Casagrande e Fraga vencem em Goiânia. Definidos os candidatos ao título na Super Final

Pura alegria no pódio: primeira vitoria de Casagrande em 2019

Pilotos homenageiam Tuka Rocha

A 11ª etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, disputada neste domingo em Goiânia, consagrou Gabriel Casagrande como vencedor da primeira prova da rodada dupla e teve Felipe Fraga como melhor classificado na corrida complementar depois da desclassificação de Ricardo Maurício, que havia chegado em primeiro.

O paulista perdeu a vitória devido ao não funcionamento da luz de freio – item obrigatório segundo o regulamento técnico. Realizada em homenagem ao piloto Tuka Rocha, falecido no último domingo em virtude de um acidente aéreo, a etapa também definiu os seis competidores que ainda permanecem na briga pelo título: Daniel Serra (335 pontos), Thiago Camilo (306), Ricardo Mauricio (292), Rubens Barrichello (284), Julio Campos e Felipe Fraga (ambos com 293). Eles decidirão quem será o campeão na Super Final, a ser disputada em São Paulo no dia 15 de dezembro. Como elemento extra para acirrar a disputa, a última corrida concederá pontuação dupla para o vencedor – ou seja 60 pontos estarão em jogo em Interlagos. Gabriel Casagrande abaixo no nº83

Antes da largada, um momento de enorme emoção, quando os pilotos formaram um semicírculo em torno do capacete de Tuka Rocha – que foi utilizado neste fim de semana por Diego Nunes. Todos no autódromo realizaram um minuto de silêncio em memória do ex-piloto da categoria, falecido em Maraú, na Bahia.

Largando da pole position, Casagrande fez valer sua vantagem na corrida 1, sendo escoltado por Thiago Camilo (abaixo) até a parada obrigatória, quando Camilo perdeu força, foi ultrapassado por Cesar Ramos, Lucas Foresti e Daniel Serra – e teve de se contentar com o quinto lugar, enquanto Ramos e Foresti celebraram muito seus primeiros pódios na temporada 2019.

"Foram duas corridas muito pegadas. A primeira sem aliviar em momento algum, pois tinha carros mais leves (com menos combustível) atrás. Pole e vitória na corrida 1, nono colocado na prova dois, foi um resultado muito bom. Agora é chegar em Interlagos e tentar a vitória que por pouco não veio na Corrida do Milhão, que disputamos lá em agosto", comemorou Casagrande, que somou sua primeira vitória na temporada e a segunda na carreira (a primeira foi em Curvelo/2017).

Já a segunda corrida viu Ricardo Maurício, que largada de 24º e chegou em 16º na primeira bateria, jogar com a estratégia e contar também com muita competência, travando uma belíssima disputa com o pole Valdeno Brito e tomando a ponta após ter ficado com mais botões de ultrapassagem no fim, para despachar Valdeno rumo à vitória. Perdendo ritmo, o piloto paraibano acabou superado por Felipe Fraga e Nelsinho Piquet, ficando fora do pódio, em quarto, até a punição de Maurício pela Confederação Brasileira de Automobilismo, que rendeu a vitória a Felipe Fraga (acima).

Nelsinho Piquet (acima)  não conteve a emoção no pódio, uma vez que ele correu com uma réplica do capacete de Tuka Rocha, homenageando o amigo durante a celebração dos melhores na pista.

Confira os resultados deste domingo:

Corrida 1

  • 1 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), 27 voltas
  • 2 . Cesar Ramos ( Blau Motor Sports ), a 0.836
  • 3 . Lucas Foresti ( Vogel Motorsports ), a 6.831
  • 4 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 8.466
  • 5 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 9.753
  • 6 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 13.469

Melhor volta: Thiago Camilo,1:25.506

Corrida 2

  • 1 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), 29 voltas
  • 2 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports ), a 0.640
  • 3 . Valdeno Brito ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 0.698
  • 4 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 4.721
  • 5 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 6.816
  • 6 . Gaetano di Mauro ( Shell Helix Ultra ), a 8.119

Melhor volta: Nelsinho Piquet, 1:26.675

Campeonato faltando uma etapa

  • 1º - Daniel Serra - 335 pontos
  • 2º - Thiago Camilo - 306
  • 3º - Ricardo Maurício - 292
  • 4º - Rubens Barrichello - 284
  • 5º - Felipe Fraga - 293
  • 6º - Julio Campos - 293

Assessoria de Imprensa / Rodolpho Siqueira/Bruno Vicaria/Leonardo Marson

Stock Car presta tributo a Tuka Rocha na etapa de Goiânia

Principal categoria do automobilismo brasileiro homenageará o piloto, morto no último domingo após um acidente aéreo, ao longo de todo o final de semana

Carros terão número #25 no teto e também terão o #25 no vidro frontal

Barrichello, Piquet e Nunes correrão com as cores de Tuka no capacete

A etapa de Goiânia (GO) da Stock Car, marcada para este domingo (24) no Autódromo Internacional Ayrton Senna, contará com uma série de homenagens à memória de Tuka Rocha, morto no último domingo em consequência de um acidente aéreo sofrido no último dia 14 de novembro em Barra Grande, na Bahia. O piloto esteve na principal categoria do automobilismo brasileiro entre 2011 e 2018.

Durante o final de semana, todos os carros do grid terão estampados no teto o número 25, usado por Tuka Rocha ao longo de toda a trajetória na Stock Car, em vez do número do titular. O nome de Tuka também aparecerá no parabrisa dos 29 carros que compõem o grid neste final de semana, ao lado do nome do piloto que conduzirá o equipamento, como se o titular tivesse no paulista o seu parceiro na etapa.

Mais homenagens serão feitas no domingo, antes da largada da 11ª etapa da temporada. Balões brancos formarão uma revoada no céu para lembrar o piloto. Também será respeitado um minuto de silêncio em memória a Tuka Rocha, que terá o capacete que usava exibido ao público que for ao Autódromo Internacional Ayrton Senna para acompanhar a etapa.

Ao longo das oito temporadas em que esteve no grid da Stock Car, Tuka Rocha passou pelas equipes Vogel BMC, RZ, RCM, Bassani e Full Time, obtendo como melhor resultado a vitória na etapa de Ribeirão Preto (SP), em 2015, quando defendia o time de Eduardo Bassani. O piloto foi um dos fundadores do kartódromo Speedland, no bairro paulistano do Tatuapé, e criou a escola de pilotagem Tuka Racing School, voltada para crianças.

Tuka Rocha é uma das três vítimas fatais do acidente ocorrido no último dia 14 de novembro, quando o avião em que estava caiu ao tentar pousar em Barra Grande, na região de Maraú (BA). A morte aconteceu após três dias por conta das queimaduras, que atingiram 80% do corpo do piloto, e da inalação de fumaça.

Assessoria de Imprensa / Rodolpho Siqueira/Bruno Vicaria/Leonardo Marson

Acidente e problema em pit stop impedem avanço da Hot Car em Goiânia

Rafael Suzuki tinha carro e ritmo para anotar dois bons resultados neste domingo (24) nas vitórias de Gabriel Casagrande e Ricardo Maurício . Como bônus, ainda somou um ponto na primeira corrida

A 11ª e penúltima etapa da temporada 2019 da Stock Car, realizada neste domingo (24) em Goiânia (GO), foi marcada por grandes disputas, principalmente entre os postulantes ao título. A última rodada dupla do ano – a final em Interlagos, no dia 15 de dezembro, será em corrida única oferecendo o dobro de pontos – teve as vitórias de Gabriel Casagrande e Ricardo Maurício.

Na Hot Car Competições, fica o sabor do que poderia ter sido. Com excelente ritmo nos treinos livres e o 15º lugar no grid após uma mudança de acerto emergencial por causa da chuva que caiu minutos antes dos carros irem à pista, Rafael Suzuki demonstrava potencial para anotar dois top-10 nas provas deste domingo quente na capital de Goiás.

Entretanto, uma batida ainda no complemento da volta inicial da primeira prova e um problema no pit stop durante a segunda minaram as chances do piloto do carro #8 de somar bons pontos. Na segunda corrida, ainda somou dois tentos com o 19º lugar – longe do que refletia seu potencial.

Rafael Suzuki já havia ganhado uma posição e, na curva que antecede a reta dos boxes, foi desviar de Marcel Coletta, que havia rodado. Na tentativa de evitar o carro do adversário, Suzuki levou uma batida por trás do carro de Átila Abreu. “Um carro rodou na minha frente, fui desviar e tomei uma porrada na traseira que me lançou contra o carro que estava rodado. Virei passageiro e não dava para ter desviado a partir do momento em que fui acertado por trás”, narrou.

Ele conseguiu trazer o carro, danificado, para os boxes, para que os mecânicos da Hot Car fizessem os reparos a tempo suficiente de voltar para a segunda corrida. “A equipe fez um baita trabalho, porque meu carro estava bem danificado, e conseguimos voltar à pista. Claro que não fica 100%, mas ficou o suficiente para ter uma corrida normal, mas com certeza faltou um pouco de ritmo. Aí o problema no pit stop acabou com as nossas chances, considerando que o Gaetano (di Mauro), com quem eu estava brigando diretamente, chegou em sétimo – e não era muito mais rápido que eu na corrida -, então é uma pena ter havido esse problema na parada que nos custou um top-10 que seria incrível depois de um acidente na largada. Faz parte. Agora vamos trabalhar para terminar o ano em bem, porque a equipe merece”, completou Suzuki. 

“O grande prejuízo foi a batida, que não foi culpa do Rafael”, atesta Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car Competições. “Montamos o carro dentro de um tempo bastante apertado, e nessas condições o carro não fica 100%, mas ficou razoável dados os tempos de volta que ele virou na segunda corrida. Infelizmente, são coisas que acontecem: temos um dos pit stops mais rápidos da Stock Car e desta vez a porca de uma roda enroscou e nos tomou muito tempo. Fizemos três pontos, mas poderíamos ter feito mais, principalmente na segunda corrida, em que o Rafael tinha pneus novos e tanque cheio. Demos má sorte no pit stop”, explicou Amadeu.

Tuca Antoniazi (acima) fechou sua estreia na Stock Car a missão de ganhar experiência e “trazer o carro para casa” o gaúcho, piloto mais velho do grid, cumpriu a tarefa e ainda teve o bônus de somar um ponto pelo 20º lugar na primeira corrida. “Confesso que terminei a primeira corrida bem cansado, mas depois entrei no ritmo. Entretanto, foi uma experiência sensacional. Foi fantástico correr junto desses caras, ainda mais por ter marcado um ponto na minha primeira corrida e de ter largado ao lado do Rubinho na segunda. Não é fácil. Então, estou muito feliz e muito satisfeito”, disse.                                                                         

Amadeu Rodrigues conta que a postura e o comprometimento do piloto de 47 anos surpreenderam a equipe. “O Tuca me surpreendeu. É um piloto que nunca correu na Stock Car e teve uma postura fantástica. Não rodou, não bateu, não atrapalhou ninguém, teve um ritmo que melhorou muito no decorrer do fim de semana e ainda conseguiu fazer um ponto para a Hot Car. Ele está realizado e nós, satisfeitos por termos entregado um carro bom e uma boa orientação, especialmente quando ele teve uma classificação difícil na pista molhada”, concluiu o chefe da Hot Car.

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Stock Car: Rafael Suzuki começa o final de semana em Goiânia com troféu

Piloto da Hot Car foi escolhido pelo público como autor da melhor ultrapassagem da etapa anterior, no Velo Città

Rafael Suzuki foi o escolhido pelos internautas que votaram na página oficial da Stock Car no Facebook como o autor da mais bela ultrapassagem da décima etapa da temporada, no último dia 10 no Velo Città em Mogi Guaçu (SP). Na ocasião, a pista ia secando e, na 22ª das 24 voltas de prova, Suzuki ultrapassou Lucas Foresti, por fora, na curva do Saca-Rolha, uma das mais técnicas do circuito. A manobra valeu a 14ª colocação para o piloto da Hot Car Competições, mas rendeu troféu pela beleza.

 “Foi legal porque não teve push. Acho que 95% das ultrapassagens na Stock Car são feitas com o uso do Push to Pass, e foi em uma parte que não é a reta principal, foi por fora... Na verdade foi uma construção, em três curvas, e uma batalha limpa. É muito mais legal quando os dois jogam limpo. Funcionou bem, porque foi diferente e é muito difícil ultrapassar por fora na Stock Car. Sem dúvida, essa foi a ultrapassagem mais bonita que já fiz na categoria”, descreveu Rafael, que ganhou pela primeira vez o Troféu Lubrax de Melhor Ultrapassagem.

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -  Fotos Vanderley Soares/Duda Bairros

Montagem: Francis Castaings

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Thiago Camilo e Bruno Baptista levam as vitórias no Velo Città

Enquanto Camilo vence praticamente de ponta-a-ponta a caótica corrida 1, realizada em condições variáveis de pista, Baptista se torna o mais novo vencedor da categoria ao dar show na prova 2.

Ingo Hoffmann deu as bandeiradas... e pilotou o Safety Car

e pilotou o Safety Car

Thiago Camilo (Abaixo)  e Bruno Baptista venceram neste domingo a emocionante rodada dupla do Velo Città, que marcou a décima etapa da temporada 2019. Marcada pela instabilidade climática, a rodada iniciou com chuva e terminou com pista seca, proporcionando uma bagunça no jogo de estratégias e resultando em duas grandes corridas, que viram Daniel Serra ser o terceiro em ambas e se isolar na liderança do campeonato restando duas corridas.

A prova 1 teve início com a presença do Safety Car por conta do alto volume de água na pista, que foi se dissipando conforme as voltas se passavam. Alguns resolveram arriscar colocando pneus de pista, como Marcos Gomes - escolha que se mostrou errônea, com o campeão de 2015 terminando a prova somente em 24º, a duas voltas do vencedor.

Lá na frente, quem tentou arriscar foi Felipe Fraga, que decidiu permanecer com pneus de chuva e só reabastecer. No entanto, com o trilho formado na pista, Fraga passou a andar quatro segundos acima de Camilo, que efetuou a ultrapassagem tranquilamente, enquanto o piloto da Cimed foi despencando aos poucos até receber a bandeirada em sétima.

