Stock Car: forte calor e disputas acirradas nas vitórias de Camilo e Zonta

Pilotos protagonizaram pegas espetaculares no Velo Città. Daniel Serra segue líder

Thiago Camilo  e Ricardo Zonta foram os grandes nomes da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, disputada neste domingo (5) no belo autódromo Velo Città, localizado em Mogi Guaçu, a 180 km de São Paulo. Camilo fez valer a força da pole position para abrir a rodada dupla com vitória, enquanto Zonta concentrou seus esforços na prova complementar, sendo recompensado com uma vitória cheia de autoridade.

Com o resultado das duas provas, Daniel Serra, que venceu a primeira prova da temporada, no Rio Grande do Sul, manteve a liderança do campeonato, com 61 pontos. Rubens Barrichello agora soma 59 pontos na segunda colocação, seguido por Ricardo Maurício (55), com Thiago Camilo e Felipe Fraga empatados com 49 pontos. Abaixo Pedro Cardoso (Hot Car Competições )

O evento também viu a realização da “Stock Car Legends”, prova de exibição que contou com alguns dos maiores nomes da categoria, vários deles da temporada 1979 – ano de fundação da Stock Car. O grid estrelado da “Legends” reuniu ídolos como Ingo Hoffmann, Chico Serra, Fabio Sotto Maior, Zeca Giaffone, Adalberto Jardim, e Paulo Gomes, a pilotos que fizeram a alegria dos fãs nos primórdios da Stock, como Reinaldo Campelo, Leonardo Almeida e Arthur Bragantini. 

 Os bravos Opalas da “Stock Car Legends”

A primeira corrida viu Camilo liderar tranquilamente após a largada, perseguido de perto por Serra. Os dois permaneceram colados até a janela de pit stops obrigatórios, quando Nelsinho Piquet se colocou entre os líderes. Para se aproveitar da situação, Serrinha pisou fundo na tentativa de encostar no rival, restando quatro minutos para o fim. Foi aí que o duelo passou a pegar fogo: enquanto Camilo abria um pouco no primeiro setor, Serrinha se aproximava nos trechos seguintes seguintes da pista. 

Restando um minuto e meio para a bandeirada, Serrinha acionou o Fan Push que conquistou na votação pública via internet e arriscou a ultrapassagem por fora. Foi um dos momentos mais tensos da prova, com os dois entrando nas curvas praticamente emparelhados. Mas Camilo conseguiu segurar a posição e neutralizar o “push” do rival. Na sequência, Camilo também acionou o botão de ultrapassagem e conseguiu segurar a primeira posição, mesmo se deparando com diversos retardatários que apareceram nas últimas curvas. 

No fim, os líderes cruzaram a linha de chegada separados por apenas 0s267. Nesse verdadeiro sufoco, Camilo encerrou um jejum sem vitórias que durava desde a prova de Londrina, em 2017.

Segunda prova – Para a corrida complementar, o grid foi invertido como determina o regulamento. Assim, Julio Campos, o décimo colocado na Corrida 1, ficou com a pole da prova complementar, seguido de Diego Nunes, Rubens Barrichello (acima)  e Ricardo Zonta (Abaixo). Camilo largou em décimo, enquanto Serrinha partiu do nono lugar.

Na largada, um acidente envolveu Gaetano di Mauro, Lucas Foresti e Rafael Suzuki (abaixo no carro nº 8), que vencera pela primeira vez o Fan Push. Lá na frente, Diego Nunes atacou Campos com sucesso e assumiu liderança. Já Nelsinho Piquet rodou já neste início de prova, após receber um toque, e caiu para o fundo do pelotão. Para desviar da confusão e arriscar maiores danos no carro, Daniel Serra acabou perdendo várias posições e caiu de nono para 17º, o que obrigou o então líder do campeonato a iniciar uma corrida de recuperação.

Com Barrichello acompanhando de camarote, Nunes e Campos iniciaram uma dura batalha que durou até a janela obrigatória de pit stops. Julio Campos usou o fan push para retomar a ponta de Nunes na volta número 4. Ao mesmo tempo, Zonta tomava superava Rubinho e passava para o terceiro lugar. A corrida prosseguia com os pilotos preocupados com o desgaste dos pneus na pista cuja abrasividade era dramaticamente agravada pelo sol forte e o consequente calor, acima dos 30 graus centígrados. Mesmo com a cautela tentar chegar com os pneus inteiros no final da prova, a diferença entre os líderes nas voltas seguintes não passava de meio segundo, com menos de cinco segundos separando os seis primeiros. 

Enquanto a janela de paradas se aproximava, Campos conseguia abrir uma pequena vantagem de 1s2 para Diego Nunes, enquanto Marcos Gomes (abaixo) abandonava com problemas.

Quando a janela de pit stops foi aberta, Campos e Barrichello seguiram na pista, apesar de a maioria dos rivais ter optado por parar imediatamente. Vencedor da corrida 1, Thiago Camilo (abaixo)  tomou um toque lateral de Max Wilson e abandonou com problemas decorrentes da colisão, deixando escapar a chance de tirar pontos preciosos da vantagem aberta por Serra na tabela.

Uma volta após a abertura da janela, Campos foi aos boxes e Barrichello seguiu para tentar “dar o pulo do gato”. Enquanto isso, Campos perdia a posição para Zonta na saída do pit stop. Rubinho deu ainda mais duas voltas antes de parar, abrindo 16 segundos em relação a Zonta. Mas o pit stop de Barrichello levou muito tempo e, com isso, Zonta e Campos passaram à frente. Diego Nunes, o primeiro a parar, viu seu segundo lugar se transformar em oitavo ao fim da janela. 

Restando dez minutos para o fim da corrida complementar, Zonta ampliava para sete segundos sua vantagem, com Rubens Barrichello passando Julio Campos pelo segundo lugar. Mais atrás, Nelsinho Piquet abandonava após praticamente atropelar o carro de Vitor Baptista, que andava em 12º lugar e rumava para seus primeiros pontos na corrida de estreia. 

Nos minutos finais, Barrichello iniciou o ataque contra Zonta, tirando cerca de oito décimos por volta. Restando cinco minutos e 5s8 segundos, o piloto da Full Time passou a correr não só contra Zonta, mas também contra o relógio. Mais atrás, Campos segurava Casagrande, Nunes, Allam Khodair, Ricardo Maurico, Guga Lima, Cézar Ramos e Felipe Fraga no braço - formando um longo (e disputadíssimo) trem. O grupo foi a sensação da pista nas últimas voltas, tamanha a quantidade de toques e disputas. 

Na briga pela ponta, Zonta conseguiu manter a vantagem para Barrichello. Com cautela e um carro equilibrado, o paranaense levou o carro até o final para vencer pela primeira vez neste ano e manter a tradição de sua equipe de ganhar uma corrida em todas as etapas já disputadas na pista do interior paulista. Cacá Bueno completou o pódio em terceiro, com Campos, Nunes e Ramos se enroscando na primeira curva, deixando o caminho livre para Casagrande ser quarto colocado. 

Mesmo chegando em 16º na segunda corrida, Daniel Serra manteve a liderança com 61 pontos, contra 59 de Barrichello e 55 de Ricardo Maurício. O próximo encontro da Stock Car está marcado para o dia 19 de maio, em Goiânia.

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Confira o que disseram os pilotos:

Thiago Camilo, vencedor da corrida 1: "Essa foi talvez a vitória mais emocionante da minha carreira. Graças a Deus conseguimos provar na pista que temos potencial para brigar pelo título. E que o Andreas (Mattheis) e a Ipiranga Racing formam uma grande equipe que está entre as melhores. 

Como tenho falado em todas as entrevistas, sem querer ser repetitivo, só eu sei o que passei no ano passado pelas dificuldades que enfrentamos. O atleta vive do resultado e não tem como mascarar isso. Independentemente do que você tenha feito no passado, se deixa de figurar entre os primeiros em uma temporada e começa a andar atrás, você deixa de ser o que já foi e aí passa a ser apenas mais um na pista. E precisa ser forte para recuperar a vontade pessoal e voltar a confiar no próprio talento." 

Daniel Serra, segundo colocado na corrida 1: "Foi por pouco. Houve pequenas falhas minhas durante a corrida, mas foi uma corrida muito boa. O meu freio deu uma abaixadinha antes do pit stop e ele (Thiago Camilo) conseguiu abrir uma boa vantagem naquele momento. Quando eu voltei, estávamos muito próximos e eu acho que ali foi a primeira chance que eu tive de tentar passar, mas não deu. Depois, quando eu cheguei nele de novo, eu tinha apenas mais um push para usar, mas não foi o suficiente. Aí chegamos lado a lado na curva 1." 

