2 litros e depois um mais potente com 221 polegadas cúbicas com 3,6 litros bem mais adequado

Esta fez parte da primeira geração nos Estados Unidos (1948–1952)

E a remodelação da mesma

Muito utilizada em hot's.

Um furgão hot

Bela dupla, furgão e picape da série F americana fabricadas entre 1948 e 1952 .

Da primeira geração montada no Brasil.

Outra da mesma época com modificações de bom gosto

Mais uma com para-choque diferenciado

Esta do interior de Minas Gerais

Do Encontro Paulista de Autos Antigos

Segunda geração brasileira com grade personalizada

Década de 70 com caçamba longa, rodas com diâmetro bem maior e motor poderoso!

Outro exemplar dos anos 70

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Esta impecável!

Por dentro de uma personalizada dos anos 70

A versão Ranger XLT F-250 1977 americana

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Em Escala

No catálogo da Matchbox em 1966 já constava a Ford Pick-up, vermelha, caçamba step-side, rodas esterçantes e imitação de capota de lona branca. Media 71 mm de comprimento. Anos mais tarde, em 1977, ainda estava lá só que era amarela, caçamba comum, com adereços de zoológico e um leão dentro de um vidro no lugar da capota. Era um Wild Life Truck.

A HotWheels Mattel fez uma F-150, modelo 1979, escala 1/60, caçamba longa, com capota preta e decalques nas laterais.

Também a Maisto fez um modelo igual a nossa, escala 1/43, na cor branca com decalques nas laterais.

Mais antigo, mas também parecido com os nossos, era o F-100 de 1953 reproduzido pela K-Line, em escala 1/43 e na cor vermelha. Era um modelo original, com detalhes imitando cromados, rodas vermelhas, pneus com banda de rodagem e interior cinza.

Um cenário interessante do passado e da década de 90. Escala 1/64

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Nas Telas

Em Risco Duplo (Double Jeopardy) com Ashley Judd, Tommy Lee Jones e Bruce Greenwood, filme de 1999, uma mulher(Ashley) , mãe de um garoto de três anos, é injustamente condenada pelo assassinato de seu marido, embora o corpo nunca tenha sido encontrado. Na prisão, descobre que o marido tramou tudo com a amante para ficar com a fortuna do seguro de vida e resolve se vingar. Anos depois, ela consegue a condicional.

Em sua busca, passa na casa da mãe e esta, empresta uma F-100 já meio surrada para ela seguir em busca de justiça. Numa pequena cidade, em investigações, ela tem que escapar. Usa a caçamba muito bem para tirar carros de sua trajetória e faz belas manobras. Bom filme.

Em Mad Max, filme australiano de 1979, que tornou Mel Gibson um astro internacional, os vilões tem um camionete Ford F-100 sem capota. Aparece em uma das várias perseguições.

Outro ótimo filme é Gran Torino. de 2008. Clint Eastwood interpreta Walt Kowalski, um trabalhador aposentado da Ford americana e  veterano da Guerra da Coreia. Ele passa seu dia bebendo cerveja e faz reparos em sua casa. Fazia questão de sempre dizer que sabia consertar muitas coisas. Ele possui um belo Ford Gran Torino Verde e uma picape F-100 1972. É vizinho, mas não muito simpático de famílias asiáticas, negras e latinas no bairro onde mora. E se torna um herói relutante quando fica ao lado de um adolescente asiático que foi forçado por uma gangue a roubar seu precioso automóvel. Uma improvável amizade se desenvolve entre os dois, e Walt aprende que tem muito em comum com os vizinhos asiáticos. A direção também é de Clint Eastwood e o filme recebeu o prêmio da Academia Japonesa de Cinema para Melhor Filme em Língua Estrangeira e Clint o de melhor ator da National Board of Review Award por sua ótima atuação. Em DVD e merece ser visto pela história e pelos carros!

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Nos Raids

Para fazer o levantamento dos faróis brasileiros para a Marinha brasileira, por todo o nosso litoral, partindo do sul, até o nordeste, o nosso famoso navegador solitário Amyr Klink usou as camionetes que foram cedidas pela Ford.

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Texto, fotos e montagem Francis Castaings - Participação fotográfica Lito Lopez - https://www.facebook.com/lito.lopez.56

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