"A condição climática adversa já era esperada. Seria uma decisão complicada no momento do pit entre colocar pneu de seco ou não. Tivemos tranquilidade, estendemos a parada e conquistamos nossa quinta vitória na corrida 1. O campeonato está difícil mas não impossível. Perdi campeonatos mais favoráveis e corrida é assim mesmo. Mesmo fazendo bons pontos durante o fim de semana, não depende só de mim", resumiu Camilo.

Já a grande maioria do grid fez a alteração para pneus de chuva seca, mas nada que impedisse Camilo de vencer com oito segundos de vantagem para Gabriel Casagrande (abaixo) , que largara na primeira fila. Serra completou o pódio, à frente de Cacá Bueno, Julio Campos e Ricardo Zonta.

Ao terminar em oitavo, Baptista (abaixo)  partiu na segunda prova da terceira posição e por lá permaneceu até a bateria de pitstops, quando seu carro passou a render mais e ele passou Diego Nunes e o então líder Átila Abreu, que, com problemas de direção hidráulica, caiu de primeiro para décimo. No fim, após uma enorme pressão de Nunes, Baptista recebeu a bandeirada com 1s445 de vantagem para Diego, com Serra novamente em terceiro.

"Estou muito feliz. Batemos duas vezes na trave mas nessa a bola entrou. A gente sabia que viria. Estava trabalhando muito e a equipe muito dedicado. Quem trabalha muito colhe os resultados. Desde o primeiro treino a gente teve esse tipo de situação de pista e foi igual para todo mundo. Fomos bem na classificação, apesar de achar que dava para ter ido ao Q3 e o importante é a constante evolução. Segurei o Barrichello e o Cacá na corrida 1 e consegui guardar carro no final da corrida 2 para atacar os líderes e deu tudo certo. Foi perfeito", analisou Bruno.

A segunda corrida (acima) , aliás, contou com um incidente polêmico entre Serra Abaixo) e Camilo nas duas primeiras curvas, com os dois se tocando quando o piloto da Ipiranga arriscou uma ultrapassagem por dentro. Por conta disso, Camilo, que retornou à pista de forma bastante perigosa, chegou apenas em 19º.

"Acho que foi normal. Dei o mínimo-máximo possível de espaço. A gente até foi um pouco reto, senti um toque na roda e, quando olhei para trás, ele não estava. Sempre jogamos limpo e desta vez foi igual", descreveu Serra, que agora ocupa a liderança isolada na tabela com 305 pontos, contra 287 de Mauricio e 281 de Camilo. "Foi bom somar dois pódios e manter a liderança, mas precisamos trabalhar bastante"

A próxima etapa, última antes da Grande Final, está marcada para o dia 24 de novembro em Goiânia. Confira abaixo os resultados:

Corrida 1

  • 1 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), 25 voltas em 45:25:00
  • 2 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 8.000
  • 3 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 15.566
  • 4 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 16.196
  • 5 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 18.902
  • 6 . Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), a 20.328

Melhor volta: Gabriel Casagrande, 1min29s920

Corrida 2

  • 1 . Bruno Baptista ( RCM Motorsport ), 28 voltas em 47:29:00
  • 2 . Diego Nunes ( KTF Sports ), a 1.445
  • 3 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 1.611
  • 4 . Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), a 10.387
  • 5 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 11.223
  • 6 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 11.621

Melhor volta: Lucas Foresti, 1min29s726

Classificação dos campeonatos

Pilotos

  1. Daniel Serra, 305
  2. Ricardo Mauricio, 287
  3. Thiago Camilo, 281
  4. Rubens Barrichello, 265
  5. Julio Campos, 265
  6. Felipe Fraga, 256
  7. Gabriel Casagrande, 244
  8. Cacá Bueno, 223
  9. Bruno Baptista, 213
  10. Max Wilson, 163

Equipes

  1. Eurofarma RC, 592
  2. Cimed Chevrolet Racing, 457
  3. Full Time Sports, 394
  4. Ipiranga Racing, 342
  5. Prati-Donaduzzi Racing, 339
  6. Crown Racing, 304
  7. RCM Motorsport, 303
  8. Shell V-Power, 279
  9. KTF Sports, 261
  10. Shell Helix Ultra, 196
  11. Blau Motorsport, 169
  12. Vogel Motorsports, 136
  13. Hot Car Competições, 125
  14. Cavaleiro Sports, 124
  15. Carlos Alves Competições, 3

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Stock Car: Rafael Suzuki ganha posições e soma pontos no Velo Città

Com bom ritmo na primeira corrida, especialmente na primeira metade, sob água, piloto da Hot Car foi de 22º para 14º; na segunda corrida, com pista seca, levou um toque na largada que prejudicou seu andamento na prova

  • Rafael Suzuki e a Hot Car somaram oito pontos no fim de semana no Velo Città
  • Piloto demonstrou excelente ritmo na pista molhada
  • Equipe performou com dois rápidos pit stops para troca de pneus e abastecimento
  • Na primeira prova, Suzuki ganhou oito posições e fechou em m14º
  • Na segunda, um toque na largada prejudicou seu rendimento e terminou em 20º

A Stock Car celebrou os vencedores Thiago Camilo e Bruno Baptista no Velo Città em Mogi Guaçu (SP) neste domingo (10), dia em que foi realizada a décima e antepenúltima etapa da principal categoria do automobilismo brasileiro. Em condições mistas – a primeira corrida começou com pista molhada e depois secou -, Rafael Suzuki e a Hot Car Competições demonstraram potencial com bom ritmo para ganhar oito posições na primeira corrida; na segunda, um toque na largada prejudicou o desempenho do piloto.

Suzuki largou da 22ª posição e terminou a primeira corrida em 14º. Largando da posição em que terminou a corrida, ele levou uma batida de Gaetano di Mauro na primeira curva, logo após a largada da segunda prova, saiu da pista e perdeu várias colocações. Correndo contra pilotos que largaram dos boxes, mas com pneus novos, não havia muito o que o piloto da Hot Car Competições pudesse fazer e terminou em 20º - ainda assim anotando mais um ponto e saindo de Mogi Guaçu com um total de oito na etapa.

 “Na primeira corrida eu tinha um bom ritmo na chuva, o carro era bom e estávamos rápidos; com os slicks (pneus para a pista seca) não rendemos tanto. Tive dois toques, um com o (Lucas) Foresti na corrida 1 e outro com o Gaetano (di Mauro) na 2, e o carro ficou um pouco avariado e o ritmo ficou muito inconstante na segunda corrida”, explicou. “Claro que somar oito pontos é melhor do que nada. Mas é uma pena, porque na corrida 2 dava para ter feito outro bom resultado, mas fizemos o que deu. Não dava para segurar muito. A equipe trabalhou bem nos pits, mas a segunda corrida, principalmente, foi muito difícil”, descreveu.

Amadeu Rodrigues cita o conjunto de acontecimentos, mas destaca que o principal ponto a ser melhorado é na classificação que define o grid de largada. Largando mais à frente, segundo o chefe da Hot Car, a chance de se envolver em um acidente como o da segunda corrida deste domingo é menor. “Tivemos a infelicidade de não conseguimos encaixar bem na classificação e a posição de largada é muito importante. O Rafael fez uma baita corrida hoje, um ritmo fantástico na chuva, sempre com tempos de volta ali entre os seis primeiros, e partimos para uma segunda corrida que teria um resultado até melhor do que o da primeira”, acredita.

 “Infelizmente, ele foi tocado pelo Gaetano e isso colocou a gente lá atrás. É impossível recuperar tão rápido com a corrida já em andamento, até porque alguns carros não terminaram a corrida 1 largaram na segunda com quatro pneus novos enquanto andamos com os slicks nas duas. O Rafael fez um bom trabalho, o carro estava bom, e no final tínhamos bons tempos”, ressaltou. “Estamos no bom caminho, e vamos trabalhar para evitar estes infortúnios – principalmente na classificação -, porque o Rubinho (Barrichello) chegou em sexto na corrida 2 e na primeira ele chegou uma posição à nossa frente, sempre com um ritmo muito parecido com o do Rafael, então era para estarmos por ali. A equipe fez dois pit stops excelentes, e a batida foi uma pena. Vamos para a próxima”, concluiu.

A Stock Car volta a se reunir em duas semanas, desta vez em Goiânia (GO), para a 11ª e penúltima etapa da temporada no dia 24 de novembro

 

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -  Fotos Vanderley Soares/Duda Bairros

Montagem: Francis Castaings

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Fraga e Átila vencem em Cascavel enquanto líderes empatam no campeonato

Os vencedores do dia, Átila Abreu e Felipe Fraga

Ricardo Maurício e Daniel Serra saem do Oeste paranaense com 264 pontos na ponta da classificação

A bandeirada homenageou o Outubro Rosa

Em duas corridas com todos os ingredientes possíveis (belas disputas, toques, acidentes e grandes estratégias), Felipe Fraga e Átila Abreu (abaixo) ficaram com as vitórias na rodada dupla de Cascavel, que correspondeu à nona etapa da temporada 2019. Para deixar a coisa ainda mais empolgante, Ricardo Maurício e Daniel Serra deixaram o oeste paranaense empatados na liderança do Campeonato Brasileiro de Stock Car.                                                                          

Para Fraga (abaixo) , a vitória veio após a parada obrigatória nos boxes, quando conseguiu levar a melhor sobre Gabriel Casagrande em um pitstop 0s8 mais veloz. Uma vez à frente, Fraga segurou o ímpeto de Casagrande, que fez a melhor volta da prova, e recebeu a bandeirada com 4s5 de vantagem. Cacá Bueno voltou a frequentar o pódio em terceiro, enquanto Daniel Serra foi quarto e Ricardo Maurício, com um pneu furado, ficou em 18º.

A prova foi marcada por uma forte batida de Bruno Baptista, que nada sofreu, na Curva do Bacião. Destaque para o ótimo desempenho da equipe Cavaleiro, com Felipe Lapenna e Denis Navarro em quinto e sétimo, nesta ordem. Rubens Barrichello foi o sexto. Thiago Camilo, que dominou os treinos de sexta-feira e sábado, teve de cumprir um drive through por queima de largada e chegou em 14º.

 “A equipe está de parabéns por essa vitória e por ter colocado três pilotos no pódio com o (Gabriel) Casagrande e o Cacá (Bueno). O carro estava muito bom e os mecânicos fizeram um pit-stop muito rápido. Nós mudamos a estratégia por causa do safety car, então tive que acelerar ainda mais e pressionar o Casagrande antes do pit-stop. Depois foi só levar o carro até o final e estou muito feliz por vencer mais uma corrida, como fiz na etapa passada no Velopark”, disse Fraga, que foi campeão da Stock em 2016.

Na segunda corrida, que teve Rafael Suzuki largando na frente devido à inversão dos dez primeiros no grid, o piloto da equipe Hot Car liderou sete voltas antes de parar e deixar o caminho livre para Átila Abreu, que saíra em terceiro e pulara para segundo. Depois de ficar três voltas a mais na pista em relação aos rivais, o piloto da Shell-V Power voltou como líder da parada obrigatória e levou a melhor no duelo de forças com Camilo.

"Quando terminou a primeira corrida pensei que deveríamos ter reabastecido mais. Na corrida 2, o (Rafael) Suzuki abriu muito no começo, eu era um pouco mais rápido do que o Valdeno Brito (abaixo) e economizei um pouco de push. Ele deu uma errada, e passei acionar o push. Isso foi importante, e consegui abrir vantagem. Sabia que o Thiago (Camilo) teve uma punição na primeira corrida e abasteceu mais, por isso sabia que a briga seria com ele e o Suzuki. O Suzuki teve um problema, e ficamos o Thiago e eu. Ele veio chegando, mas talvez tenha ficado sem pneu, o que aconteceu comigo também. Optei por não trocar o dianteiro e no fim fiquei com medo de estourar. Ainda bem que o Thiago perdeu um pouco o ritmo e deu para economizar também", detalhou Átila.

Camilo, em uma linda prova de recuperação, terminou a corrida em segundo, com Rubens Barrichello completando o pódio. A prova teve, novamente, diversos toques e incidentes, como a batida de Valdeno Brito na Curva do Bacião e um incidente entre Fraga e Felipe Lapenna. Outra atuação digna de destaque na corrida 2 foi a evolução de Lucas Foresti, de P25 para P6, o que configurou a maior escalada do fim de semana. Por fim, enquanto Mauricio (abaixo) se recuperou e foi quinto, Daniel amargou um discreto 15º lugar.

Após as duas corridas em Cascavel, Mauricio e Serra dão destaque ao trabalho da equipe Eurofarma RC com o empate na primeira colocação. Os dois somam 264 pontos, com Ricardinho levando a melhor pelo critério de desempate (número de vitórias). Camilo está agora em terceiro com 248, seguido por Barrichello (239), Fraga (224) e Campos (223). "Sair daqui ainda líder é um lucro. Se não fosse o furo do pneu na primeira prova poderíamos ter ido melhor ainda. O importante é estar “no bolo”. Esse era nosso intuito, manter a liderança", disse Mauricio. "Foi um resultado mediano. Legal ter um bom resultado na primeira corrida, mas na segunda o Valdeno fez uma manobra que não entendi e que me atrapalhou um pouco", finalizou Serra.

A próxima etapa da Stock Car acontece no dia 10 de novembro, no Velo Città (SP). Confira abaixo o resultado das duas corridas:

Corrida 1

  • 1 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), 35 voltas em 42min33s
  • 2 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 4.528
  • 3 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 6.879
  • 4 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 7.934
  • 5 . Felipe Lapenna ( Cavaleiro Sports ), a 8.577
  • 6 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 9.213
  • 7 . Denis Navarro ( Cavaleiro Sports ), a 9.713
  • 8 . Átila Abreu ( Shell V-Power ), a 14.998
  • 9 . Valdeno Brito ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 16.412
  • 10 . Rafael Suzuki ( Hot Car Competições ), a 17.175

Melhor volta: 1:02.584, Gabriel Casagrande

Corrida 2

A bandeira quadriculada trocou o tradicional branco e preto pelas cores rosa e branco e foi acionada por uma paciente em tratamento contra o câncer de mama. Por fim, os três primeiros colocados da etapa seguraram uma bandeira, no pódio, e reforçaram a mensagem de que a prevenção precisa ocorrer todos os dias.