Ricardo Zonta, vencedor da corrida 2:  "Neste ano, a pontuação da segunda corrida é mais importante ainda do que era no ano passado e a gente teve um pit stop perfeito, que nos devolveu para a pista seis segundos na frente do segundo colocado. O carro se comportou muito bem, apesar de a bomba de combustível estar falhando por causa do calor. Mas o carro estava em ordem e deu para ganhar essa prova. Vamos lutar pelo campeonato este ano”. 

Rubens Barrichello, segundo colocado na corrida 2: "Hoje o dia estava muito quente e eu estava sem água para me hidratar. Nessa segunda corrida, a bomba da minha água não funcionou e isso tornou a prova desgastante. Eu sinto muito pelo problema que a gente teve no box, mas foi uma ótima corrida. Eu e a equipe, a gente ganha e perde juntos. Fizemos uma estratégia foi muito boa. Eu só tenho a agradecer por mais este pódio, que aparentemente nos deu bons pontos, o que me deixa tranquilo e feliz."

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Confira os resultados extra-oficiais:

Corrida 1 

  1. Thiago Camilo (Ipiranga Racing ), 28 voltas em 45min45s
  2. Daniel Serra (Eurofarma RC ), a 0.351
  3. Ricardo Maurício (Eurofarma RC ), a 7.979
  4. Gabriel Casagrande (Crown Racing ), a 12.913
  5. Felipe Fraga (Cimed Racing ), a 15.051
  6. Marcos Gomes (KTF Sports ), a 17.061
  7. Ricardo Zonta (Shell V-Power ), a 20.148
  8. Rubens Barrichello (Full Time Sports ), a 25.007
  9. Diego Nunes (KTF Sports ), a 28.839
  10. Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing ), a 29.726

Corrida 2

  1. Ricardo Zonta ( Shell V-Power ), 26 voltas em 48min42s
  2. Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 4.858
  3. Cacá Bueno ( Cimed Racing ), a 16.615
  4. Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 23.640
  5. Allam Khodair ( Blau Motor Sports ), a 24.326
  6. Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 24.902
  7. Felipe Lapenna ( Cavaleiro Sports ), a 26.229
  8. Cesar Ramos ( Blau Motor Sports ), a 26.806

Classificação do campeonato após duas etapas:

  1. Daniel Serra, 61
  2. Rubens Barrichello, 59
  3. Ricardo Maurício, 55
  4. Thiago Camilo, 49
  5. Felipe Fraga, 49
  6. Ricardo Zonta, 48
  7. Gabriel Casagrande, 48
  8. Julio Campos, 33
  9. Allam Khodair, 31
  10. Marcos Gomes, 30

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Stock Car: Equipe Hot Car cumpre objetivo de pontuar nas duas provas

 Sob um calor de 30 graus no Velo Città, Rafael Suzuki somou 10 pontos no final de semana; Pedro Cardoso ganhou dez posições na primeira prova, somando mais dois, mas foi forçado a abandonar a segunda disputa Rafael Suzuki pontuou nas duas corridas deste domingo no Velo Città (Foto: Vanderley Soares)

Piloto da Hot Car fez dez pontos na segunda etapa da Stock Car (Fotos: Vanderley Soares) . E também foi o mais votado no Fan Push

Pedro Cardoso ganhou dez posições na corrida 1, mas teve de abandonar a segunda (Foto: Vanderley Soares)

Estreante somou seus primeiros pontos na Stock Car (Foto: Vanderley Soares)

A segunda etapa da Stock Car, realizada neste domingo (5) no autódromo do Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), foi quente em todos os sentidos. Sob um sol escaldante e temperatura de 30 graus no horário das duas corridas, o público pôde presenciar várias disputas por posição – e também alguns acidentes. As vitórias nas corridas ficaram com Thiago Camilo e Ricardo Zonta. 

Depois de iniciar o fim de semana já em desvantagem com dois revezes – Pedro Cardoso tinha de largar da última posição cumprindo punição e Rafael Suzuki sofreu um acidente no segundo treino livre – a equipe Hot Car conseguiu somar 12 pontos no final de semana.

“Para nós foi um final de semana muito intenso e difícil, mas ainda conseguimos tirar um pouco de suco dos limões que nos foram dados”, metaforizou Amadeu Rodrigues, chefe da equipe. Rafael Suzuki, que largou da 18ª posição, fechou a primeira disputa em 13º, somando oito pontos; e na segunda prova, um acidente múltiplo na largada por muito pouco não tira o piloto da corrida, a qual concluiu na 19ª colocação. Abaixo Pedro Cardoso e Rafael Suzuki

“O ‘salseiro’ da segunda largada foi o que definiu a minha corrida, infelizmente. O carro estava bom, mas perdi muitas posições para desviar das batidas – e ainda assim aconteceram algumas resvaladas. De positivo, ainda assim conseguimos somar um número razoável de pontos”, afirmou Suzuki, que foi o piloto mais votado no Fan Push – a votação feita no site oficial da Stock Car e cujos vencedores ganham um acionamento extra do botão de ultrapassagem. 

Pedro Cardoso também teve atuação digna de nota na primeira corrida. Largando da última posição, o estreante de 20 anos ganhou dez posições na prova, em um desempenho bastante consistente, finalizando em 19º lugar e somando seus primeiros dois pontos na temporada. Na segunda disputa, no entanto, o brasiliense teve de abandonar ainda na primeira volta após uma quebra causada pela batida múltipla da largada. 

“Pudemos sentir uma evolução, sim. Em um final de semana difícil como este, eu saio esperançoso porque conseguimos um bom desempenho. Ter largado muito atrás foi prejudicial, e acho que eu também teria um bom resultado na segunda corrida se eu não tivesse sido acertado. Achei que conseguiria continuar, mas algumas curvas depois o diferencial do carro acabou se quebrando”, lamentou Pedro. 

Amadeu Rodrigues considera “razoável” o balanço da etapa, justamente pela quantidade de revezes a que a equipe foi submetida antes mesmo do início das corridas. “Olhando simples e puramente pelos resultados, temos de dizer que não foi o que esperávamos; contudo, olhando a quantidade de desafios a que fomos submetidos no final de semana, ter pontuado com os dois carros na primeira corrida e mais um pouco na segunda pode ser considerado positivo. Este tipo de situação nos fortalece como equipe, e é com este espírito que vamos chegar em Goiânia buscando mais evolução”, encerrou o chefe da Hot Car. 

A terceira etapa da Stock Car acontece em duas semanas, no dia 19 de maio em Goiânia (GO).

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

Montagem: Francis Castaings

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Como os "garagistas" contribuíram com a profissionalização da Stock Car

Amadeu Rodrigues (acima) , da Hot Car Competições, é testemunha de uma história que nesta segunda-feira (22), completa exatos 40 anos 

Foi no dia 22 de abril de 1979, no autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul, que começou, pelas mãos de pilotos abnegados e apaixonados, a história da Stock Car. Hoje, a principal categoria do automobilismo brasileiro completa 40 anos de existência, sendo a mais longeva do país e também da América do Sul. 

Durante seus primeiros 15 anos, o personagem da competição foi o Chevrolet Opala, carro que até hoje desperta suspiros nos apaixonados por veículos e por competição. Mecânica simples, carro potente. Uma configuração que atraiu pilotos, preparadores e patrocinadores no início de uma história de evolução que chega aos dias de hoje, com carros bem diferentes – e ainda mais potentes - daqueles que largaram em Tarumã há exatos 40 anos. 

Muitos daqueles preparadores permanecem hoje na Stock Car, como Rosinei Campos (o Meinha), Andreas Mattheis, Mauro Vogel e Amadeu Rodrigues. “Eu tinha equipe no antigo Brasileiro de Marcas, equipe oficial de fábrica, e quando o campeonato acabou eu passei a fazer a preparação de alguns carros na Stock Car e também disputei algumas corridas no meio dos anos 1990, quando a categoria já corria com o Omega. Depois, em 2001, quando o regulamento mudou, os carros mudaram e foram adotados os motores V8, foi o momento de entrar como equipe”, lembra Amadeu Rodrigues, da Hot Car Competições, que tem 40 anos de história no automobilismo e 18 na Stock. 

