Classicismo em vários estilos

Na década de 50, passado o conflito  mundial, a indústria automobilística europeia começava a se estruturar. Novos estilos surgiam em cada país.

Na França as poderosas Citroën, Renault e Peugeot lançavam novos modelos. A quarta construtora, que chegou a ser a segunda na década de 50, a Simca (Société Industrielle Mécanique et Carrosserie Automobile), situada em Nanterre, na região parisiense, tinha carros atraentes também. Neste período a Citroën brilhava, após 1955, com o recém lançado DS. A Renault com seu Frégate, a Peugeot com o 403 e a Simca com seu Aronde.

No início dos anos 60 alguns de seus produtos já haviam sido modernizados. A Peugeot já estava com o 404 fazendo sucesso. A  Renault  nem a Citroën não tinham um médio compacto. E a Simca tratava de renovar a linha Aronde e Ariane já com linhas antiquadas. 

Foi então, no Salão de Genebra, na Suíça, em março de 1963 que apresentou os novos sedãs. O modelo 1300 entrava em produção em abril e em outubro chegava o 1500.

O sedã de três volumes tinha linhas limpas, agradáveis e modernas. Um clássico com inspiração italiana e americana. Tinha também logicamente o charme francês. Uma mistura de estilos com pouca ousadia mas bem sucedida. Media 4,02 e pesava 980 quilos. Tinha quatro portas e ótima visibilidade. Na frente dois faróis circulares e grade cromada com frisos horizontais. Os para-choques envolventes eram cromados. Um carro para a família que se comportava bem na cidade e nas estradas. Cinco pessoas viajavam com conforto.

O motor do modelo 1300 tinha quatro cilindros em linha, em posição longitudinal. O bloco era em ferro fundido e o cabeçote em alumínio. As válvulas eram no cabeçote e o comando era lateral. O virabrequim tinha cinco mancais e a alimentação era feita por um carburador de corpo simples. Sua cilindrada era de 1.290 cm³ e a potência  de 54 cavalos a 5.200 rpm. A velocidade máxima era de 135 km/h e adequada para um carro desta categoria. A caixa de marchas tinha quatro velocidades e sua tração era traseira (Era fabricada sob licença da Porsche).

O modelo 1500, um pouco mais potente, tinha 1.475 cm³ e 69 cavalos. Nesta estava equipado com freios a disco dianteiros e atrás eram usados tambores. 

No salão de 1964 era oferecido em duas versões de acabamento, Standard e GL. Nesta havia no painel um relógio elétrico, retrovisor interno dia/noite, descansa braço traseiro e acendedor de cigarros. E no final do ano era apresentada a versão perua que era muito elegante.

Como atraentes havia, acoplada ao assoalho traseiro, nas laterais, uma mesa dobrável em fórmica. Ótima para acampamentos ou piqueniques

Outra novidade era que a tampa traseira tinha vidro descendente e o ângulo de abertura era muito bom para facilitar a entrada de grandes volumes. Como opcional podia receber bagageiro.

No ano seguinte o motor do modelo 1500 estava mais potente. Passava ter 72 cavalos e a velocidade máxima era de 145 km/h. E visando, principalmente o  mercado norte americano, era lançada a caixa automática Borg Warner de três velocidades. Havia ainda uma versão especial da perua que foi batizada de Canadá para ser exportada para este país cuja população de origem francesa é importante.

No salão de 1966 toda linha passava a ter novidades mais atraentes. Os sedãs tinham a traseira alongada em 21 centímetros. Além do volume do porta-malas, que já era bom, ter aumentado, o perfil do carro estava mais interessante. 

Todos os modelos, que passavam a se chamar 1301 e 1501 dispunham de freios a disco dianteiros sendo que os de potência maior ganhavam assistência . A frente de todos os modelos recebiam uma leva reestilização. Seus concorrentes eram o Peugeot 404, o Renault 16, o Opel Rekord, o Taunus 17 M, o Fiat 1500, o Audi 1,7 e o Austin 1100. 

Por dentro o painel passava a ter desenho horizontal, uma influência da Chrysler americana também , que já detinha parte importante das ações da empresa. O volante novo passava a ter dois raios sendo que estes eram metálicos .

A suspensão deste Simca era muito robusta assim como todo o conjunto mecânico. A parte dianteira era triangular com barra estabilizadora, amortecedores telescópicos e molas helicoidais.Atrás tinha eixo rígido. A estabilidade do veículo era boa. Usava pneus 5.90 x 13. Podiam ter faixas brancas e as rodas recebiam calotas cromadas de desenho simples.

Em 1968 era apresentado o modelo 1501 Spécial que tinha apelo esportivo. Seu motor tinha 82 cavalos. Por dentro a alavanca de marchas ia para o assoalho. Ainda recebia rodas cromadas com calotas esportivas e faróis de longo alcance em formato circular.

Um ano depois este mesmo modelo recebia uma grade preta com contornos cromados e o farol de longo alcance passava a ser retangular. Por dentro recebia um painel muito completo com conta-giros, velocímetro, marcador de temperatura, nível do tanque de gasolina e relógio analógico. A decoração de fundo tinha imitação de madeira. E contava também com um servo-freio mais eficiente.

Em 1971 já dispunha de teto de vinil como opcional. O carburador de corpo duplo e novos incrementos mecânicos elevavam a velocidade máxima a 160 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h em 14,5 segundos. Os pneus, mais modernos, eram radiais na medida 175 SR 13.

Em 1975, após 1.300.000 exemplares produzidos era encerrada a produção. Os modelos 1307 e 1308, bem mais modernos e muito semelhantes ao Passat e ao Renault 20, o substituíram.

Texto e montagem Francis Castaings. Demais fotos de divulgação

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