  • 1 . Átila Abreu ( Shell V-Power ), 38 voltas em 44min48s
  • 2 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 2.334
  • 3 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 3.319
  • 4 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 5.250
  • 5 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), a 5.509
  • 6 . Lucas Foresti ( Vogel Motorsports ), a 6.325
  • 7 . Rafael Suzuki ( Hot Car Competições ), a 7.507
  • 8 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 9.562
  • 9 . Allam Khodair ( Blau Motor Sports ), a 9.763
  • 10 . Marcel Coletta ( Crown Racing ), a 11.274

Melhor volta : 1:02.746, Cesar Ramos

Os dez melhores no campeonato:

  1. Ricardo Mauricio
  2. Daniel Serra, 264
  3. Thiago Camilo, 248
  4. Rubens Barrichello, 239
  5. Felipe Fraga, 224
  6. Julio Campos, 223
  7. Gabriel Casagrande, 190
  8. Cacá Bueno, 181
  9. Max Wilson, 133
  10. Bruno Baptista, 126

Galeria Pilotos

Suzuki escala pelotão, lidera e faz dois top-10 com a Hot Car em Cascavel

  • Em etapa movimentadíssima da Stock Car no oeste do Paraná, piloto fez um décimo e um sétimo lugar, somando 25 pontos
  • Trabalho de Rafael Suzuki e da Hot Car rendeu 25 pontos à equipe e piloto no PR
  • Suzuki, que largou do 21º lugar, terminou a primeira prova em décimo
  • Largou na frente na segunda corrida
  • Liderou o pelotão
  • Abriu vantagem e liderou a maior parte da prova
  • No pit stop, teve de colocar mais combustível e trocar pneus mais gastos
  • E concluiu a etapa em sétimo lugar
  • Com os resultados, Suzuki somou 25 pontos neste domingo em Cascavel
  • "Piloto e equipe fizeram um trabalho fantástico", elogiou Amadeu Rodrigues

Rafael Suzuki esteve muito próximo de repetir o desempenho demonstrado em 2018 na etapa de Cascavel da Stock Car, quando chegou em décimo na primeira corrida, largou na frente na segunda e terminou no pódio em terceiro. O oitavo encontro da temporada, neste domingo (20), quase repetiu o mesmo roteiro: o piloto da Hot Car Competições ganhou 11 posições na primeira corrida para cruzar a linha de chegada em décimo; largou na frente, liderou a prova até as paradas obrigatórias de box, e recebeu a bandeirada no sétimo lugar. As vitórias nas provas ficaram com Felipe Fraga e Átila Abreu.

“Foi um domingo muito positivo, porque somamos muitos pontos aqui em Cascavel”, disse Suzuki, que com os resultados deste domingo deixa o Paraná com mais 25 pontos somados aos seus 56 na tabela – e agora vai a 81. “Pela posição em que largamos, fazer dois top-10 é muito bom. A estratégia funcionou bem. Claro que liderar mais da metade da corrida traz aquela expectativa de vitória ou pódio, mas tivemos de ser prudentes na prova 2 ao trocar os pneus que estavam mais gastos. Faz parte do jogo, e o resultado foi muito bom. É algo que vai dar um ânimo novo para as três etapas finais”, afirmou.

Suzuki ganhou o direito de largar da primeira posição na segunda prova ao chegar em décimo na disputa inicial – o regulamento da Stock Car determina a inversão dos dez primeiros colocados da primeira corrida no grid de largada da segunda. Largando bem, o piloto da Hot Car conseguiu abrir distância e chegou a alimentar 3,6 segundos de vantagem na liderança.

Na parada de box, a Hot Car tinha de abastecer com uma boa quantidade de combustível e trocar pneus que estavam bem desgastados, já que na primeira prova – da qual Suzuki largou de 21º - apenas um pneu foi trocado. “Alguns pilotos próximos de nós na pista estavam com uma situação mais favorável em relação à gasolina e pneus. Assim, optamos por uma estratégia mais segura para somar bons pontos – e deu certo graças ao trabalho de todos”, explicou Amadeu Rodrigues, chefe da equipe. Assim, em meio a várias disputas, Suzuki cruzou a linha de chegada na sétima posição.

 “O Rafael e os mecânicos fizeram um trabalho fantástico. O carro mostrou um desempenho consistente durante todo o final de semana – foi uma pena não termos conseguido manter a ascendente na classificação -, mas nas corridas conseguimos nos recuperar muito bem”, concluiu o chefe da Hot Car.

A nona etapa da Stock Car acontece no dia 10 de novembro no circuito do Velo Città, em Mogi Guaçu (SP).

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Em Cascavel, Stock Car promove ações de conscientização sobre câncer de mama

Com objetivo de mostrar que Outubro Rosa é todo dia, categoria se une ao CEONC Hospital do Câncer e leva a causa para a pista

Chevrolet Cruze foi especialmente adesivado para participar da campanha

Carro-madrinha será conduzido pela piloto e atriz global Maria Christina Moreira

A conscientização sobre o câncer de mama foi destaque na 9ª etapa da temporada 2019 da Stock Car, neste domingo (20/10), no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel, no Paraná. Diversas ações ocorrerão em parceria com o CEONC Hospital do Câncer, com o objetivo de mostrar a importância da prevenção da doença.

Entre as ações que ocorreram no autódromo foram entrega de material informativo e a distribuição de laços cor de rosa, símbolos do movimento Outubro Rosa, para todo o público.

Um dos destaques foi a utilização de um carro-madrinha Chevrolet Cruze adesivado nas cores do movimento, que foi conduzido pela piloto e atriz global Maria Christina Moreira durante a volta de apresentação da corrida.

A bandeira quadriculada trocará o tradicional branco e preto pelas cores rosa e branco e foiacionada por uma paciente em tratamento contra o câncer de mama. Por fim, os três primeiros colocados da etapa segurarão uma bandeira, no pódio, e reforçarão a mensagem de que a prevenção precisa ocorrer todos os dias.

Números impressionam – Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), as estimativas de incidência do câncer de mama para o ano de 2019 indicam o surgimento de pelo menos 59.700 novos casos, o que representa 25% dos cânceres em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Para conscientizar mulheres e comunidade sobre o câncer de mama, neste ano, o CEONC Hospital do Câncer realiza campanha denominada “Outubro Rosa é todo dia”, como forma de reforçar a ideia de que para a prevenção, não há mês ou data específica – todos os dias, são dias para se cuidar.

De acordo com o médico oncologista do CEONC, doutor Reno Paulo Kunz, o câncer de mama é facilmente detectado caso a paciente siga a rotina dos exames preventivos. “É importante que a mulher faça as mamografias a partir dos 40 anos e, antes disso, faça o autoexame. Essa também é uma importante ferramenta para o diagnóstico precoce da doença”, indica Kunz.

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -  Fotos Vanderley Soares/Duda Bairros

Montagem: Francis Castaings

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Stock Car: Ricardo Mauricio é o novo líder do campeonato

Com vitórias de Fraga e Barrichello, oitava etapa da temporada 2019 aproximou ainda mais os quatro primeiros na briga pelo título

Diante de um bom público e debaixo de um sol forte, Felipe Fraga e Rubens Barrichello foram os vencedores da oitava etapa da temporada, no Velopark, mas foi Ricardo Maurício quem saiu do Rio Grande do Sul rindo à toa e na liderança da tabela de pontos. Ricardinho passou pela primeira vez este ano à frente do companheiro de equipe Daniel Serra, que vinha liderando a tabela desde o começo do ano.                                           

Na primeira corrida do dia, Felipe Fraga(abaixo) largou da segunda posição e logo nas primeiras voltas tomou a ponta do pole position Ricardo Maurício em uma manobra espetacular no primeiro setor.

O piloto de Tocantins não perdeu mais a liderança e cruzou a linha de chegada com 2s059 de vantagem sobre Gabriel Casagrande (abaixo), segundo colocado.

 “Ganhar a corrida 1 era o nosso principal objetivo do final de semana. O carro estava tão perfeito, agradeço todos da equipe por isso, que ainda fomos bem na corrida 2 e atingimos uma meta importante, que é sair do Velopark como o maior pontuador do final de semana. É um ano em que na parte de pilotagem eu venho muito bem, então espero engatar uma boa sequência de resultados até o final dessa temporada”, celebrou o campeão de 2016.

Já a corrida 2 foi vencida por Rubens Barrichello (abaixo no carro 111) , que atrasou ao máximo seu pit stop para troca de pneus e reabastecimento, em uma estratégia que lhe deu a liderança. Porém, a vitória não veio fácil: o campeão de 2014 recebeu uma enorme pressão de Bruno Baptista, outro que privilegiou a prova final. O jovem de 22 anos chegou a colocar o carro ao lado do líder no final da reta principal, mas ficou sem espaço para contornar a curva e acabou saindo do traçado, dando a Barrichello a vantagem necessária para se garantir no primeiro lugar.

A terceira posição ficou com Ricardo Maurício, novo líder do campeonato. “Jogamos mais uma vez com a ferramenta da estratégia. A química com o Maurício é muito boa e toda a equipe está de parabéns. Amo o que eu faço, sempre fui apaixonado, desde criança, e o público entende isso cada vez mais. Estava buscando esta vitória aqui. Estou muito feliz”, comentou o ex-piloto da Ferrari.

Ricardo Maurício somou dois terceiros lugares no Velopark, contra um nono e um sexto do companheiro Daniel Serra, e assumiu a liderança do campeonato com 245 pontos, seis à frente do rival. "Corri pensando no campeonato, na realidade. Na primeira prova eu tive que lidar com pneus desgastados e, na segunda, eu sabia que o Rubens e o Bruno (abaixo) estavam mais rápidos do que eu e tentei não ficar nessa disputa para garantir os pontos. No finalzinho, eu fiquei até com um pouco de medo: faltando duas voltas, tive falha na troca de marchas e tentei evitar ao máximo pegar zebras."

Quarto lugar nas duas corridas, Thiago Camilo também se aproximou mais dos líderes e agora ocupa a terceira posição na tabela, com 221 pontos, enquanto Barrichello passou para 206, fechando o "G4" da classificação do campeonato. “A gente chegou aqui com a intenção de vencer corrida, ou pelo menos subir ao pódio, mas com o principal objetivo de diminuir a diferença para a liderança, e demos um pequeno passo nesse sentido. Dentro das circunstâncias que se apresentaram, em que não tínhamos carro para brigar pelas primeiras posições, o resultado foi muito bom. Chegamos aonde era possível", resumiu Camilo.

Os carros da Stock Car voltam para a pista no dia 20 de outubro, na etapa de Cascavel. Paraná, que será disputada do Autódromo Zilmar Beux.

Resultado da corrida 1: Os campeões

  • 1 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), 42 voltas em 45min46s
  • 2 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), 2.059
  • 3 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), 3.599
  • 4 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), 7.000
  • 5 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), 11.127
  • 6 . Bruno Baptista ( RCM Motorsport ), 15.242
  • 7 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), 16.508
  • 8 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), 18.037
  • 9 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), 19.935

Resultado da corrida 2:

  • 1 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), 41 voltas em 49min49s
  • 2 . Bruno Baptista ( RCM Motorsport ), a 3.421
  • 3 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), a 6.844
  • 4 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 7.876
  • 5 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 11.980
  • 6 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 12.295
  • 7 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 16.855
  • 8 . Lucas Foresti ( Vogel Motorsports ), a 21.083
  • 9 . Marcel Coletta ( Crown Racing ), a 21.577

Veja como ficou o campeonato após a etapa do Velopark:

  • Ricardo Maurício, 245 pontos
  • Daniel Serra, 239
  • Thiago Camilo, 221
  • Rubens Barrichello, 206
  • Julio Campos, 199
  • Felipe Fraga, 181
  • Gabriel Casagrande, 151
  • Cacá Bueno, 150
  • Max Wilson, 133
  • Bruno Baptista, 126

Stock Car: Suzuki marca pontos importantes em final de semana difícil para a Hot Car

Oitava etapa da temporada, no Velopark, teve o piloto do carro #8 completando a segunda prova em 11º lugar; Pedro Cardoso abandonou após batida com adversário

  • Pedro Cardoso também apostou em estratégia arriscada e no bom ritmo de prova
  • Suzuki somou mais 10 pontos para a equipe Hot Car no campeonato
  • E o estreante de 20 anos foi forçado a abandonar após um toque com adversário

O final de semana da oitava etapa da temporada 2019 da Stock Car, concluído neste domingo (15) no autódromo do Velopark, em Nova Santa Rita (RS), não foi dos mais fáceis para a equipe Hot Car Competições. Apostando em estratégias arriscadas depois de uma classificação difícil no sábado (14), Rafael Suzuki e Pedro Cardoso colocaram suas fichas em um bom desempenho na segunda corrida. Para Suzuki, no carro número 8, funcionou: mesmo com alguns toques de adversários, o piloto seguiu lutando para terminar na 11ª colocação depois de várias disputas no pelotão. As vitórias das corridas ficaram com Felipe Fraga e Rubens Barrichello.

 “Tinha que remar o tempo todo, porque toda hora alguma coisa acontecia. Primeiro foi o toque com o Gaetano (di Mauro), onde perdi três posições; depois fui ganhando terreno, passei o (Lucas) Foresti e quando ele retomou a posição, não havia espaço para dois. No final, um 11º lugar que poderia ter sido ali um sétimo ou oitavo, mas mesmo assim premia todo o esforço da equipe, pois o final de semana não foi nada fácil”, resumiu Rafael, que somou dez pontos com o resultado.