“No começo apanhamos bastante na adaptação, pois o carro era muito diferente do qual corríamos no Marcas. Então, foi um longo aprendizado. Ter sido uma equipe de fábrica antes foi muito valioso, nos ensinou a ser uma equipe realmente profissional. Diferente dos pilotos, que vêm e vão, os chefes de equipe continuam, felizmente. Claro, há uma nova geração muito boa chegando, com equipes boas, mas nós continuamos com a nossa força e trabalhando incessantemente”, declara Amadeu. 

Amadeu, Mauro, Andreas, Rosinei... Nomes que acumulam centenas de corridas da categoria no currículo, e viram uma mudança significativa de status. Antes considerada uma categoria para pilotos que “se aposentavam”, hoje ela é o sonho de muita criança começando no kart. “Tivemos, e ainda temos, vários pilotos que depois de deixarem a Fórmula 1, ou a Indy, ou outras categorias top do automobilismo internacional, desembarcaram na Stock Car. Mas é um quadro que já está mudando: temos muitos pilotos jovens”, diz Rodrigues. 

O que Amadeu levanta é, na verdade, um dado real. Um terço do grid atual de 28 pilotos tem menos de 26 anos de idade e vários nomes promissores, como Pedro Cardoso (abaixo), da própria Hot Car, com 20 anos recém completados.

Além de estar em uma competição de altíssimo nível, uma equipe como a Hot Car dentro de uma categoria do calibre da Stock Car significa muito mais, principalmente para os 23 funcionários do time que trabalham todos os dias na sede da equipe, um galpão de 1.300 metros quadrados localizado em Cajamar, a poucos quilômetros de São Paulo. “Hoje a gente nem fala mais que é ‘oficina’; nos profissionalizamos, e o trabalho de todos mantém várias famílias graças ao esporte. Tudo o que ganhei na minha vida foi com o automobilismo, pilotando ou fazendo carros. Posso dizer que tenho uma vida tranquila e o time conta com um alicerce forte”, ressalta.

Uma diferença que se reflete na vida dos colaboradores do time. “Faz três anos que a Stock Car entrou na minha vida, e entrou de maneira surpreendente. E fez uma grande revolução na minha vida, ao agregar conhecimento sobre este esporte e colocou pessoas maravilhosas no meu caminho”, confidenciou o motorista da Hot Car, Zaqueu Moreira dos Santos.

“A Stock Car me proporcionou uma vida diferente, que eu não imaginava, e por algum motivo passei a trabalhar aqui. Só quem vive este mundo da categoria sabe como é, e não pretendo deixar isso nunca mais”, emociona-se o auxiliar de box Anderson Moreira Pinto.

“Tudo o que conquistei na minha vida foi graças à Stock Car. Tudo o que faço é porque eu amo. Corrida a gente ganha, a gente perde, mas continuamos aqui trabalhando com muita paixão, vontade e determinação”, aponta o mecânico Renato Ferreira da Silva, dentro da categoria desde 1992. 

Na temporada 2019, a do marco histórico dos 40 anos, a Hot Car conta com os pilotos Rafael Suzuki (abaixo) , de 31 anos, e com o estreante Pedro Cardoso, de 20.

Texto: Hot Car Competições - Fotos: Vanderley Soares

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Dez Feras na pista - Os carros que já participaram da Stock Car Brasil 

Todos os carros da Stock Car: especial 40 anos

Opala campeão de 1979, com Paulo Gomes. Estreia: 1979

Opala Hidroplas campeão com Zeca Giaffone. Estreia: 1987 (Arquivo Stock Car)

Opala Protótipo da dupla Ingo/Giombelli. Estreia: 1990 (Arquivo Stock Car)

Omega campeão de 1996 com Ingo Hoffmann. Estreia: 1994 (Arquivo Stock Car)

Vectra com estrutura tubular, campeão com Chico Serra na estreia (2000) (Duda Bairros/Stock Car)

Chevrolet Astra campeão com Giuliano Losacco no ano de estreia (2005) - (Duda Bairros/Stock Car)                           

Mitsubishi Lancer que estreou em 2006 com título de Cacá Bueno (Duda Bairros/Stock Car)

Volkswagen Bora pilotado por Rodrigo Sperafico. Estreia: 2006 (Duda Bairros/Stock Car)

Peugeot 307 estreou em 2007. Foi campeão com Ricardo Maurício (2008) (Duda Bairros/Stock Car)

Peugoet 408 Sedan pilotado por Ricardo Sperafico. Estreia: 2011 (Duda Bairros/Stock Car)

Chevrolet Sonic estreou em 2012. Na foto, com Cacá Bueno (Duda Bairros/Stock Car)

O Chevrolet Cruze é o atual modelo da Stock. Estreou em 2016 (Duda Bairros/Stock Car)

O cockpit (cabine de pilotagem) do Cruze de corrida é sofisticado (Duda Bairros/Stock Car)

O piloto literalmente se encaixa no cockpit do moderno Cruze de competição (Duda Bairros/Stock Car)

Obs.: De 1987 a 1989, na versão Chevrolet Opala Caio-Hidroplas. De 1990 a 1993, versão Chevrolet Opala Protótipo.

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação -

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Daniel Serra faz história no Velopark

Vitória mais que emocionante de Daniel Serra na StockCar 500 o iguala ao pai, um dos grandes o automobilismo brasileiro

Em um dos momentos mais especiais dos 40 anos de história do Campeonato Brasileiro de Stock Car, o paulista Daniel Serra tornou-se o vencedor da corrida número 500 da categoria, em uma prova que teve de tudo: chuva, caça ao líder, equipe novata na liderança e uma inteligente jogada estratégica no final que decidiu as primeiras colocações. Com a vitória, Serrinha juntou-se ao pai, Chico Serra, no clube dos vencedores “centenários”. Chico faturou a StockCar 100. Os demais são Xandy Negrão (200), Cacá Bueno (300) e Thiago Camilo (400) foto abaixo.

O pódio foi completado por Rubens Barrichello e Ricardo Maurício, que fez uma bela corrida de recuperação. A largada foi realizada em fila indiana devido ao piso escorregadio em função da chuva que vem caindo na região desde a sexta-feira. O pole position Thiago Camilo largou bem e garantiu a ponta, seguido muito de perto por Daniel Serra e Rubens Barrichello.

Logo na segunda volta, Marcos Gomes mergulhou por dentro e tomou a quarta posição de Nelson Piquet Jr. Pouco depois, Marcel Coletta e Pedro Cardoso, dois estreantes, rodaram e perderam muitas posições.

Enquanto isso, Camilo e Serra travavam uma intensa disputa pela liderança. Serrinha usou o botão de ultrapassagem para atacar e Camilo para se defender das investidas do atual campeão da Stock Car, que terminaria o dia como vencedor. Mais atrás, Max Wilson, César Ramos e Gabriel Casagrande protagonizaram uma disputa emocionante pela décima posição, com os três entrando juntos em algumas curvas do Velopark – o que levantou a torcida nas arquibancadas.

Com trinta minutos restantes para o final da StockCar 500, Thiago Camilo, que inicialmente foi muito pressionado por Daniel Serra, conseguiu abrir pouco mais de dois segundos e meio de vantagem para o segundo colocado, dando a entender que iniciaria a arrancada rumo a uma vitória tranquila. 

Na 17ª volta, Guga Lima escapou da pista e se chocou contra a barreira de pneus. O incidente provocou a entrada do safety car e acabou anulando a vantagem construída a muito custo por Camilo sobre Serra. Também naquele trecho do traçado, durante os classificatórios do sábado, Átila Abreu escapou e sofreu o acidente que o afastou da corrida deste domingo, devido a uma fissura na vértebra L2. O piloto sorocabano deve passar por uma bateria de exames de avaliação, mas a princípio está escalado para voltar à pista na próxima etapa.

Na relargada, autorizada na 21ª volta, Camilo novamente usou habilidade para bloquear Daniel Serra e manter a ponta, aproveitando a presença de Denis Navarro, que no momento era retardatário e se viu preso entre os dois líderes. Foi então que o maior drama da prova começou. A chuva que caiu forte no sábado durante a classificação voltou com intensidade e obrigou a colocação dos pneus para pista molhada. A corrida começou a ser decidida.

Uma volta após fazer sua parada, Thiago Camilo (abaixo) errou no piso molhado, saiu da pista e foi superado por Marcos Gomes. Dessa forma, o campeão de 2015 ocupava a liderança com um carro da equipe KTF Sports, time estreante na categoria. Mas Daniel Serra, que ganhou a posição de Camilo após atrasar sua parada, conseguiu voltar para a pista na ponta – surpreendendo também por optar pelos pneus slick ao invés dos para chuva. A mesma estratégia foi adotada por Barrichello, que agora deixava Marcos Gomes em terceiro.

A 13 minutos do final, Camilo partiu para cima de Marcos Gomes na tentativa de tomar a terceira posição. Marquinhos soube se defender inicialmente, mas acabou perdendo o posto para o rival, que usou o botão de ultrapassagem para garantir a manobra. O piloto da KTF acabaria perdendo rendimento devido a uma falha no motor, e com isso também seria ultrapassado por Felipe Fraga.

Na dianteira do pelotão, Daniel Serra abria uma vantagem inimaginável em uma corrida extremamente competitiva e imprevisível. Com mais de dez segundos à frente de Rubens Barrichello, o segundo colocado, o filho de Chico Serra praticamente garantiu a vitória com uma condução calma e sem assumir riscos desnecessários. Mesmo assim, Serrinha chegou a colocar uma volta em Thiago Camilo, àquela altura o quarto colocado

O que disseram os protagonistas:

Daniel Serra, piloto vencedor: "Estava chovendo e eu comecei a fazer as contas: vi que não compensava colocar pneus de chuva, pois ela estava ameaçando parar. Aí, eu pensei: nós corremos a temporada toda, nos últimos dois anos, sendo cautelosos. Mas nessa não! Eu decidi correr do jeito prazeroso (e ficar com os pneus slick). Arriscamos (na estratégia), achei que ia dar certo. E estou muito feliz por essa decisão!" 

Rosinei Campos, equipe vencedora: "Foi bastante difícil a decisão (de trocar para pneus de chuva ou não). E teve bastante confusão para administrar os dois carros, pois tínhamos uma janela limitada. Mas o Daniel resolveu permanecer na pista e a gente segurou o Ricardo também. Aí o Daniel tomou a decisão de continuar com pneus slick porque ele sentiu que ia parar de chover e que poderia continuar. Fizemos isso nos dois carros e foi muito acertado. Devemos muito a ele (Daniel Serra) essa decisão." 

Rubens Barrichello, segundo colocado: "Que sufoco! Que vitória poder dar isso para essa galera que trabalha muito. Os competidores que estavam com pneu de chuva brigavam entre eles, então eu decidi ficar quietinho. Mas o Cacá voltou com tudo, batemos e quebrou o esterço do volante. Para a direita não tinha curso, tinha que fazer bem devagar, e para a esquerda virava demais, então foi (como) uma vitória. Eu fico muito feliz em dar esse pódio para essa galera que trabalha tanto!" 

Ricardo Mauricio, terceiro colocado: "Eu sabia que muita gente tinha entrado no box para o pit stop na primeira volta (da janela de paradas), logo que o box abriu. E a preferência na nossa equipe é sempre para o piloto que está na frente, então o Daniel tinha a preferência. Em uma parte da pista estava chovendo, na outra nem tanto, com seis voltas de box aberto. Aí me mandaram entrar e vi que muita gente já tinha entrado para trocar os quatro pneus. A gente só ia trocar dois, pois estávamos mais rápidos. Depois comecei a ter um pouco mais de cautela para passar o pessoal que estava com pneu de chuva, pois sei que não é fácil andar com pneu de chuva no seco."

Confira abaixo o resultado extra-oficial:

  • 1 . Daniel Serra ( Eurofarma RC ), 46 voltas
  • 2 . Rubens Barrichello ( Full Time Sports ), a 22s893
  • 3 . Ricardo Maurício ( Eurofarma RC ), a 44s775
  • 4 . Thiago Camilo ( Ipiranga Racing ), a 1 volta
  • 5 . Felipe Fraga ( Cimed Racing ), a 1 volta
  • 6 . Marcos Gomes ( KTF Sports ), a 1 volta
  • 7 . Nelson Piquet Jr ( Full Time Sports ), a 1 volta
  • 8 . Cesar Ramos ( Blau Motor Sports ), a 1 volta
  • 9 . Gabriel Casagrande ( Crown Racing ), a 1 volta
  • 10 . Julio Campos ( Prati-Donaduzzi Racing ), a 1 volta

Momentos da prova

Texto e fotos VICAR PROMOÇÕES DESPORTIVAS - Departamento de Comunicação - Eduardo Antonialli / Eduardo Mantovani

Montagem: Francis Castaings

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Daniel Serra é bicampeão da Stock Car; Ricardo Zonta vence corrida final em Interlagos

Arquibancadas lotadas, corrida agitada e pilotos tensos marcaram a Hero Super Final, prova que encerrou a temporada 2018 da Stock Car e coroou Daniel Serra (acima junto com seu pai Chico Serra)  com seu segundo título consecutivo; Felipe Fraga ficou com o vice.

O Autódromo de Interlagos recebeu a Stock Car de casa cheia na manhã deste domingo (9) em São Paulo para a Hero Super Final, corrida que decidiu o título da temporada 2018. Sob sol e calor, os 40 minutos da disputa foram agitados e tensos para os postulantes ao título Daniel Serra, que largou em terceiro, e Felipe Fraga, que saiu do 18º lugar.

Na bandeira quadriculada, a vitória ficou com Ricardo Zonta (abaixo) , enquanto Serra cruzou a linha de chegada em quarto lugar – uma posição à frente de Fraga – para selar a conquista do bicampeonato da principal categoria do automobilismo brasileiro.

“Foi muito tenso, porque você nunca sabe o que pode acontecer. Tem coisa que a gente não controla. Nos preparamos da maneira mais minuciosa possível, com um carro bem conservador para chegar no final”, lembrou Serra. “Então fui sofrendo um pouco com o desgaste de pneu, mas a gente fica nervoso: durante a corrida eu achei que o pneu furou umas seis vezes, de tão tenso que a gente fica. Muito nervosismo, mas sempre controlamos sabendo onde o Felipe (Fraga) estava, controlando o uso dos botões de ultrapassagem, mas estou muito feliz”, disse.

Na votação do último Fan Push do ano, os dois postulantes ao título estavam entre os eleitos. Além de Serra e Fraga, levaram o acionamento extra do botão de ultrapassagem os pilotos Bia Figueiredo, Lucas di Grassi, Bruno Baptista e o estreante Gaetano di Mauro.

As luzes vermelhas se apagaram e Ricardo Zonta manteve a ponta na largada seguido de Julio Campos, Cacá Bueno e Gabriel Casagrande, que pularam à frente de Daniel Serra, o terceiro no grid. Felipe Fraga, saindo de 18º, ganhou duas posições nos dois giros iniciais e continuava a escalada. Julio Campos tomou a ponta de Zonta na abertura da terceira volta, enquanto Casagrande colocava pressão sobre Cacá.

Em quinto, Serra mantinha o controle da situação apesar da pressão de Antonio Pizzonia (abaixo no Cruze nº1) . Zonta usou o botão de ultrapassagem para retomar a liderança na volta 4, e a dupla de líderes ia abrindo distância em relação ao restante do pelotão. Volta 5, e Campos continua com o rodízio de líderes ao reassumir a ponta.

Cacá começou a perder posições depois de levar um toque: a carenagem do carro começou a interferir no pneu traseiro esquerdo, e abandonou a corrida logo em seguida. Casagrande assumia o terceiro lugar trazendo Daniel Serra consigo – justamente na posição que lhe garante o título mesmo que Fraga vencesse (era o 14º no momento).

Em sua participação final na Stock Car, Lucas di Grassi subia da 17ª para a 10ª posição nas voltas iniciais. Zonta retomou a ponta na oitava volta e começou a abrir distância. Na volta 10 começaram os pit stops. Entre os líderes, Julio Campos (abaixo) , Daniel Serra e Ricardo Maurício foram aos boxes. Ricardo Zonta parou no giro seguinte. Rubens Barrichello, ainda sem parar, aparecia na liderança depois de ter largado em 23º; Átila Abreu optou por estratégia semelhante ao fazer seu pit stop nas voltas finais da janela obrigatória e também chegou a liderar a prova.

A ordem se restabeleceu depois que todos os pilotos realizaram suas paradas para abastecimento e troca de pneus, com Ricardo Zonta em primeiro, Julio Campos em segundo e Gabriel Casagrande em terceiro. Ricardo Maurício, Daniel Serra, Antonio Pizzonia, Gaetano di Mauro, Marcos Gomes, Lucas di Grassi e Felipe Fraga (abaixo) fechavam os dez primeiros.

A tensão entre os postulantes ao título foi aumentando no final da corrida. Lucas di Grassi tomou o quinto lugar de Serra, e o líder do campeonato tinha atrás de si Marcos Gomes e Felipe Fraga, pilotos da Cimed Racing. Fraga usou do jogo de equipe para passar Gomes, campeão de 2015, e ficar em sétimo exatamente atrás de Serra. 