Estreante, Pedro Cardoso tinha a mesma estratégia do companheiro de equipe e também vinha se mostrando rápido na pista. Pouco antes do início da janela obrigatória de pit stops, o brasiliense havia tirado três segundos de diferença do carro à frente, de Denis Navarro. Na tentativa de ultrapassagem, no final da reta oposta, os dois carros se tocaram e foi o fim da prova para ambos.

 “Eu já estava por dentro e acho que o Navarro foi fechar a trajetória quando era tarde demais, e infelizmente acabamos nos tocando. A batida quebrou a suspensão dianteira direita, e não tinha como continuar”, lamentou. “Eu queria muito recompensar o trabalho dos mecânicos com um bom resultado, pois eles trabalharam muito neste final de semana. Agora só quero pensar na próxima etapa”, lamentou o piloto de 20 anos, que bateu em um dos treinos da sexta-feira, levando a equipe Hot Car a trabalhar na reconstrução do #143 até o início da madrugada de sábado.

De acordo com Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car, a estratégia de abdicar da disputa da primeira prova provou-se acertada, porém arriscada. “Podíamos terminar com alguma coisa ou sem absolutamente nada. Os carros estavam muito bons na prova e o ritmo dos pilotos demonstrou isso. O Rafael mostrou um enorme espírito de luta para somar bons pontos, enquanto o Pedro vinha tentando algo parecido mas teve de abandonar depois de outro toque com adversário”, disse.

A Stock Car entra agora em um intervalo de mais de um mês até a próxima etapa, em Cascavel (PR) no dia 20 de outubro. “Teremos bastante tempo para revisar tudo e analisar o que não deu certo aqui no Velopark para voltarmos com força na próxima corrida”, concluiu.

HOT CAR COMPETIÇÕES

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Montagem: Francis Castaings

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Ricardo Maurício é bicampeão da Corrida do Milhão

Vitória é ratificada após Lucas di Grassi ter sido excluído por ter feito a ultrapassagem pela liderança excedendo os limites da pista

Ricardo Mauricio garantiu neste domingo pela segunda vez na carreira o polpudo prêmio de um milhão de reais ao vencer a Corrida do Milhão neste domingo em Interlagos.

A vitória foi ratificada após Lucas Di Grassi (acima)  ter recebido um drive through por ultrapassar Mauricio na briga pela liderança, excedendo os limites da pista na entrada da reta dos boxes. Di Grassi, no entanto, não atendeu à determinação da direção de provas e foi excluído do resultado final. Mais atrás, Daniel Serra (abaixo)  garantiu o pódio na reta de chegada, com o auxílio do fan push, superando Thiago Camilo na bandeirada por menos de um décimo.

"O Di Grassi estava superior o fim de semana inteiro, com ótima velocidade em reta. Quando ele me passou, colocou as quatro rodas fora da pista. Com isso, a vitória passou a ser minha. Tivemos uma sexta bem difícil, com muitos problemas, e é inacreditável o carro que a equipe conseguiu me entregar. Estou muito feliz", comentou o vencedor. "Não é sorte, é trabalho", completou o chefe de equipe de Ricardinho, Rosinei "Meinha" Campos.

"Eu nunca vi isso na minha vida, ser punido direto com um drive thru, por isso não cumpri a decisão", explicou Di Grassi, visivelmente contrariado após a bandeirada. "Explicarei nas minhas redes sociais com as imagens do meu carro para mostrar que foi um equívoco", completou o campeão mundial de Fórmula E.

Segundo colocado, Casagrande (acima) se mostrou contente com o resultado: "Foi bom demais, Deus estava guardando isso para mim. Fomos bem o fim de semana inteiro, com boa velocidade. Tivemos uma boa posição de largada e o carro melhorou muito depois do pit stop. Não levei o Milhão, mas o segundo lugar foi bacana e garanti uma graninha", brincou.

Vencedor da prova em 2017, Daniel Serra não foi o melhor dessa vez, mas cumpriu seu objetivo: manter a liderança do campeonato. "Guardei push para depois da parada (de box obrigatória), tive de administrar. Deixei um guardadinho e passei tanto o Bruno (Baptista) quanto o (Thiago) Camilo. Foi uma das minhas melhores corridas, extrai tudo o que tinha, executei tudo. Não veio o Milhão, mas saio líder. Minha meta é ser tricampeão e entramos agora na reta final do campeonato."

Tricampeão da prova, Thiago Camilo teve de conformar com o quarto lugar, seguido de Bruno Baptista e do campeão de 2016 da corrida, Felipe Fraga. "Na segunda metade da prova o rendimento do carro caiu e o Casagrande era mais rápido. O terceiro lugar, depois da punição ao Di Grassi, era a melhor posição em que eu poderia chegar", avaliou Camilo.

 “Foi um resultado positivo depois de largamos em 14º e terminamos em sexto. Minha corrida foi decidida ontem no Q2.", falou Fraga. "Agora vamos continuar trabalhando e ver o que vai acontecer nas próximas corridas. O carro já está bom, só falta encaixar (uma boa performance)", completou o campeão de 2016.

Entre os outros "milionários" - vencedores de edições anteriores da prova -, Ricardo Zonta foi décimo, Valdeno Brito foi 13º e Rubens Barrichello abandonou no início, saindo do carro sem esconder as lágrimas. "Cheguei muito rápido no grupo da frente.

Estava bem otimista mesmo, mas logo o carro começou a falhar. Tentei ficar mais duas voltas e só desisti quando não deu mais mesmo", lamentou.

Com o resultado do Milhão, Serra segue na ponta da tabela com 212 pontos, sete à frente de Mauricio. Camilo subiu para terceiro com 185, seguido de Julio Campos com 179 e Rubens Barrichello com 168. A próxima etapa da Stock Car acontece no dia 15 de setembro no Velopark (RS). Confira abaixo o resultado oficial.

  • 1 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), 30 voltas em 48min30s
  • 2 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 5.755
  • 3 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 8.383
  • 4 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 8.436
  • 5 . Bruno Baptista ( RCM Motorsport ), a 8.922
  • 6 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports ), a 10.170
  • 7 . Gaetano di Mauro ( Shell Helix Ultra ), a 13.086
  • 8 . Marcos Gomes ( KTF Sports ), a 13.797
  • 9 . Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), a 16.349
  • 10 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 26.509

Classificação do campeonato oficial:

  1. Daniel Serra, 212 pontos
  2. Ricardo Mauricio, 205
  3. Thiago Camilo, 185
  4. Julio Campos, 180
  5. Rubens Barrichello, 168
  6. Felipe Fraga, 137
  7. Gabriel Casagrande, 125
  8. Max Wilson, 122
  9. Cacá Bueno, 117
  10. Marcos Gomes, 115

O desfile dos Opalas

Assessoria de Imprensa Rodolpho Siqueira / Bruno Vicaria - Fotos Duda Bairros

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Rafael Suzuki faz grande escalada para somar pontos na Corrida do Milhão em Interlagos

Piloto da Hot Car Competições apostou no bom ritmo para subir da 28ª para a 16ª posição e ganhar 12 postos durante os 40 minutos de corrida; Pedro Cardoso, sem pushs, destacou potencial do carro

Ricardo Maurício foi o grande vencedor da Corrida do Milhão, sétima etapa da temporada 2019 da Stock Car, disputada no final da manhã deste domingo (25) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Rafael Suzuki, da Hot Car Competições, foi um dos destaques da prova ao escalar 12 posições durante os 40 minutos de prova, saindo do 28º lugar para o 16º.

O piloto do carro #8 teve problemas na classificação, sábado, e por um defeito na bomba de combustível Suzuki não conseguiu uma boa colocação no grid de largada. “Uma pena isso não ter funcionado, mas escalamos este número de posições largando em penúltimo. Se fosse ali na nossa realidade, entre os 15 melhores, teríamos chegado entre os dez. Tomei umas batidas, perdi um pouco de ritmo, mas depois as coisas se ajeitaram. O pit stop foi excelente e aproveitei muito bem o tempo de pista livre para compensar. A equipe trabalho de maneira excepcional, e apesar da classificação, eu saio daqui contente com o desempenho do carro e do time”, disse Rafael.

Pedro Cardoso foi outro dos pilotos prejudicados na classificação quando a pista foi praticamente lavada de óleo de outro competidor cujo motor estourou. O estreante brasiliense tinha ainda outra questão a superar: punido em Campo Grande, o piloto de 20 anos não tinha botões de ultrapassagem. “O problema com o óleo na pista durante a classificação arruinou a nossa estratégia. Infelizmente não tinha muito o que fazer, mas o nosso ritmo era muito bom e constante. Eu estava andando junto do pelotão, mas quando acionavam o push to pass eu virava presa fácil. Apesar disso, o ritmo do carro estava muito bom, e isso nos deixa confiantes para as próximas etapas, porque estamos evoluindo bem”, afirmou Pedro, que recebeu a bandeirada na 23ª posição.

Chefe da Hot Car, Amadeu Rodrigues corroborou as palavras de seus dois pilotos. “O Rafael e o Pedro, de maneiras diferentes, foram prejudicados na classificação. E na Stock Car, quando todos andam tão juntos, é muito difícil fazer uma escalada tão grande. O Pedro não tinha muito o que fazer por estar sem os botões de ultrapassagem, mas mesmo assim fez uma corrida pensando em terminar; o Rafael fez a estratégia funcionar para ganhar o que era possível de posições. Largando mais à frente, a situação poderia ter sido um pouco diferente; de qualquer forma, a equipe está de parabéns pelo trabalho realizado e pelos pit stops, que foram excelentes”, finalizou.

A atriz Debora Rodrigues foi presença nos boxes da Hot Car Competições (Foto: Vanderley Soares)

A oitava etapa da Stock Car acontece dentro de três semanas no circuito do Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

HOT CAR COMPETIÇÕES -  P1 Media Relations / CLEBER BERNUCI

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

Montagem: Francis Castaings

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Campos e Maurício vencem no RS. Serra é o novo líder

Até então líder, Thiago Camilo "zerou" nas duas provas. Uma das mais disputadas do ano, rodada dupla teve alternância na ponta, batidas e muita competitividade

A etapa de Santa Cruz do Sul da Stock Car viu Julio Campos e Ricardo Maurício vencerem as provas da quinta rodada dupla do ano – colocando os dois pilotos na briga direta pelo título com metade da temporada ainda pela frente. Quem também teve muitos motivos para comemorar foi Daniel Serra, que reassumiu a liderança depois de somar dois "top 10". O filho do tricampeão Chico Serra abriu 21 pontos de vantagem para Maurício, o novo segundo colocado. Com a vitória na segunda corrida, Julio Campos agora está na quarta posição.

Na prova que abriu a programação, Campos fez valer a posição de honra obtida na classificação do sábado, quando o paranaense quebrou a sequência de quatro poles estabelecida por Thiago Camilo, e venceu com autoridade. Com uma pilotagem rápida e consistente, ele também contou com o ótimo trabalho de pit-stop da equipe Prati-Donaduzzi para receber a bandeirada com 1s6 de vantagem para o segundo colocado, Daniel Serra. Este último assumiu a liderança provisória do campeonato após o abandono do até então primeiro colocado na tabela, Thiago Camilo, cujo motor estourado espalhou óleo na pista. O incidente não apenas tirou Camilo das duas corridas, mas também encerrou a primeira prova de Felipe Fraga e Gabriel Casagrande, que não conseguiram controlar os carros depois de passar sobre o óleo e acabaram batendo e danificando muito seus Stocks. Átila Abreu completou o pódio na terceira posição.

"A gente trabalhou muito desde o ano passado e batemos demais na trave. E agora de uma vez somamos pole e vitória. Demos tudo na corrida 1 e, na segunda prova, procurei somar o máximo de pontos possível, pois meus pneus “acabaram” antes do previsto por causa da briga pelo primeiro lugar na prova anterior", comenta o vencedor.

Acidente múltiplo – Lucas Foresti chegou em décimo e, por conta da regra da inversão dos dez primeiros no grid, conquistou o direito de largar na pole na segunda prova. Logo na largada da corrida 2, um strike eliminou sete pilotos: Marcos Gomes, Bruno Baptista, Átila Abreu, Rafael Suzuki, Marcel Coletta e Allam Khodair. Mais tarde, Cesar Ramos rodou e Bia Figueiredo bateu forte, quase atingindo os bandeirinhas. Na frente, o pole Lucas Foresti, com os pneus desgastados, segurou por várias voltas um agressivo pelotão de cinco carros liderado por Rubens Barrichello. Foresti resistiu até a parada obrigatória, quando abandonou com problemas na embreagem. Foi quando surgiram os protagonistas Ricardo Mauricio e Denis Navarro.

Navarro começou a brilhar com uma estratégia diferente, focada na prova 2, ao passar o então líder Galid Osman. Mesmo com muitos botões de ultrapassagem “na manga”, ele não conseguiu segurar os ataques de Ricardo Maurício, que o ultrapassou depois de muita insistência, já na volta final, para adicionar mais emoção a uma prova que o público teve que assistir de pé.

Nelsinho Piquet completou o pódio em terceiro, à frente de Guga Lima, Galid e Julio Campos, vencedor da prova 1, que chegou em sexto e foi seguido pelo novo líder do campeonato, Daniel Serra. Com 45 pontos, Campos foi o maior pontuador do final de semana.

 “Uma pena que na primeira corrida abandonamos no acidente da quebra do motor do Thiago na corrida 1. Por um momento achamos que eu pudesse ter perdido o fim de semana inteiro. Mas agimos com calma, entramos no box, trocamos 3 pneus, abastecemos tudo e só voltei pra pista para garantir a melhor posição de largada possível na corrida 2. A estratégia foi acertada. Foi um excelente trabalho, e o finalzinho foi emocionante, disputando com o Dênis, um grande piloto. Conseguimos mais uma vitória, o que nos deixa vivos no campeonato”, destacou Mauricio.