Na última volta, Serra voltou a passar di Grassi, e Fraga embarcou na mesma tentativa, tirando o piloto da Hero Motorsport da corrida na curva do Laranjinha. 

Na bandeirada, Ricardo Zonta conquistou sua primeira vitória na temporada e formou um pódio 100% paranaense tendo Julio Campos em segundo e Gabriel Casagrande em terceiro. Agora bicampeão, Daniel Serra cruzou a linha de chegada como bicampeão em quarto lugar, seguido de Felipe Fraga e Rubens Barrichello fechando os cinco primeiros.

Vencedor da prova, Ricardo Zonta (abaixo) destacou o trabalho do time e a perfeição de seu carro em qualquer que fosse a condição da pista durante o final a etapa final da temporada. “O final de semana inteiro o meu carro esteve entre os três primeiros, fosse na chuva ou na pista seca. Na corrida a maior dificuldade seriam as cinco primeiras voltas, mas consegui me manter bem próximo e depois abrir uma boa vantagem. No pit stop a equipe trabalhou muito bem e saí com uma vantagem que depois foi só administrar. Estou feliz por mim e pela equipe com este encerramento de temporada”, afirmou o paranaense da Shell V-Power.

Na reta dos boxes, após a prova, foi montada a recepção para o campeão de 2018 da Stock Car. Daniel Serra subiu no carro, cercado por membros da equipe Eurofarma RC e da torcida, e no pódio especial recebeu o troféu de campeão das mãos de Alberto Leite, da Hero, e do tricampeão Chico Serra.

“Agora é o momento em que toda a dedicação vale a pena;  penso nisso 24 horas por dia e faço tudo para chegar o mais bem preparado possível nos finais de semana. Só a minha esposa sabe o quanto eu me preparo e me dedico para evoluir como piloto. Aos poucos a ficha vai caindo. É muito legal ter meus amigos aqui, a minha equipe... Todo mundo faz parte disso. É muito especial”, continuou Daniel.














O piloto de 34 anos soma dois títulos, contra três de seu pai, Chico Serra, tricampeão nos anos de 1999, 2000 e 2001. “Eu nunca pensei nos números do meu pai, mas ter conseguido dois títulos consecutivos – e ele venceu três – ia ser legal. Se eu conseguir chegar perto do que o meu pai fez, a minha carreira terá sido muito bem-sucedida”, concluiu o novo bicampeão da Stock Car. 

Vice-campeão de 2018, Felipe Fraga cumpriu a promessa de lutar até o final e fez uma corrida impecável, partindo do 18º lugar para chegar em quinto. E fez um resumo da temporada. “Foi um campeonato muito bom. Estou feliz porque, como piloto, a minha performance melhorou, a cada ano mais. Mesmo eu não tendo  sido campeão, eu acho que sou um Felipe melhor do que 2016 e melhor ainda que 2017. É uma pena, faltou pouco”, falou, antes de elogiar o adversário.

“O título está em boas mãos, sem dúvida, mas vamos trabalhar ainda mais no ano que vem. Estarei com a mesma equipe, que é a equipe perfeita. Esse ano muita coisa saiu do nosso controle e isso tirou a gente de estar em uma disputa mais mano a mano. Temos que dar o mérito para o Daniel e para equipe dele. Trabalharemos mais para o ano que vem, acertaremos os erros e os detalhes para vir com tudo de novo”, fechou Felipe Fraga. 

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Resultado – Hero Super Final*:

  1. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) – 25 voltas em 41min51s513 (154,4 km/h)
  2. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) – a 4s414
  3. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) – a 5s894
  4. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) – a 15s670
  5. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) – a 16s271
  6. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) – a 16s359
  7. 80 Marcos Gomes (Cimed Chevrolet Racing Team) – a 16s587
  8. 1 Antonio Pizzonia (Prati-Donaduzzi Racing) – a 19s415
  9. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) – a 19s725
  10. 544 Gaetano di Mauro (Hero Motorsport) – a 20s519

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Daniel Serra e a equipe Eurofarma RC foram os grandes campeões da temporada 2018 da Stock Car entre pilotos e equipes. Com 338 pontos, Serra fechou o ano com seu segundo título consecutivo, ao passo que sua equipe fechou a fatura com 548 pontos entre os times.

Confira a classificação final do campeonato de pilotos:

  1. Daniel Serra, 338 pontos
  2. Felipe Fraga, 310
  3. Julio Campos, 252
  4. Rubens Barrichello, 242
  5. Max Wilson, 210
  6. Átila Abreu, 208
  7. Marcos Gomes, 202
  8. Ricardo Zonta, 184
  9. Cacá Bueno, 172
  10. Gabriel Casagrande, 155

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A classificação final do campeonato de Equipes:

  1. Eurofarma RC, 548 pontos
  2. Cimed Chevrolet Racing, 482
  3. Shell V-Power, 392
  4. Prati-Donaduzzi Racing, 296
  5. Full Time Sports, 296
  6. Cimed Chevrolet Racing Team, 251
  7. Vogel Motorsport, 179
  8. Ipiranga Racing, 155
  9. Hero Motorsport, 153
  10. Blau Motorsport, 134


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Zonta e Max vencem em Goiânia; Fraga diminui diferença para Serra de olho na final de Interlagos 

Penúltima etapa da temporada, realizada neste domingo (4) na capital goiana teve duas corridas recheadas de disputas. Etapa final acontece em São Paulo no dia 9 de dezembro 

Ricardo Zonta e Max Wilson foram os grandes vencedores da 11ª e penúltima etapa da temporada, realizada neste domingo (4) em Goiânia (GO). O público encheu as arquibancadas e camarotes do autódromo e pôde testemunhar duas corridas de altíssimo gabarito, cheias de disputas e ultrapassagens.

Quem também pode se considerar um vencedor na etapa é Felipe Fraga. O piloto da Cimed Chevrolet Racing foi ao pódio nas duas provas, com dois terceiros lugares, e diminuiu de 34 para 25 pontos a diferença que o separa do líder Daniel Serra (abaixo nos treinos na chuva) , que foi quarto e sexto no Autódromo Internacional de Goiânia. A etapa final, em Interlagos, será disputada em uma única corrida que valerá o dobro de pontos, restando ainda 60 em jogo. A matemática agora coloca 297 a 272 para o piloto da Eurofarma RC, e a dupla é a única com chances de conquistar o título da temporada.

Destaque no fim de semana foram também os pódios conquistados por Diego Nunes (abaixo)  na primeira corrida e por Nelsinho Piquet na segunda, ambos com o segundo lugar. Os companheiros de equipe subiram ao pódio pela primeira vez na temporada.

Como foi a primeira prova

Ricardo Zonta foi o vencedor da primeira corrida da Stock Car em Goiânia, prova marcada por uma espetacular disputa entre os dois postulantes ao título: Daniel Serra, que largou na pole, e Felipe Fraga, duelaram pelo terceiro lugar até a linha de chegada, com vantagem para Fraga. Diego Nunes (abaixo) foi o segundo colocado.

Na largada, Daniel Serra manteve a ponta seguido por Felipe Fraga, Ricardo Zonta e Diego Nunes. Rubens Barrichello fez largada espetacular ao sair de 13º para o sétimo lugar nas voltas iniciais. Enquanto o líder se mantinha à frente, Zonta usou o botão de ultrapassagem para tomar o segundo lugar de Fraga na quinta volta. Em seguida, o paranaense partiu para o ataque em cima do piloto da Eurofarma RC.

O carro de Lucas di Grassi ficou parado na entrada para os boxes na volta 14. No giro seguinte, Serra foi aos boxes para sua parada obrigatória, enquanto Zonta se manteve na pista com Felipe Fraga em segundo. Barrichello também optou por continuar e subiu para o terceiro lugar, à frente de Nelsinho Piquet. 

Ricardo Zonta fez seu pit stop uma volta depois, enquanto Fraga entrou na abertura do 17º giro – ambas as estratégias funcionaram perfeitamente, uma vez que o campeão de 2016 retornou à pista imediatamente à frente do campeão de 2017. E Zonta ainda saiu à frente de Diego Nunes.

Depois de todas as paradas obrigatórias, até a 20ª volta, a ordem foi restabelecida com Ricardo Zonta na liderança seguido de Diego Nunes, Felipe Fraga, Daniel Serra e Gabriel Casagrande em quinto. 