A próxima etapa, que marca o fim da primeira metade da temporada, acontece no dia 11 de agosto, em Campo Grande. Daniel Serra soma agora 161 pontos, com Ricardo Maurício totalizando 140 – mostrando o forte nível de eficiência da equipe Eurofarma RC, defendida pela dupla. Confira os 15 primeiros da tabela:

  • 1) Daniel Serra, 161

  • 2) Ricardo Maurício, 140
  • 3) Rubens Barrichello, 137
  • 4) Julio Campos, 135
  • 5) Thiago Camilo, 131
  • 6) Max Wilson, 97
  • 7) Felipe Fraga, 94
  • 8) Marcos Gomes, 84
  • 9) Galid Osman, 80
  • 10) Cacá Bueno, 79
  • 11) Nelson Piquet Jr., 78
  • 12) Gabriel Casagrande, 77
  • 13) Ricardo Zonta, 67
  • 14) Bruno Baptista, 62
  • 15) Diego Nunes, 59

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Resultado da Corrida 1:

  • 1 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), 27 voltas em 44min20s

  • 2 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 1.067
  • 3 . Átila Abreu ( Shell V-Power ), a 8.033
  • 4 . Max Wilson ( RCM Motorsport ), a 8.847
  • 5 . Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), a 16.259
  • 6 . Galid Osman ( Shell Helix Ultra ), a 26.323
  • 7 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 28.418
  • 8 . Bruno Baptista ( RCM Motorsport ), a 29.340
  • 9 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 30.833
  • 10 . Lucas Foresti ( Vogel Motorsports ), a 35.997

Confira o resultado da corrida 2:

  • 1 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), 27 voltas em 46min53s

  • 2 . Denis Navarro ( Cavaleiro Sports ), a 1.193
  • 3 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports ), a 7.784

  • 4 . Guga Lima ( Vogel Motorsports ), a 8.538
  • 5 . Galid Osman ( Shell Helix Ultra ), a 13.519
  • 6 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 15.223
  • 7 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), a 15.642
  • 8 . Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 19.041
  • 9 . Pedro Cardoso ( Hot Car Competições ), a 21.120
  • 10 . Max Wilson ( RCM Motorsport ), a 21.710

Duas corridas agitadíssimas e com alguns acidentes marcaram a disputa da quinta etapa da Stock Car neste domingo (21) em Santa Cruz do Sul (RS). As vitórias ficaram com Julio Campos e Ricardo Maurício, mas a Hot Car Competições também pôde comemorar um final de semana considerado positivo pelo chefe de equipe Amadeu Rodrigues. Alinhando três carros na etapa de número 5 da temporada 2019, o time sediado em Cajamar (SP) trouxe o argentino Agustín Canapino para correr junto de Rafael Suzuki e Pedro Cardoso.

Todos os três pilotos adotaram estratégias para ganhar mais posições na segunda prova, mas já na primeira o trio da Hot Car produziu bastante: Canapino(acima)  e Suzuki (abaixo) , que largaram de 17º e 18º, chegaram juntos em 11º e 12º, imediatamente à frente de Pedro Cardoso, em 13º, que havia largado da última posição e fazendo excelente recuperação.

Na segunda prova, tanto Canapino como Suzuki tiveram de abandonar em razão de batidas causadas por outros pilotos, e coube ao estreante brasiliense de apenas 20 anos a tarefa de somar pontos para a equipe. Pedro adotou uma estratégia mais agressiva, soube controlar o ritmo com pneus mais velhos e terminou na nona posição, fazendo seu primeiro top-10 na Stock Car.

 “Nada como um dia após o outro...”, filosofou Pedro. “Ontem eu estava chateado porque não tinha conseguido completar boas voltas. Mesmo assim, mantivemos a cabeça em pé, com foco em melhorar, e sabemos que a Stock Car é muito imprevisível. Dei meu melhor durante todo o tempo, tive muita dificuldade durante as corridas, correndo com pneus velhos. Segui lutando, fazendo meu melhor, sair das batidas, concentrado”, contou.

Pela primeira vez correndo pela categoria em Santa Cruz do Sul, Cardoso (acima) pontuou nas duas provas. “Fazer um 13º e um nono foi muito bom, melhor que eu imaginava largando de último. Eu conseguia acompanhar os caras à frente mesmo estando com pneus mais desgastados, em um ritmo muito bom. Estou muito feliz por ter feito minha melhor corrida na Stock Car até agora”, disse o estreante de 20 anos, que fez a terceira melhor volta da corrida 2, com 1min22s415.

Rafael Suzuki mantinha esperanças de fazer uma excelente corrida 2 depois das boas disputas que travou na primeira prova e com o ritmo de que dispunha. Não conseguiu converter a expectativa em resultado porque foi acertado por dois carros ainda na primeira volta da prova complementar.

“Nosso ritmo era bom, embora a estratégia colocasse o foco maior na segunda corrida e isso sacrificou um pouco o resultado da primeira. Eu tinha boas expectativas, mas já na primeira volta da corrida 2 houve aquela confusão na curva 3 e levei pancadas de todos os lados e foi impossível continuar, o que é uma pena, porque tínhamos potencial e o 12º lugar da primeira prova nos trouxe mais alguns pontos”, afirmou.

Agustín Canapino (abaixo) teve em Santa Cruz do Sul a sua segunda experiência na Stock Car, depois de ter disputado a Corrida do Milhão do ano passado. Campeão do Super TC2000 de 2016, o argentino chegou à Hot Car confirmando o status de estrela em seu país ao liderar o primeiro treino livre ainda no sábado. A classificação não converteu o potencial, mas mesmo largando da 17ª posição, Canapino terminou a primeira corrida em 11º disputando com Lucas Foresti o décimo lugar e a chance de largar da primeira posição na segunda prova com o grid invertido entre os dez melhores.

O argentino, quando era o nono colocado na segunda corrida, foi acertado na traseira por outro carro, colocando-o fora da corrida a dez voltas do final. “A primeira corrida foi muito boa, pude avançar de 17º a 11º e muito perto do décimo, a quem tentei passar a corrida toda e cuja posição coloca o piloto em primeiro na largada para a segunda prova. Na segunda havia muita diferença de ritmo entre os pilotos: quem estava com pneus menos desgastados era muito mais rápido, e eu tinha pneus mais velhos quando estava em nono e de repente levei uma pancada na traseira e não pude mais continuar”, lamentou Canapino.

Mesmo assim, o argentino disse ter gostado da experiência de correr na que ele considera “uma das categorias mais competitivas do mundo”. “Foi uma honra correr contra tantos pilotos experientes e campeões. Fui muito bem recebido na Hot Car e por todos na categoria. O trabalho foi muito bem feito pela equipe, porque conseguimos evoluir bastante. Por isso agradeço à Chevrolet e à Hot Car pela oportunidade de estar aqui”, agradeceu.

O balanço feito por Amadeu Rodrigues foi, ainda, positivo, principalmente pela evolução demonstrada por todos os pilotos, em especial por Pedro Cardoso. “Nossos três carros, em momentos diferentes, andaram muito bem. O Canapino fez uma corridaça; um piloto que corre na Stock Car pela segunda vez na vida, em uma pista muito difícil, onde vimos pilotos muito experientes largando atrás e andando atrás dele. Na segunda prova infelizmente ele foi tocado e não terminou. Rafael também fez um corridão, foi 12º e fizemos uma estratégia agressiva para a segunda prova. Iríamos recolher o carro no final da primeira volta para fazer a troca de pneus e contar com a entrada de um safety car; e houve o safety car, mas ele foi tocado por outro piloto e acabou quebrando o carro quando tinha potencial para terminar pelo menos entre os cinco primeiros”, explicou.

 “Fiquei muito feliz com o Pedro (acima) , que foi muito consistente na primeira corrida e na segunda usou uma estratégia muito parecida com a que iríamos aplicar ao Rafael, chegou a se posicionar entre os seis primeiros. É um piloto que está começando agora na Stock Car, e trouxe um resultado fantástico, deixando todos na equipe muito contentes com ele. Agora, para Campo Grande, muito trabalho a fazer, mas estou satisfeito”, falou.

 “A vinda do Canapino também, com o apoio da Chevrolet, foi uma demonstração da capacidade técnica da equipe; fomos muito elogiados pelo piloto, pelo engenheiro dele que veio da Argentina, e isso valoriza o trabalho de todo o time”, concluiu Amadeu.

A Stock Car volta a se reunir dentro de três semanas para a sexta etapa, que marca a metade do campeonato. A principal categoria do automobilismo brasileiro corre no dia 11 de agosto em Campo Grande (MS).

Abaixo os pilotos da Hot Car na corrida de Santa Cruz

HOT CAR COMPETIÇÕES - Fotos: Vanderley Soares

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Assessoria de Imprensa - Rodolpho Siqueira e Bruno Vicaria

Montagem: Francis Castaings

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Serra abandona e rivais ameaçam a liderança

Thiago Camilo e Ricardo Maurício vencem em Londrina e diferença na tabela aperta. Campeonato segue imprevisível

Thiago Camilo e Ricardo Mauricio foram os grandes vencedores das duas corridas disputadas na etapa de Londrina, a quarta da temporada 2019 da Stock Car. Com o abandono de Daniel Serra e as dificuldades mecânicas enfrentadas por Rubens Barrichello, líder e segundo colocado na tabela, os dois vencedores no Autódromo Ayrton Senna deram novos contornos para a briga pelo título. Serra deixa Londrina com 125 pontos, contra 118 de Barrichello, 116 de Mauricio e 109 de Camilo Abaixo). 

Largando da pole position pela quarta vez consecutiva, Camilo fez prevalecer a posição de honra na primeira corrida do dia e conseguiu liderar de ponta a ponta. Thiago, no entanto, passou a primeira parte da prova em uma disputa psicológica com Júlio Campos – batalha que acabou na janela de pit stops, quando o líder se conseguiu abrir uma distância relativamente segura e o piloto paranaense perdeu a segunda posição para o companheiro de equipe Valdeno Brito.

Camilo, Brito e Campos cruzaram a linha de chegada nessa ordem, perfazendo um pódio inteiro com carros da equipe Mattheis: Thiago tem o Stock preparado pelo time dirigido por Andréas Mattheis, cujo filho, Rodolpho, comanda a equipe da dupla Valdeno Brito e Julio Campos. Daniel Serra foi o quarto colocado. "Trabalhamos com tranquilidade neste fim de semana e isso contou a nosso favor", descreveu Camilo. "Estava com saudade do pódio", ressaltou Valdeno. "Era o que dava para fazer", conformou-se Serra.














A segunda prova do domingo foi marcada por diversos toques entre os competidores, com disputas nas quais os pilotos assumiram muitos riscos. Com os dez primeiros da primeira prova tendo suas posições invertidas no grid, Ricardo Mauricio, que chegou em sétimo na corrida inicial, saiu do quarto lugar na segunda largada. Ao longo da prova complementar, o bicampeão da Stock Car viu funcionar sua estratégia de reabastecer mais que os concorrentes na primeira corrida. Com o procedimento, Maurício economizou tempo no pit stop da segunda prova, ganhando segundos preciosos que lhe garantiram a ultrapassagem durante o pit stop obrigatório sobre o então líder da prova, Átila Abreu. Foi sua primeira vitória desde 2017.

"Mais uma estratégia brilhante do Meinha”, disse Ricardo Maurício, referindo-se ao chefe da equipe Eurofarma RC, Rosinei Campos. “A nossa equipe vem fazendo um trabalho incrível. Errei na etapa passada, perdemos os pontos e eles mereciam essa recompensa", celebrou o bicampeão de 2008 e 2013.

O jovem Bruno Baptista, de 21 anos, surpreendeu ao chegar em segundo, a menos de meio segundo de Ricardinho Mauricio, fazendo também a melhor volta da corrida. Átila Abreu, que obteve seu primeiro pódio desde a etapa de Londrina do ano passado, quando venceu na cidade paranaense, ficou em terceiro, seguido de perto por Bia Figueiredo, em seu melhor resultado na carreira na Stock Car

"Já era para ter vindo antes esse resultado, mas a gente conseguiu mostrar nosso potencial", entusiasmou-se Bruno. "O terceiro lugar é um resultado muito bom depois de um início de ano muito complicado com a fratura na vértebra. Queria agradecer aos médicos, equipe e patrocinadores que estiveram do meu lado. Fiz o máximo para voltar bem e meu ano começa agora", disse Atila Abreu, referindo-se ao acidente na pista do Velopark, que o manteve afastado da categoria por algumas semanas.

Com as vitórias, Camilo e Ricardinho se aproximaram dos líderes do campeonato na tabela de pontos, Daniel Serra e Rubens Barrichello, que não tiveram um dia perfeito. Serra, quarto colocado na prova 1, viu um problema mecânico acabar com sua participação na corrida seguinte. Já Barrichello teve problemas de câmbio no caminho para o grid da disputa inicial. O ex-piloto da Ferrari acabou ficando de fora daquela prova e, na segunda, ainda conseguiu chegar em oitavo.

"O carro ficou travado em quinta marcha ao ir para o grid (da primeira prova), foi um problema mecânico e elétrico e isso nos fez focar na corrida 2", explicou Rubinho. "Uma pena, não sei o que aconteceu, o motor entrou em modo de segurança, apagou, desligou, ligou... O carro andou cinco metros e apagou de novo ", resumiu Serrinha, que após antes mesmo do fim da segunda pegou um helicóptero, rumo a São Paulo, onde embarcaria para disputar as 24 Horas de Le Mans.

Confira os resultados deste domingo:

Corrida 1

  • 1 . Thiago Camilo (Ipiranga Racing), 33 voltas em 43min17s
  • 2 . Valdeno Brito (Prati-Donaduzzi Racing), a 0.575
  • 3 . Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing), a 17.260
  • 4 . Daniel Serra (Eurofarma RC), a 19.176
  • 5 . Felipe Fraga (Cimed Racing), a 21.427
  • 6 . Nelson Piquet Jr (Full Time Sports), a 22.846

Melhor volta: Thiago Camilo, 1:11.197

Observações: Cesar Ramos punido em 10 segundos por falha em procedimento de pit stop

Corrida 2

  • 1 . Ricardo Maurício (Eurofarma RC), 33 voltas em 44min26s
  • 2 . Bruno Baptista (RCM Motorsport), a 0.315
  • 3 . Átila Abreu (Shell V-Power), a 3.500
  • 4 . Bia Figueiredo (Ipiranga Racing), a 3.826
  • 5 . Diego Nunes (KTF Sports), a 4.408
  • 6 . Felipe Fraga (Cimed Racing), a 5.239

Melhor volta: Bruno Baptista, 1min11s820

Classificação do campeonato após sete corridas:

  • Daniel Serra, 125 pontos
  • Rubens Barrichello, 118
  • Ricardo Mauricio, 116
  • Thiago Camilo, 109
  • Felipe Fraga, 94
  • Julio Campos, 91

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Hot Car pontua em Londrina e cumpre missão de evoluir carros

Pedro Cardoso teve boas brigas com  Bia Figueiredo e Rubens Barrichello (A equipe Hot Car Competições marcou mais seis pontos na rodada dupla que marcou o quarto encontro da temporada 2019 da Stock Car, neste domingo (9) em Londrina (PR). Nas vitórias de Thiago Camilo e Ricardo Maurício diante de um autódromo lotado, os pilotos Rafael Suzuki e Pedro Cardoso deixam o norte paranaense com sentimentos distintos, mas uma conclusão em comum – de que o carro evoluiu em relação às etapas anteriores e que daqui em diante será possível lutar por melhores resultados.

Ambos os competidores dos carros #8 e #143, largando respectivamente de 21º e 27º, adotaram estratégias que priorizavam o resultado da segunda corrida ao aproveitar a primeira para abastecer com mais combustível e colocar pneus em melhores condições. Rafael ganhou quatro posições para concluir a primeira disputa em 17º, conquistando quatro pontos; Pedro ganhou oito postos, finalizou em 19º e somou dois pontos – pontuando pela segunda vez em seu ano de estreia na Stock Car.

Na segunda prova, acontecimentos distintos levaram ao mesmo fim para a dupla: Suzuki foi acertado por outro competidor, o que destruiu a parte traseira de seu carro, enquanto Cardoso se preparava para o pit stop e teve de abandonar devido a uma quebra na ponta de eixo do lado traseiro direito de seu carro.

 “A gente se preparou mais para a segunda corrida visando o top-10. A largada foi bem confusa lá atrás, perdi algumas posições, mas vinha recuperando, até que o Cacá (Bueno) teve um problema na saída da curva 1, o carro dele apagou, o Lapenna não conseguiu parar, bateu nele, eu também bati e alguém encheu a minha traseira e destruiu o carro. Um negócio totalmente imprevisível”, narrou Suzuki, que pela segunda vez no ano foi um dos mais votados pelo público na internet e ganhou o Fan Push, que dá direito a um acionamento extra do botão de ultrapassagem.

 “Sabíamos que tínhamos um carro bem balanceado para as corridas. A estratégia na corrida 1 foi perfeita, porque conseguimos ir adiante sem gastar muito pneu ou combustível; largamos na segunda e o carro vinha só melhorando. Estava disputando ali com a Bia (Figueiredo) e com o Rubinho (Barrichello), brigando bastante, andando perto, e de repente a roda saiu voando”, lembrou Cardoso, o segundo piloto mais jovem do grid, com 20 anos.

Ambos, no entanto, enxergaram o lado positivo da situação. “A evolução veio. Na corrida o carro estava equilibrado, o ritmo era bom, mas foi uma pena que não conseguimos transformar isso em bons pontos aproveitando do bom carro que tínhamos. Acho que estaremos em melhor forma nas próximas provas”, explica Suzuki, que agora soma 23 pontos na tabela do campeonato.

Pedro, que fez corrida consistente e livre de erros, apostava em uma excelente posição de chegada na segunda prova, uma vez que, antes do pit stop, disputava posição com Bia Figueiredo e Rubens Barrichello – os dois finalizaram a corrida em quarto e oitavo, respectivamente, em estratégias muito parecidas com a do estreante. “Eu tinha certeza de que chegaríamos ali pelo menos entre os dez primeiros. Corridas são assim, mas agora a gente sabe que tem um bom material em mãos para as próximas”, falou o brasiliense, que soma cinco pontos.

Chefe da Hot Car Competições, Amadeu Rodrigues compartilha do pensamento de seus pilotos. “Felizmente achamos um caminho. Os carros estavam muito bons e tanto o Rafael como o Pedro fizeram uma ótima primeira corrida, a julgar que a nossa estratégia, largando de trás, era colocar mais combustível e tentar mais pontos na segunda prova. Na hora de colher os frutos do nosso trabalho, o Rafael foi acertado por outro carro e o Pedro sofreu uma quebra na ponta de eixo. De qualquer forma, uma coisa estamos levando daqui: voltamos a ter um carro muito bom de corrida, que estava bom também na classificação, e estamos de novo como estivemos antes, com dois carros excelentes. Isso nos deixa mais confiantes para as próximas etapas”, concluiu.

HOT CAR COMPETIÇÕES - Fotos: Vanderley Soares

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação - Duda Bairros/Vicar

Montagem: Francis Castaings

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Punição de Camilo altera resultado em Goiânia

Piloto perde vitória por queima de largada, Zonta e Barrichello vencem, mas Daniel Serra é novo líder. Punição de Camilo altera resultado em Goiânia

Ricardo Zonta e Rubens Barrichello venceram as duas corridas realizadas neste domingo (19), válidas pela terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, em Goiânia. Com o resultado, o atual bicampeão ultrapassou o ex-piloto de Fórmula 1 na tabela e reassumiu a liderança da classificação. Agora, Serra soma 106 pontos, contra 105 de Rubinho e 78 de Ricardo Maurício. O pole Thiago Camilo havia chegado em primeiro na prova de abertura da rodada dupla, mas na avaliação dos comissários da Confederação Brasileira de Automobilismo o piloto do carro número 21 e também Ricardo Maurício cometeram queima de largada e por isso seus respectivos resultados finais receberam acréscimo de 20 segundos – relegando Camilo ao 13º lugar e Maurício ao 14º posto na corrida.

Com a punição, Daniel Serra subiu de terceiro para segundo na prova inicial, somando este resultado ao terceiro lugar que obteve na prova complementar. Embora Barrichello também tenha subido na classificação da corrida, a alteração favoreceu Serra, que agora lidera com um ponto de vantagem.

Thiago Camilo venceu a primeira corrida de ponta-a-ponta, administrando a vantagem para Ricardo Zonta, que cruzou de forma segura na segunda posição, com Serra (abaixo) e Maurício chegando mais atrás. O principal pega da corrida, no entanto, valeu a quinta posição para Marcos Gomes no duelo contra Max Wilson.

Segunda corrida – Com o grid invertido para a segunda corrida do dia, como manda o regulamento, Julio Campos saiu da pole por ter sido o décimo colocado na prova 1. O paranaense manteve a ponta na largada, enquanto Galid Osman, que partira em segundo, era superado por Barrichello. Um dos beneficiados pelo fan push (ao lado de Thiago Camilo, Bia Figueiredo, Nelsinho Piquet, Guga Lima e Felipe Fraga), o ex-piloto da Ferrari na F1 aproveitou ao máximo a ativação extra para ganhar a ponta de Campos no pit stop.

Uma vez na frente, Barrichello tratou de monitorar Campos. O paranaense tentou se aproximar do líder, mas terminou a 1s655 de desvantagem na bandeirada, e teve de ver o vencedor executar sua famosa sambadinha ao sair do carro. Serra completou mais um pódio em terceiro, seguido de Max Wilson e Gabriel Casagrande.

"Às vezes na vida, você acha que está derrotado e que tudo acabou, terminando a primeira corrida em sétimo”, disse Rubinho. “Aí você vai para cima na segunda e vê que está vivo, com mais gasolina que os outros e com o fan push, que foi o que me deu a vitória. Essa foi uma vitória ‘nossa’, de Goiânia. Eu realmente me sinto em casa aqui”, completou o vencedor, bastante cansado e visivelmente emocionado com os aplausos do público que lotou o autódromo. O evento reuniu 22 mil pessoas.

 “Ficamos assustados com esse pit stop do Rubinho, que foi muito rápido. Nós tínhamos carro para ganhar a corrida, mas não deu para a gente dessa vez", conta o segundo colocado Julio Campos. “Acho que foi um bom fim de semana”, avaliou o novo líder Daniel Serra. “Com a quantidade de combustível que tínhamos que colocar e os botões de ultrapassagem que ainda restavam para a segunda prova, eu acho que fizemos um bom fim de semana de forma geral. Claro que a gente gosta de ganhar. Mas não dá para reclamar de dois terceiros lugares. Principalmente, porque não é fácil conseguir um resultado como esse”, disse o atual bicampeão, ainda antes de saber da punição de Thiago Camilo. A próxima etapa da Stock Car acontece daqui três semanas, dia 9 de junho, em Londrina, no Paraná.

Corrida 1

  • 1 . Ricardo Zonta ( Shell V-Power )
  • 2 . Daniel Serra ( Eurofarma RC )
  • 3 . Marcos Gomes ( KTF Sports )
  • 4 . Max Wilson ( RCM Motorsport )
  • 5 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports )
  • 6 . Galid Osman ( Shell Helix Ultra )
  • 7 . Cacá Bueno ( Cimed Racing )                                                    
  • 8 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing )
  • 9 . Valdeno Brito ( Prati-Donaduzzi Racing )
  • 10 . Allam Khodair ( Blau Motor Sport )

 Corrida 2

  • 1 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports )
  • 2 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing )
  • 3 . Daniel Serra ( Eurofarma RC )
  • 4 . Max Wilson ( RCM Motorsport )
  • 5 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing )
  • 6 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC )
  • 7 . Marcos Gomes ( KTF Sports )
  • 8 . Galid Osman ( Shell Helix Ultra )
  • 9 . Felipe Fraga ( Cimed Racing )
  • 10 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports )

Pontuação após a rodada dupla de Goiânia:

  • 1 . Daniel Serra, 106 pontos
  • 2 . Rubens Barrichello, 105
  • 3 . Ricardo Maurício, 78
  • 4 . Thiago Camilo, 67
  • 5 . Gabriel Casagrande, 67
  • 6 . Marcos Gomes, 66
  • 7 . Felipe Fraga, 62
  • 8 . Julio Campos, 58
  • 9 . Max Wilson, 52
  • 10 . Allam Khodair, 51

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Stock Car em Goiânia: Hot Car supera problemas e coloca foco nas corridas

Depois de uma sexta-feira complicada para o time nos primeiros treinos da Stock Car em Goiânia, Rafael Suzuki sai da oitava fila neste domingo (19); estreante Pedro Cardoso vinha em sua melhor volta quando escapou da pista e larga da 14ª fila

Mais uma vez, o trabalho de equipe dentro da Hot Car Competições fez a diferença depois de uma sexta-feira bastante atribulada, ao encontrar e resolver os problemas encontrados no carro de Rafael Suzuki (abaixo) durante os primeiros treinos. O time trabalhou até a madrugada na troca de algumas peças do carro – entre elas o motor -, e neste sábado (18), o bólido número 8 já estava em plenas condições de competir.

Na classificação, Suzuki passou para a segunda fase e vai largar da oitava fila na 15ª posição. Estreante, o brasiliense Pedro Cardoso, de apenas 20 anos, escapou da pista em sua melhor volta e não conseguiu melhorar seu tempo; assim, larga amanhã da 27ª colocação. A pole position, pela terceira vez seguida, ficou com Thiago Camilo, da Ipiranga Racing.

 “O Pedro segue seu trabalho de aclimatação com o carro e a categoria, e já estamos identificando os setores em que ele precisa melhorar. Ele está trabalhando intensamente nisso e o resultado da evolução vai poder ser observado logo”, destaca Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car. “Por outro lado, a sexta-feira do Rafael foi praticamente perdida, em que o carro tinha um problema muito difícil de identificar. Passamos o dia tentando identificar, e os mecânicos trabalharam até as duas horas da manhã de sábado para desmontar o carro e trocar os componentes que apresentaram problemas”, relatou. Abaixo Pedro Cardoso dentro de seu Stock

Para Rafael Suzuki, piloto mais votado no Fan Push da etapa passada, no Velo Città, este fator foi determinante. “Ficamos o dia todo tentando identificar o problema, quando normalmente estamos testando coisas diferentes e trabalhando no acerto. Então, hoje de manhã o carro já estava bom, mas não havia muito tempo para trabalhar no ajuste fino”, afirmou. “O carro está bom, mas ainda há o que melhorar. Nas corridas, tudo vai depender da largada, mas estou otimista”, disse.

Pedro Cardoso (acima), autor da pole position na etapa de 2018 da Stock Light em Goiânia, não conseguiu repetir ou melhorar sua melhor volta do fim de semana até então, de 1min24s655, feita no terceiro treino livre na manhã deste sábado (18), e ficou na primeira fase da classificação. “O comportamento do carro mudou um pouco da manhã para a tarde, e em uma tentativa que eu julgava como boa acabei escapando da pista. Temos muito a remar amanhã, e vamos buscar fazer duas provas com muita consistência”, disse o estreante de 20 anos.

HOT CAR COMPETIÇÕES - P1 Media Relations - CLEBER BERNUCI

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação - Duda Bairros/Vicar

Montagem: Francis Castaings

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Stock Car: forte calor e disputas acirradas nas vitórias de Camilo e Zonta

Pilotos protagonizaram pegas espetaculares no Velo Città. Daniel Serra segue líder

Thiago Camilo  e Ricardo Zonta foram os grandes nomes da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, disputada neste domingo (5) no belo autódromo Velo Città, localizado em Mogi Guaçu, a 180 km de São Paulo. Camilo fez valer a força da pole position para abrir a rodada dupla com vitória, enquanto Zonta concentrou seus esforços na prova complementar, sendo recompensado com uma vitória cheia de autoridade.