Serra superou Fraga na abertura da 25ª volta pelo terceiro lugar e iniciaram uma batalha de trocas de posição que durou até a volta final. Fraga usou o botão de ultrapassagem e passou Serra na abertura do último giro para garantir o último degrau do pódio (com os dois colados na linha de chegada) e descontar três pontos da diferença que o separa de Daniel na tabela do campeonato – de 34 para 31 pontos.

A vitória ficou nas mãos de Ricardo Zonta – sua segunda na temporada e quinta na carreira -, com Diego Nunes em um excelente segundo lugar. Fraga e Serra ficaram em terceiro e quarto, com Gabriel Casagrande em quinto. Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet, Julio Campos, Átila Abreu e Cesar Ramos fecharam os dez primeiros que largaram em ordem invertida na segunda corrida.

Como foi a segunda corrida

Max Wilson foi o vencedor da segunda corrida da tarde deste domingo em Goiânia. O piloto da Eurofarma RC conquistou sua segunda vitória na temporada e trouxe consigo ao pódio Nelsinho Piquet (abaixo)  em um excelente segundo lugar - seu primeiro pódio na Stock Car - e Felipe Fraga repetindo o terceiro posto da primeira prova – tirando mais seis pontos da desvantagem a Daniel Serra, que chegou em sexto.

Assim como a primeira, a segunda corrida foi recheada de disputas. Décimo colocado na primeira disputa, Cesar Ramos largou na frente. Na segunda volta, foi ultrapassado por Julio Campos, mas tomou a posição de volta. De terceiro, Átila pulou para a ponta na quarta volta fazendo o bom uso do botão de ultrapassagem – tendo sido, inclusive, um dos seis vencedores do Fan Push (ao lado de Lucas di Grassi, Bruno Baptista,  Thiago Camilo, Antonio Pizzonia e  Felipe Fraga). Ramos, em segundo, saiu da pista e teve de abandonar a corrida na sexta volta com problemas no motor.

Julio Campos assumia o segundo lugar, com Nelsinho Piquet em terceiro, Gabriel Casagrande (abaixo)em quarto e Rubens Barrichello em quinto. Daniel Serra e Felipe Fraga continuavam próximos um do outro na sexta e na sétima posições.

Atrás de Campos, grande disputa entre Piquet, Casagrande e Barrichello. Enquanto isso, Átila já abria mais de dois segundos na liderança. Na décima volta, Átila teve de cumprir um drive-through por queima de largada. Assim, Julio Campos assumiu a liderança, seguido de Barrichello (Abaixo), Casagrande, Piquet, Serra e Fraga fechando os seis primeiros.

Vencedor da Corrida do Milhão em Goiânia, Rubens Barrichello passou a pressionar Campos  (ambos abaixo) ainda antes da abertura da janela de pit stops. No entanto, o carro #111 passou a apresentar uma vibração no capô e na parte frontal do assoalho, ocasionada por algum toque – e logo perdeu o segundo lugar para Gabriel Casagrande. 

Na abertura dos pits, na 15ª volta, Barrichello e Casagrande foram os primeiros a parar, enquanto Campos e Piquet seguiram na pista. Rubinho acabou abandonando a corrida, ao passo que Campos e Piquet pararam na 16ª volta. O piloto da Prati-Donaduzzi voltou à frente do competidor da Full Time Bassani e na saída Max Wilson colocou-se entre os dois. 

Quem se deu muito bem nas paradas foi Daniel Serra (abaixo). Com ótima parada, o líder do campeonato retornou colocando Piquet e Casagrande entre ele e Fraga. A estratégia lhe rendeu o terceiro lugar, exatamente atrás de Campos e do companheiro de equipe Max Wilson. 

Na 21ª volta, Fraga superou Casagrande pelo quinto lugar e Piquet passou Serra pela terceira posição. Na volta seguinte, Fraga superou Serra e os dois iniciaram a mesma saga de trocas de posição vista na primeira corrida.

Julio Campos perdeu a liderança para Max Wilson (Abaixo) e Nelsinho Piquet, que fazia sua melhor exibição na temporada ao colocar muita pressão sobre o #65. Felipe Fraga conseguiu subir mais posições e assumiu o terceiro posto colocando Julio Campos e Gabriel Casagrande entre ele e Serra.

No giro final, Campos passou a enfrentar problemas, tendo sido superado por Lucas di Grassi e passando a suportar a pressão de Serra, Vitor Genz e Allam Khodair – que conseguiram ultrapassa-lo.

Na linha de chegada, Max Wilson conquistou sua segunda vitória na temporada – e 12ª da carreira. Nelsinho Piquet foi ao pódio pela primeira vez com o excelente segundo lugar, seguido de Felipe Fraga (abaixo), que fica como o maior pontuador da etapa ao repetir a terceira posição da primeira prova.

Lucas di Grassi recuperou-se para um bom quarto lugar, seguido de Gabriel Casagrande, Daniel Serra, Vitor Genz, Allam Khodair, Julio Campos, e Rafael Suzuki fechando os dez primeiros. Abaixo os vencedores da votação receberam o Fan Push das mãos de Falcão, do futsal 

Resultado da Corrida 1*:

  1. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - 29 voltas em 42min34s864}
  2. 70 Diego Nunes (Full Time Bassani) - a 3s159
  3. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - a 6s174
  4. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 6s308
  5. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) - a 11s474
  6. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 17s500
  7. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 18s529
  8. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 21s903
  9. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - a 23s369
  10. 30 Cesar Ramos (Blau Motorsport) - a 23s783

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Ricardo Maurício levou o Troféu Lubrax de Melhor Ultrapassagem de Londrina

Nelsinho Piquet foi pela primeira vez ao pódio com o segundo lugar

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MELHOR VOLTA: Ricardo Zonta, 1min25s541 (161,3 km/h)

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*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

Resultado da Corrida 2*:

  1. 65 Max Wilson (Eurofarma RC) - 29 voltas em 42min49s628
  2. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 0s435
  3. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - a 4s447
  4. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) - a 6s227
  5. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) - a 7s030
  6. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 8s159
  7. 46 Vitor Genz (Eisenbahn Racing Team) - a 9s229
  8. 18 Allam Khodair (Blau Motorsport) - a 9s306
  9. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 10s112
  10. 8 Rafael Suzuki (Bardahl Hot Car) - a 11s308

Classificação do Campeonato:

  1. Daniel Serra, 297 pontos
  2. Felipe Fraga, 272
  3. Rubens Barrichello, 209
  4. Julio Campos, 198
  5. Max Wilson, 197
  6. Átila Abreu, 185
  7. Marcos Gomes, 175
  8. Ricardo Zonta, 174
  9. Cacá Bueno, 169
  10. Thiago Camilo, 129

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Velo Città vive déjà vu em novas vitórias de Felipe Fraga e Átila Abreu. Daniel Serra ressurge

No intenso calor do interior paulista, Stock Car disputou a nona etapa da temporada 2018; líder do campeonato respira ao conquistar dois segundos lugares nas provas deste domingo (23)  

A nona etapa da temporada 2018 da Stock Car, disputada neste domingo (23) em Mogi Guaçu (SP), foi quase uma repetição da rodada dupla de 2017. Os vencedores, pelo menos, foram os mesmos: Felipe Fraga venceu a corrida 1, em sua 100ª participação na Stock Car, e Átila Abreu triunfou na segunda prova.

O público compareceu em peso ao autódromo do Velo Città, sob um calor de 33 graus. A temperatura da pista em 62 graus trouxe um fator a mais para os pilotos lidarem durante as disputas no técnico circuito de 3.438 metros. Quem se deu muito bem foi o líder do campeonato Daniel Serra, que se recuperou de uma etapa negativa em Cascavel, onde não pontuou, para ser o maior pontuador deste domingo ao conquistar dois segundos lugares.

Corrida 1 - Na primeira disputa do dia, deu Felipe Fraga. O piloto da Cimed Chevrolet Racing, que completou sua 100ª corrida na Stock Car, largou da segunda posição, perdeu um posto na largada e contou com infortúnios de seus adversários para garantir sua terceira vitória na temporada. 














Saindo na pole, Marcos Gomes (abaixo)  manteve a liderança na largada e ganhou a companhia de Gabriel Casagrande, que fez excelente saída para tomar o segundo lugar de Felipe Fraga. Na sétima volta, o líder recebeu o aviso da direção de prova de que devia se dirigir aos boxes para consertar a luz de freio traseira, que não funcionava – e o regulamento determina que as luzes estejam em pleno funcionamento. O campeão de 2015 entrou nos boxes no final da nona volta e optou por abandonar a disputa e retornar na segunda corrida enquanto o time procedia com o reparo.