Com o resultado das duas provas, Daniel Serra, que venceu a primeira prova da temporada, no Rio Grande do Sul, manteve a liderança do campeonato, com 61 pontos. Rubens Barrichello agora soma 59 pontos na segunda colocação, seguido por Ricardo Maurício (55), com Thiago Camilo e Felipe Fraga empatados com 49 pontos. Abaixo Pedro Cardoso (Hot Car Competições )

O evento também viu a realização da “Stock Car Legends”, prova de exibição que contou com alguns dos maiores nomes da categoria, vários deles da temporada 1979 – ano de fundação da Stock Car. O grid estrelado da “Legends” reuniu ídolos como Ingo Hoffmann, Chico Serra, Fabio Sotto Maior, Zeca Giaffone, Adalberto Jardim, e Paulo Gomes, a pilotos que fizeram a alegria dos fãs nos primórdios da Stock, como Reinaldo Campelo, Leonardo Almeida e Arthur Bragantini. 

 Os bravos Opalas da “Stock Car Legends”

A primeira corrida viu Camilo liderar tranquilamente após a largada, perseguido de perto por Serra. Os dois permaneceram colados até a janela de pit stops obrigatórios, quando Nelsinho Piquet se colocou entre os líderes. Para se aproveitar da situação, Serrinha pisou fundo na tentativa de encostar no rival, restando quatro minutos para o fim. Foi aí que o duelo passou a pegar fogo: enquanto Camilo abria um pouco no primeiro setor, Serrinha se aproximava nos trechos seguintes seguintes da pista. 

Restando um minuto e meio para a bandeirada, Serrinha acionou o Fan Push que conquistou na votação pública via internet e arriscou a ultrapassagem por fora. Foi um dos momentos mais tensos da prova, com os dois entrando nas curvas praticamente emparelhados. Mas Camilo conseguiu segurar a posição e neutralizar o “push” do rival. Na sequência, Camilo também acionou o botão de ultrapassagem e conseguiu segurar a primeira posição, mesmo se deparando com diversos retardatários que apareceram nas últimas curvas. 

No fim, os líderes cruzaram a linha de chegada separados por apenas 0s267. Nesse verdadeiro sufoco, Camilo encerrou um jejum sem vitórias que durava desde a prova de Londrina, em 2017.

Segunda prova – Para a corrida complementar, o grid foi invertido como determina o regulamento. Assim, Julio Campos, o décimo colocado na Corrida 1, ficou com a pole da prova complementar, seguido de Diego Nunes, Rubens Barrichello (acima)  e Ricardo Zonta (Abaixo). Camilo largou em décimo, enquanto Serrinha partiu do nono lugar.

Na largada, um acidente envolveu Gaetano di Mauro, Lucas Foresti e Rafael Suzuki (abaixo no carro nº 8), que vencera pela primeira vez o Fan Push. Lá na frente, Diego Nunes atacou Campos com sucesso e assumiu liderança. Já Nelsinho Piquet rodou já neste início de prova, após receber um toque, e caiu para o fundo do pelotão. Para desviar da confusão e arriscar maiores danos no carro, Daniel Serra acabou perdendo várias posições e caiu de nono para 17º, o que obrigou o então líder do campeonato a iniciar uma corrida de recuperação.

Com Barrichello acompanhando de camarote, Nunes e Campos iniciaram uma dura batalha que durou até a janela obrigatória de pit stops. Julio Campos usou o fan push para retomar a ponta de Nunes na volta número 4. Ao mesmo tempo, Zonta tomava superava Rubinho e passava para o terceiro lugar. A corrida prosseguia com os pilotos preocupados com o desgaste dos pneus na pista cuja abrasividade era dramaticamente agravada pelo sol forte e o consequente calor, acima dos 30 graus centígrados. Mesmo com a cautela tentar chegar com os pneus inteiros no final da prova, a diferença entre os líderes nas voltas seguintes não passava de meio segundo, com menos de cinco segundos separando os seis primeiros. 

Enquanto a janela de paradas se aproximava, Campos conseguia abrir uma pequena vantagem de 1s2 para Diego Nunes, enquanto Marcos Gomes (abaixo) abandonava com problemas.

Quando a janela de pit stops foi aberta, Campos e Barrichello seguiram na pista, apesar de a maioria dos rivais ter optado por parar imediatamente. Vencedor da corrida 1, Thiago Camilo (abaixo)  tomou um toque lateral de Max Wilson e abandonou com problemas decorrentes da colisão, deixando escapar a chance de tirar pontos preciosos da vantagem aberta por Serra na tabela.

Uma volta após a abertura da janela, Campos foi aos boxes e Barrichello seguiu para tentar “dar o pulo do gato”. Enquanto isso, Campos perdia a posição para Zonta na saída do pit stop. Rubinho deu ainda mais duas voltas antes de parar, abrindo 16 segundos em relação a Zonta. Mas o pit stop de Barrichello levou muito tempo e, com isso, Zonta e Campos passaram à frente. Diego Nunes, o primeiro a parar, viu seu segundo lugar se transformar em oitavo ao fim da janela. 

Restando dez minutos para o fim da corrida complementar, Zonta ampliava para sete segundos sua vantagem, com Rubens Barrichello passando Julio Campos pelo segundo lugar. Mais atrás, Nelsinho Piquet abandonava após praticamente atropelar o carro de Vitor Baptista, que andava em 12º lugar e rumava para seus primeiros pontos na corrida de estreia. 

Nos minutos finais, Barrichello iniciou o ataque contra Zonta, tirando cerca de oito décimos por volta. Restando cinco minutos e 5s8 segundos, o piloto da Full Time passou a correr não só contra Zonta, mas também contra o relógio. Mais atrás, Campos segurava Casagrande, Nunes, Allam Khodair, Ricardo Maurico, Guga Lima, Cézar Ramos e Felipe Fraga no braço - formando um longo (e disputadíssimo) trem. O grupo foi a sensação da pista nas últimas voltas, tamanha a quantidade de toques e disputas. 

Na briga pela ponta, Zonta conseguiu manter a vantagem para Barrichello. Com cautela e um carro equilibrado, o paranaense levou o carro até o final para vencer pela primeira vez neste ano e manter a tradição de sua equipe de ganhar uma corrida em todas as etapas já disputadas na pista do interior paulista. Cacá Bueno completou o pódio em terceiro, com Campos, Nunes e Ramos se enroscando na primeira curva, deixando o caminho livre para Casagrande ser quarto colocado. 

Mesmo chegando em 16º na segunda corrida, Daniel Serra manteve a liderança com 61 pontos, contra 59 de Barrichello e 55 de Ricardo Maurício. O próximo encontro da Stock Car está marcado para o dia 19 de maio, em Goiânia.

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Confira o que disseram os pilotos:

Thiago Camilo, vencedor da corrida 1: "Essa foi talvez a vitória mais emocionante da minha carreira. Graças a Deus conseguimos provar na pista que temos potencial para brigar pelo título. E que o Andreas (Mattheis) e a Ipiranga Racing formam uma grande equipe que está entre as melhores. 

Como tenho falado em todas as entrevistas, sem querer ser repetitivo, só eu sei o que passei no ano passado pelas dificuldades que enfrentamos. O atleta vive do resultado e não tem como mascarar isso. Independentemente do que você tenha feito no passado, se deixa de figurar entre os primeiros em uma temporada e começa a andar atrás, você deixa de ser o que já foi e aí passa a ser apenas mais um na pista. E precisa ser forte para recuperar a vontade pessoal e voltar a confiar no próprio talento." 

Daniel Serra, segundo colocado na corrida 1: "Foi por pouco. Houve pequenas falhas minhas durante a corrida, mas foi uma corrida muito boa. O meu freio deu uma abaixadinha antes do pit stop e ele (Thiago Camilo) conseguiu abrir uma boa vantagem naquele momento. Quando eu voltei, estávamos muito próximos e eu acho que ali foi a primeira chance que eu tive de tentar passar, mas não deu. Depois, quando eu cheguei nele de novo, eu tinha apenas mais um push para usar, mas não foi o suficiente. Aí chegamos lado a lado na curva 1." 

Ricardo Zonta, vencedor da corrida 2:  "Neste ano, a pontuação da segunda corrida é mais importante ainda do que era no ano passado e a gente teve um pit stop perfeito, que nos devolveu para a pista seis segundos na frente do segundo colocado. O carro se comportou muito bem, apesar de a bomba de combustível estar falhando por causa do calor. Mas o carro estava em ordem e deu para ganhar essa prova. Vamos lutar pelo campeonato este ano”. 

Rubens Barrichello, segundo colocado na corrida 2: "Hoje o dia estava muito quente e eu estava sem água para me hidratar. Nessa segunda corrida, a bomba da minha água não funcionou e isso tornou a prova desgastante. Eu sinto muito pelo problema que a gente teve no box, mas foi uma ótima corrida. Eu e a equipe, a gente ganha e perde juntos. Fizemos uma estratégia foi muito boa. Eu só tenho a agradecer por mais este pódio, que aparentemente nos deu bons pontos, o que me deixa tranquilo e feliz."

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Confira os resultados extra-oficiais:

Corrida 1 

  1. Thiago Camilo (Ipiranga Racing ), 28 voltas em 45min45s
  2. Daniel Serra (Eurofarma RC ), a 0.351
  3. Ricardo Maurício (Eurofarma RC ), a 7.979
  4. Gabriel Casagrande (Crown Racing ), a 12.913
  5. Felipe Fraga (Cimed Racing ), a 15.051
  6. Marcos Gomes (KTF Sports ), a 17.061
  7. Ricardo Zonta (Shell V-Power ), a 20.148
  8. Rubens Barrichello (Full Time Sports ), a 25.007
  9. Diego Nunes (KTF Sports ), a 28.839
  10. Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing ), a 29.726

Corrida 2

  1. Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), 26 voltas em 48min42s
  2. Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 4.858
  3. Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 16.615
  4. Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 23.640
  5. Allam Khodair ( Blau Motor Sports ), a 24.326
  6. Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 24.902
  7. Felipe Lapenna ( Cavaleiro Sports ), a 26.229
  8. Cesar Ramos ( Blau Motor Sports ), a 26.806

Classificação do campeonato após duas etapas:

  1. Daniel Serra, 61
  2. Rubens Barrichello, 59
  3. Ricardo Maurício, 55
  4. Thiago Camilo, 49
  5. Felipe Fraga, 49
  6. Ricardo Zonta, 48
  7. Gabriel Casagrande, 48
  8. Julio Campos, 33
  9. Allam Khodair, 31
  10. Marcos Gomes, 30

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Stock Car: Equipe Hot Car cumpre objetivo de pontuar nas duas provas

 Sob um calor de 30 graus no Velo Città, Rafael Suzuki somou 10 pontos no final de semana; Pedro Cardoso ganhou dez posições na primeira prova, somando mais dois, mas foi forçado a abandonar a segunda disputa Rafael Suzuki pontuou nas duas corridas deste domingo no Velo Città (Foto: Vanderley Soares)

Piloto da Hot Car fez dez pontos na segunda etapa da Stock Car (Fotos: Vanderley Soares) . E também foi o mais votado no Fan Push

Pedro Cardoso ganhou dez posições na corrida 1, mas teve de abandonar a segunda (Foto: Vanderley Soares)

Estreante somou seus primeiros pontos na Stock Car (Foto: Vanderley Soares)

A segunda etapa da Stock Car, realizada neste domingo (5) no autódromo do Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), foi quente em todos os sentidos. Sob um sol escaldante e temperatura de 30 graus no horário das duas corridas, o público pôde presenciar várias disputas por posição – e também alguns acidentes. As vitórias nas corridas ficaram com Thiago Camilo e Ricardo Zonta. 

Depois de iniciar o fim de semana já em desvantagem com dois revezes – Pedro Cardoso tinha de largar da última posição cumprindo punição e Rafael Suzuki sofreu um acidente no segundo treino livre – a equipe Hot Car conseguiu somar 12 pontos no final de semana.

“Para nós foi um final de semana muito intenso e difícil, mas ainda conseguimos tirar um pouco de suco dos limões que nos foram dados”, metaforizou Amadeu Rodrigues, chefe da equipe. Rafael Suzuki, que largou da 18ª posição, fechou a primeira disputa em 13º, somando oito pontos; e na segunda prova, um acidente múltiplo na largada por muito pouco não tira o piloto da corrida, a qual concluiu na 19ª colocação. Abaixo Pedro Cardoso e Rafael Suzuki

“O ‘salseiro’ da segunda largada foi o que definiu a minha corrida, infelizmente. O carro estava bom, mas perdi muitas posições para desviar das batidas – e ainda assim aconteceram algumas resvaladas. De positivo, ainda assim conseguimos somar um número razoável de pontos”, afirmou Suzuki, que foi o piloto mais votado no Fan Push – a votação feita no site oficial da Stock Car e cujos vencedores ganham um acionamento extra do botão de ultrapassagem. 

Pedro Cardoso também teve atuação digna de nota na primeira corrida. Largando da última posição, o estreante de 20 anos ganhou dez posições na prova, em um desempenho bastante consistente, finalizando em 19º lugar e somando seus primeiros dois pontos na temporada. Na segunda disputa, no entanto, o brasiliense teve de abandonar ainda na primeira volta após uma quebra causada pela batida múltipla da largada. 

“Pudemos sentir uma evolução, sim. Em um final de semana difícil como este, eu saio esperançoso porque conseguimos um bom desempenho. Ter largado muito atrás foi prejudicial, e acho que eu também teria um bom resultado na segunda corrida se eu não tivesse sido acertado. Achei que conseguiria continuar, mas algumas curvas depois o diferencial do carro acabou se quebrando”, lamentou Pedro. 

Amadeu Rodrigues considera “razoável” o balanço da etapa, justamente pela quantidade de revezes a que a equipe foi submetida antes mesmo do início das corridas. “Olhando simples e puramente pelos resultados, temos de dizer que não foi o que esperávamos; contudo, olhando a quantidade de desafios a que fomos submetidos no final de semana, ter pontuado com os dois carros na primeira corrida e mais um pouco na segunda pode ser considerado positivo. Este tipo de situação nos fortalece como equipe, e é com este espírito que vamos chegar em Goiânia buscando mais evolução”, encerrou o chefe da Hot Car. 

A terceira etapa da Stock Car acontece em duas semanas, no dia 19 de maio em Goiânia (GO).

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

Montagem: Francis Castaings

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Como os "garagistas" contribuíram com a profissionalização da Stock Car

Amadeu Rodrigues (acima) , da Hot Car Competições, é testemunha de uma história que nesta segunda-feira (22), completa exatos 40 anos 

Foi no dia 22 de abril de 1979, no autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul, que começou, pelas mãos de pilotos abnegados e apaixonados, a história da Stock Car. Hoje, a principal categoria do automobilismo brasileiro completa 40 anos de existência, sendo a mais longeva do país e também da América do Sul. 

Durante seus primeiros 15 anos, o personagem da competição foi o Chevrolet Opala, carro que até hoje desperta suspiros nos apaixonados por veículos e por competição. Mecânica simples, carro potente. Uma configuração que atraiu pilotos, preparadores e patrocinadores no início de uma história de evolução que chega aos dias de hoje, com carros bem diferentes – e ainda mais potentes - daqueles que largaram em Tarumã há exatos 40 anos. 

Muitos daqueles preparadores permanecem hoje na Stock Car, como Rosinei Campos (o Meinha), Andreas Mattheis, Mauro Vogel e Amadeu Rodrigues. “Eu tinha equipe no antigo Brasileiro de Marcas, equipe oficial de fábrica, e quando o campeonato acabou eu passei a fazer a preparação de alguns carros na Stock Car e também disputei algumas corridas no meio dos anos 1990, quando a categoria já corria com o Omega. Depois, em 2001, quando o regulamento mudou, os carros mudaram e foram adotados os motores V8, foi o momento de entrar como equipe”, lembra Amadeu Rodrigues, da Hot Car Competições, que tem 40 anos de história no automobilismo e 18 na Stock. 

“No começo apanhamos bastante na adaptação, pois o carro era muito diferente do qual corríamos no Marcas. Então, foi um longo aprendizado. Ter sido uma equipe de fábrica antes foi muito valioso, nos ensinou a ser uma equipe realmente profissional. Diferente dos pilotos, que vêm e vão, os chefes de equipe continuam, felizmente. Claro, há uma nova geração muito boa chegando, com equipes boas, mas nós continuamos com a nossa força e trabalhando incessantemente”, declara Amadeu. 

Amadeu, Mauro, Andreas, Rosinei... Nomes que acumulam centenas de corridas da categoria no currículo, e viram uma mudança significativa de status. Antes considerada uma categoria para pilotos que “se aposentavam”, hoje ela é o sonho de muita criança começando no kart. “Tivemos, e ainda temos, vários pilotos que depois de deixarem a Fórmula 1, ou a Indy, ou outras categorias top do automobilismo internacional, desembarcaram na Stock Car. Mas é um quadro que já está mudando: temos muitos pilotos jovens”, diz Rodrigues. 

O que Amadeu levanta é, na verdade, um dado real. Um terço do grid atual de 28 pilotos tem menos de 26 anos de idade e vários nomes promissores, como Pedro Cardoso (abaixo), da própria Hot Car, com 20 anos recém completados.

Além de estar em uma competição de altíssimo nível, uma equipe como a Hot Car dentro de uma categoria do calibre da Stock Car significa muito mais, principalmente para os 23 funcionários do time que trabalham todos os dias na sede da equipe, um galpão de 1.300 metros quadrados localizado em Cajamar, a poucos quilômetros de São Paulo. “Hoje a gente nem fala mais que é ‘oficina’; nos profissionalizamos, e o trabalho de todos mantém várias famílias graças ao esporte. Tudo o que ganhei na minha vida foi com o automobilismo, pilotando ou fazendo carros. Posso dizer que tenho uma vida tranquila e o time conta com um alicerce forte”, ressalta.

Uma diferença que se reflete na vida dos colaboradores do time. “Faz três anos que a Stock Car entrou na minha vida, e entrou de maneira surpreendente. E fez uma grande revolução na minha vida, ao agregar conhecimento sobre este esporte e colocou pessoas maravilhosas no meu caminho”, confidenciou o motorista da Hot Car, Zaqueu Moreira dos Santos.

“A Stock Car me proporcionou uma vida diferente, que eu não imaginava, e por algum motivo passei a trabalhar aqui. Só quem vive este mundo da categoria sabe como é, e não pretendo deixar isso nunca mais”, emociona-se o auxiliar de box Anderson Moreira Pinto.

“Tudo o que conquistei na minha vida foi graças à Stock Car. Tudo o que faço é porque eu amo. Corrida a gente ganha, a gente perde, mas continuamos aqui trabalhando com muita paixão, vontade e determinação”, aponta o mecânico Renato Ferreira da Silva, dentro da categoria desde 1992. 

Na temporada 2019, a do marco histórico dos 40 anos, a Hot Car conta com os pilotos Rafael Suzuki (abaixo) , de 31 anos, e com o estreante Pedro Cardoso, de 20.

Texto: Hot Car Competições - Fotos: Vanderley Soares

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

Montagem: Francis Castaings

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Dez Feras na pista - Os carros que já participaram da Stock Car Brasil 

Todos os carros da Stock Car: especial 40 anos

Opala campeão de 1979, com Paulo Gomes. Estreia: 1979

Opala Hidroplas campeão com Zeca Giaffone. Estreia: 1987 (Arquivo Stock Car)

Opala Protótipo da dupla Ingo/Giombelli. Estreia: 1990 (Arquivo Stock Car)

Omega campeão de 1996 com Ingo Hoffmann. Estreia: 1994 (Arquivo Stock Car)

Vectra com estrutura tubular, campeão com Chico Serra na estreia (2000) (Duda Bairros/Stock Car)

Chevrolet Astra campeão com Giuliano Losacco no ano de estreia (2005) - (Duda Bairros/Stock Car)                           

Mitsubishi Lancer que estreou em 2006 com título de Cacá Bueno (Duda Bairros/Stock Car)

Volkswagen Bora pilotado por Rodrigo Sperafico. Estreia: 2006 (Duda Bairros/Stock Car)

Peugeot 307 estreou em 2007. Foi campeão com Ricardo Maurício (2008) (Duda Bairros/Stock Car)

Peugoet 408 Sedan pilotado por Ricardo Sperafico. Estreia: 2011 (Duda Bairros/Stock Car)

Chevrolet Sonic estreou em 2012. Na foto, com Cacá Bueno (Duda Bairros/Stock Car)

O Chevrolet Cruze é o atual modelo da Stock. Estreou em 2016 (Duda Bairros/Stock Car)

O cockpit (cabine de pilotagem) do Cruze de corrida é sofisticado (Duda Bairros/Stock Car)

O piloto literalmente se encaixa no cockpit do moderno Cruze de competição (Duda Bairros/Stock Car)

Obs.: De 1987 a 1989, na versão Chevrolet Opala Caio-Hidroplas. De 1990 a 1993, versão Chevrolet Opala Protótipo.

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

Montagem: Francis Castaings

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Daniel Serra faz história no Velopark

Vitória mais que emocionante de Daniel Serra na StockCar 500 o iguala ao pai, um dos grandes o automobilismo brasileiro

Em um dos momentos mais especiais dos 40 anos de história do Campeonato Brasileiro de Stock Car, o paulista Daniel Serra tornou-se o vencedor da corrida número 500 da categoria, em uma prova que teve de tudo: chuva, caça ao líder, equipe novata na liderança e uma inteligente jogada estratégica no final que decidiu as primeiras colocações. Com a vitória, Serrinha juntou-se ao pai, Chico Serra, no clube dos vencedores “centenários”. Chico faturou a StockCar 100. Os demais são Xandy Negrão (200), Cacá Bueno (300) e Thiago Camilo (400) foto abaixo.

O pódio foi completado por Rubens Barrichello e Ricardo Maurício, que fez uma bela corrida de recuperação. A largada foi realizada em fila indiana devido ao piso escorregadio em função da chuva que vem caindo na região desde a sexta-feira. O pole position Thiago Camilo largou bem e garantiu a ponta, seguido muito de perto por Daniel Serra e Rubens Barrichello.

Logo na segunda volta, Marcos Gomes mergulhou por dentro e tomou a quarta posição de Nelson Piquet Jr. Pouco depois, Marcel Coletta e Pedro Cardoso, dois estreantes, rodaram e perderam muitas posições.

Enquanto isso, Camilo e Serra travavam uma intensa disputa pela liderança. Serrinha usou o botão de ultrapassagem para atacar e Camilo para se defender das investidas do atual campeão da Stock Car, que terminaria o dia como vencedor. Mais atrás, Max Wilson, César Ramos e Gabriel Casagrande protagonizaram uma disputa emocionante pela décima posição, com os três entrando juntos em algumas curvas do Velopark – o que levantou a torcida nas arquibancadas.

Com trinta minutos restantes para o final da StockCar 500, Thiago Camilo, que inicialmente foi muito pressionado por Daniel Serra, conseguiu abrir pouco mais de dois segundos e meio de vantagem para o segundo colocado, dando a entender que iniciaria a arrancada rumo a uma vitória tranquila. 

Na 17ª volta, Guga Lima escapou da pista e se chocou contra a barreira de pneus. O incidente provocou a entrada do safety car e acabou anulando a vantagem construída a muito custo por Camilo sobre Serra. Também naquele trecho do traçado, durante os classificatórios do sábado, Átila Abreu escapou e sofreu o acidente que o afastou da corrida deste domingo, devido a uma fissura na vértebra L2. O piloto sorocabano deve passar por uma bateria de exames de avaliação, mas a princípio está escalado para voltar à pista na próxima etapa.

Na relargada, autorizada na 21ª volta, Camilo novamente usou habilidade para bloquear Daniel Serra e manter a ponta, aproveitando a presença de Denis Navarro, que no momento era retardatário e se viu preso entre os dois líderes. Foi então que o maior drama da prova começou. A chuva que caiu forte no sábado durante a classificação voltou com intensidade e obrigou a colocação dos pneus para pista molhada. A corrida começou a ser decidida.

Uma volta após fazer sua parada, Thiago Camilo (abaixo) errou no piso molhado, saiu da pista e foi superado por Marcos Gomes. Dessa forma, o campeão de 2015 ocupava a liderança com um carro da equipe KTF Sports, time estreante na categoria. Mas Daniel Serra, que ganhou a posição de Camilo após atrasar sua parada, conseguiu voltar para a pista na ponta – surpreendendo também por optar pelos pneus slick ao invés dos para chuva. A mesma estratégia foi adotada por Barrichello, que agora deixava Marcos Gomes em terceiro.

A 13 minutos do final, Camilo partiu para cima de Marcos Gomes na tentativa de tomar a terceira posição. Marquinhos soube se defender inicialmente, mas acabou perdendo o posto para o rival, que usou o botão de ultrapassagem para garantir a manobra. O piloto da KTF acabaria perdendo rendimento devido a uma falha no motor, e com isso também seria ultrapassado por Felipe Fraga.

Na dianteira do pelotão, Daniel Serra abria uma vantagem inimaginável em uma corrida extremamente competitiva e imprevisível. Com mais de dez segundos à frente de Rubens Barrichello, o segundo colocado, o filho de Chico Serra praticamente garantiu a vitória com uma condução calma e sem assumir riscos desnecessários. Mesmo assim, Serrinha chegou a colocar uma volta em Thiago Camilo, àquela altura o quarto colocado

O que disseram os protagonistas:

Daniel Serra, piloto vencedor: "Estava chovendo e eu comecei a fazer as contas: vi que não compensava colocar pneus de chuva, pois ela estava ameaçando parar. Aí, eu pensei: nós corremos a temporada toda, nos últimos dois anos, sendo cautelosos. Mas nessa não! Eu decidi correr do jeito prazeroso (e ficar com os pneus slick). Arriscamos (na estratégia), achei que ia dar certo. E estou muito feliz por essa decisão!" 

Rosinei Campos, equipe vencedora: "Foi bastante difícil a decisão (de trocar para pneus de chuva ou não). E teve bastante confusão para administrar os dois carros, pois tínhamos uma janela limitada. Mas o Daniel resolveu permanecer na pista e a gente segurou o Ricardo também. Aí o Daniel tomou a decisão de continuar com pneus slick porque ele sentiu que ia parar de chover e que poderia continuar. Fizemos isso nos dois carros e foi muito acertado. Devemos muito a ele (Daniel Serra) essa decisão." 

Rubens Barrichello, segundo colocado: "Que sufoco! Que vitória poder dar isso para essa galera que trabalha muito. Os competidores que estavam com pneu de chuva brigavam entre eles, então eu decidi ficar quietinho. Mas o Cacá voltou com tudo, batemos e quebrou o esterço do volante. Para a direita não tinha curso, tinha que fazer bem devagar, e para a esquerda virava demais, então foi (como) uma vitória. Eu fico muito feliz em dar esse pódio para essa galera que trabalha tanto!" 

Ricardo Mauricio, terceiro colocado: "Eu sabia que muita gente tinha entrado no box para o pit stop na primeira volta (da janela de paradas), logo que o box abriu. E a preferência na nossa equipe é sempre para o piloto que está na frente, então o Daniel tinha a preferência. Em uma parte da pista estava chovendo, na outra nem tanto, com seis voltas de box aberto. Aí me mandaram entrar e vi que muita gente já tinha entrado para trocar os quatro pneus. A gente só ia trocar dois, pois estávamos mais rápidos. Depois comecei a ter um pouco mais de cautela para passar o pessoal que estava com pneu de chuva, pois sei que não é fácil andar com pneu de chuva no seco."

Confira abaixo o resultado extra-oficial:

  • 1 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), 46 voltas
  • 2 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 22s893
  • 3 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), a 44s775
  • 4 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 1 volta
  • 5 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 1 volta
  • 6 . Marcos Gomes ( KTF Sports ), a 1 volta
  • 7 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports ), a 1 volta
  • 8 . Cesar Ramos ( Blau Motor Sports ), a 1 volta
  • 9 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 1 volta
  • 10 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 1 volta

Momentos da prova

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação - Eduardo Antonialli / Eduardo Mantovani

Montagem: Francis Castaings

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