Na 12ª volta, Lucas di Grassi tomou o sexto lugar de Julio Campos. No giro seguinte, o líder Casagrande fez sua parada de box e trouxe Felipe Fraga consigo. Na disputa dos pit stops, Fraga levou a melhor, enquanto o piloto da Vogel entrava em desespero: quando seu carro saiu, a roda traseira direita se soltou, forçando-o a parar. 

Depois que todos fizeram suas paradas, Fraga se consolidou na frente, com Daniel Serra em segundo e Cacá Bueno fazendo pressão no líder da temporada. No final, as coisas ficaram ainda mais tranquilas para Felipe Fraga, já que o safety car interveio depois que o carro de Rafael Suzuki ficou parado na pista, recebendo a bandeira quadriculada em bandeira amarela.

“Essa vitória foi muito especial aqui no Velo Città por ser minha corrida 100 e, principalmente, por seguir ainda mais forte na disputa pelo título do campeonato com a Cimed Racing. Agradeço todos do box, o nosso pit-stop foi perfeito e vamos seguir na luta pelo bicampeonato”, afirmou o tocantinense, que viu, no fim da etapa, sua diferença para o líder Serra subir de 12 para 17 pontos.

Corrida 2 - A segunda prova também foi quente e disputada. A vitória no complemento da rodada dupla ficou com Átila Abreu (abaixo) , que assim como Felipe Fraga, vencedor da primeira corrida, repete o resultado obtido no autódromo do interior paulistano em 2017. Daniel Serra, maior pontuador da etapa, fechou novamente em segundo, com Rubens Barrichello indo ao pódio com o terceiro lugar

A prova começou com alguma dose de tensão, especialmente para o primeiro piloto do grid. O carro de Felipe Lapenna, que largaria da pole na inversão dos dez primeiros colocados da primeira prova, apagou na hora de sair para a volta de apresentação. Assim, a dupla da Shell V-Power – Átila Abreu e Ricardo Zonta – largou na frente. Nelsinho Piquet fez largada espetacular pulando da quarta para a segunda posição na saída, superando Átila Abreu e ficando atrás apenas de Zonta. 

Logo depois, Átila retomou o segundo lugar, mas Nelsinho continuou fazendo pressão e tendo Lucas di Grassi atrás de si. Na quarta volta, o piloto da Hero ultrapassou o concorrente para assumir a terceira posição.

Na sétima volta, Bia Figueiredo perdeu o controle do carro na curva 1 e acabou acertando Gabriel Casagrande. A batida causou a entrada do carro de segurança enquanto Zonta e Abreu lideravam a corrida, com Di Grassi e Piquet em terceiro e quarto.

Na relargada, Zonta (acima) conseguiu abrir margem enquanto Átila tentava se defender da pressão de Lucas di Grassi, Nelsinho Piquet e Daniel Serra. O líder do campeonato usou o push to pass para ultrapassar Piquet na abertura da 12ª volta. No final do giro, Zonta foi para os boxes fazer seu pit stop. Seu companheiro de equipe parou duas voltas depois e retornou à frente. Di Grassi abandonou após um toque com Pizzonia quando saía de sua parada de box.

Atrás de Thiago Camilo, o sexto colocado, Felipe Fraga e Ricardo Maurício tentavam subir posições em uma briga envolvendo os três carros, e que logo ganhou a companhia de Valdeno Brito e Nelsinho Piquet  (abaixo) . Serra pressionava Zonta pelo segundo lugar, usou o push e tentou passar por fora na primeira curva; sem sucesso, ganhou a companhia de Rubens Barrichello na disputa pelo segundo lugar.

Átila respirava tranquilo com mais de três segundos de vantagem na frente. Na abertura da última volta, tanto Serra como Barrichello ultrapassaram Ricardo Zonta, impedindo a dobradinha da equipe. No fim, a vitória ficou com Átila Abreu, também repetindo o desempenho de 2017, quando venceu a segunda corrida no Velo Città; Daniel Serra (abaixo) repetiu o segundo lugar na primeira prova e Rubens Barrichello fechou o pódio na terceira posição.

“O calor trouxe muito desgaste, e o que mais pegou foi a temperatura do asfalto, que chegou a 62 graus. São 12 curvas, subidas, descidas e uma reta não muito longa. Juntando tudo isso, pode-se imaginar o desgaste para o piloto e o equipamento. Eu e o Zonta tínhamos um ritmo parecido, e quando ele fez o pit eu tratei de forçar o ritmo usando o push para abrir vantagem; no meu abastecimento, coloquei pneus novos e o carro ficou perfeito, com um equilíbrio sensacional. Fui abrindo distância e nas últimas voltas eu só administrei. Foi um final de semana muito positivo para todos da equipe, e estou muito satisfeito”, disse Átila, que se coloca como o maior vencedor da temporada com três triunfos, empatado no quesito com Felipe Fraga e Lucas di Grassi (abaixo) .

A tabela do campeonato traz algumas mudanças importantes após a etapa de Mogi Guaçu. Daniel Serra, que depois de não pontuar em Cascavel sai do interior paulista como o maior pontuador da etapa, abriu mais cinco pontos de vantagem e agora tem 17 sobre Felipe Fraga (234 a 217).

Cacá Bueno (acima) é o novo terceiro colocado na tabela, com 163 pontos, enquanto Rubens Barrichello também subiu de quinto para quarto com o terceiro lugar conquistado neste domingo, somando agora 161 – apenas um à frente de Marcos Gomes. Max Wilson (159), Julio Campos (157), Átila Abreu (141), Ricardo Zonta (122) e Lucas di Grassi (115) fecham os dez primeiros da classificação geral da Stock Car após nove etapas.

Faltando três para o encerramento da temporada, o próximo compromisso da principal categoria do automobilismo brasileiro acontece em Londrina (PR) no dia 21 de outubro.

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Resultado da Corrida 1*:

  1. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - 27 voltas em 41min53s283
  2. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 2.478
  3. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing) - a 7.258
  4. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 13.434
  5. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) - a 14.819
  6. 21 Thiago Camilo (Ipiranga Racing) - a 15.072
  7. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 16.623
  8. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - a 17.803
  9. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - a 18.960
  10. 110 Felipe Lapenna (Cavaleiro Contuflex) - a 23.079

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MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min30s396 (136,9 km/h)

*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

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Resultado da Corrida 2*:

  1. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - 26 voltas em 42min46s284
  2. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 2.280
  3. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 2.656
  4. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - a 3.723
  5. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 6.300
  6. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - a 9.381
  7. 90 Ricardo Maurício (Full Time Sports) - a 11.692
  8. 77 Valdeno Brito (Eisenbahn Racing Team) - a 13.540
  9. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 13.891
  10. 44 Bruno Baptista (Hero Motorsport) - a 15.091

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NÃO COMPLETARAM:

  1. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) - a 12 voltas
  2. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) - a 19 voltas
  3. 3 Bia Figueiredo (Ipiranga Racing) - a 19 voltas
  4. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing) - a 24 voltas
  5. 110 Felipe Lapenna (Cavaleiro Contuflex) - a 25 voltas

MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min30s142 (137,3 km/h)

*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

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Classificação do Campeonato (Top-10):

  1. Daniel Serra – 234 pontos
  2. Felipe Fraga – 217
  3. Cacá Bueno – 163
  4. Rubens Barrichello – 161
  5. Marcos Gomes – 160
  6. Max Wilson – 159
  7. Julio Campos – 157
  8. Átila Abreu –141
  9. Ricardo Zonta – 122
  10. Lucas di Grassi - 115

A festa dos homens da velocidade

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Stock Car: Cascavel coroa Lucas di Grassi e Átila Abreu em corridas cheias de emoção

No final de semana em que líder Daniel Serra não pontuou, Felipe Fraga (abaixo) se aproxima; diferença entre ponteiros agora é de apenas 12 pontos com quatro etapas para o final. Próximo compromisso acontece em Mogi Guaçu (São Paulo)

Cascavel recebeu a Stock Car de braços abertos no final de semana para a realização da oitava etapa do campeonato da principal categoria do automobilismo brasileiro. Em corridas cheias de disputas, a vitória nas corridas 1 e 2 ficaram com Lucas di Grassi e Átila Abreu, respectivamente. A Stock Car agora ruma para o interior de São Paulo para a realização da nona etapa das 12 previstas na temporada. O palco será a cidade de Mogi Guaçu, no autódromo do Velo Città. 

Na primeira disputa, Felipe Fraga largou da pole position e se sustentou na liderança até os pit stops, quando Di Grassi optou por não reabastecer – e só fazê-lo na segunda prova – e saiu à frente do piloto da Cimed, que fez a parada completa para troca de pneus e reabastecimento. Depois, coube a Lucas abrir vantagem para cruzar a linha de chegada com quase 11 segundos de diferença sobre o segundo colocado. Marcos Gomes (abaixo) completou o pódio na terceira posição.

“Nas primeiras voltas o carro não estava com bom desempenho, mas depois começou a crescer, talvez por eu ter conseguido preservar melhor o pneu prevenindo um desgaste maior em relação ao Fraga. Então comecei a atacar e entrei junto com ele nos boxes, o que foi importante, e a equipe fez um pit stop perfeito para que eu conseguisse sair na frente. A partir daquele momento foi só administrar – eu abria cerca de meio segundo por volta, e foi bem tranquilo. Ele tentou ficar perto, usando o push, mas não teve chance. Foi minha melhor corrida na Stock Car até agora, sem dúvida”, comemorou o piloto da Hero Motorsport, que conquista, em seu ano de estreia na categoria, sua terceira vitória na Stock Car. Coincidentemente, as duas anteriores também foram conquistadas no Paraná – em Curitiba e Londrina, respectivamente.

Em um bom final de semana, Julio Campos (acima) completou na quarta posição, seguido por Gabriel Casagrande, Cacá Bueno, Rubens Barrichello, Thiago Camilo, Lucas Foresti e Rafael Suzuki, que conquistou o décimo lugar – e o direito de largar na frente na segunda prova – com uma ultrapassagem sobre Felipe Lapenna na última volta. 

A segunda corrida teve Rafael Suzuki se sustentando muito bem na liderança apesar dos ataques de Thiago Camilo. O piloto da Bardahl Hot Car permaneceu à frente mesmo após a janela de pit stops. No entanto, depois de ter usado todos os seus botões de ultrapassagem, Suzuki não conseguiu manter a ponta e foi superado por Camilo e Julio Campos.

A prova teve três intervenções do carro de segurança. A primeira aconteceu após o acidente entre Gabriel Casagrande e Denis Navarro. Gabriel bateu forte no guard-rail e foi levado ao Hospital São Lucas com dores musculares para exames mais detalhados de precaução, embora já não tenha sido detectada nenhuma fratura. Depois, Diego Nunes bateu no muro da reta principal, forçando a segunda entrada do safety car; e a terceira – e decisiva – aconteceu após a batida de Bia Figueiredo na entrada da reta, a nove voltas do final.

O carro de segurança entrou na pista na última volta da janela de pit stops, enquanto Rubens Barrichello e Átila Abreu realizavam suas paradas. Barrichello teve problemas durante o procedimento, e Àtila saiu à sua frente. Com os carros na pista em ritmo mais lento pelo regime de bandeira amarela, o piloto do carro #51 surgiu na frente de todos os concorrentes.

A jogada de Átila deu tão certo que a bandeira verde de relargada só veio a três voltas do final. Tentando atacar, Thiago Camilo teve um problema momentâneo de câmbio (que reduziu sozinho da quarta para a segunda marcha em plena reta principal) e Suzuki não tinha mais botões de ultrapassagem disponíveis. Julio Campos (abaixo) passou para a segunda posição, mas não havia mais tempo de atacar.

Assim, Abreu cruzou a linha de chegada em primeiro, menos de um segundo à frente de Campos, que com o quarto lugar na primeira prova terminou como o maior pontuador da etapa de Cascavel. A Rafael Suzuki restou o consolo de fechar o pódio na terceira posição.

“Demorou um pouco para todo mundo entender que eu era o novo líder. Tanto que fui eu que avisei a equipe. Reagrupamos e eu só esperava um pódio, porque quem estava atrás era mais rápido. O Thiago teve um probleminha, o Suzuki não tinha mais push, e acabou dando certo. Temos de acreditar até o fim, e só tenho de agradecer a equipe, aos patrocinadores e ao público que encheu as arquibancadas do autódromo para torcer pela gente”, disse o vencedor, após uma corrida em que contou com muita sorte em um final de semana pouco competitivo, nas palavras do próprio piloto. 

Thiago Camilo (abaixo) ainda terminou a prova em quarto lugar, seguido de Cacá Bueno, Max Wilson, Felipe Fraga, Antonio Pizzonia e o argentino Esteban Guerrieri completando os dez primeiros da prova.

Campeonato – A classificação do campeonato ficou mais apertada após a rodada dupla cascavelense, já que o líder Daniel Serra não pontuou em nenhuma das duas provas do fim de semana. O piloto da Eurofarma RC, atual campeão da Stock Car, abandonou a primeira prova após um furo no pneu dianteiro esquerdo, e na segunda corrida terminou apenas na 13ª posição. Assim, Felipe Fraga, que com um segundo e um sétimo lugares conquistados, marcou 32 pontos na etapa e agora fica a apenas 12 do líder. 

Max Wilson (acima à esquerda) , então vice-líder, cai para a terceira posição com 159, empatado com Marcos Gomes. Atrás deles, equilíbrio: Rubens Barrichello e Cacá Bueno aparecem separados por apenas um ponto (142 a 141) na quinta e sexta posição, respectivamente; Julio Campos soma 128 em sétimo com Átila Abreu em oitavo (112), Ricardo Zonta (99) e Lucas Di Grassi (98), que venceu a primeira prova mas abandonou a segunda, fechando os dez primeiros colocados na classificação geral.

Resultado da Corrida 1:

  1. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) – 39 voltas em 42min01s287
  2. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) – a 10s595
  3. 80 Marcos Gomes (Cimed Chevrolet Racing Team) – a 12s928
  4. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) – a 14s315
  5. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) – a 15s271
  6. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing) – a 21s607
  7. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) – a 25s166
  8. 21 Thiago Camilo (Ipiranga Racing) – a 25s362
  9. 12 Lucas Foresti (Cimed Chevrolet Racing Team) – a 25s523
  10. 8 Rafael Suzuki (Bardahl Hot Car) – a 30s322

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MELHOR VOLTA: Lucas Di Grassi, Chevrolet Cruze nº11, 1min02s332 (176,6 km/h)

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Corrida 2

A segunda corrida da Stock Car em Cascavel (PR), no complemento da oitava etapa, na tarde deste domingo (9), teve Átila Abreu como vencedor. O piloto da Shell V-Power, que havia abandonado a disputa da prova inicial, optou por realizar sua parada de box na última volta da janela obrigatória, durante a qual o carro de segurança teve de intervir na corrida devido ao acidente de Bia Figueiredo.

Assim, o sorocabano surgiu na liderança da prova e com a relargada acontecendo a apenas três voltas do final, foi questão de se segurar na ponta para vencer pela segunda vez na temporada.

“Nada como uma corrida após a outra. Não estávamos em um bom final de semana, batendo cabeça no acerto do carro, uma batida na primeira corrida, sem desempenho nenhum, e tentei fazer o pit stop no final da janela. Rubinho teve problema na parada, saí na frente dele, e enquanto os outros pilotos reduziram o ritmo pela entrada do carro de segurança, eu saí na frente. Sabia que os caras eram rápidos, mas acreditamos até o final. Só tenho que agradecer a equipe, aos patrocinadores e a esse público que encheu as arquibancadas”, disse o vencedor.

De fato, Átila teve muita sorte quando assumiu a liderança. Na bandeira verde, a três voltas do fim, o segundo colocado Thiago Camilo teve um problema de câmbio que segurou sua velocidade na reta principal – o câmbio reduziu sozinho da quarta para a segunda marcha – e Julio Campos e Rafael Suzuki, sem botões de ultrapassagem para usar, o ultrapassaram. A dupla não conseguiu alcançar mais Abreu, que cruzou a linha de chegada em primeiro, ainda assim apenas 0,6 na frente de Julio Campos (acima), o segundo colocado. 

A Stock Car volta à ativa em duas semanas em Mogi Guaçu (SP), no circuito do Velo Città, no dia 23 de setembro.

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Resultado da Corrida 2*:

  1. 51 Átila Abreu (Shell V-Power)
  2. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing)
  3. 8 Rafael Suzuki (Bardahl Hot Car)
  4. 21 Thiago Camilo (Ipiranga Racing)
  5. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing)
  6. 65 Max Wilson (Eurofarma RC)
  7. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing)
  8. 1 Antonio Pizzonia (Prati-Donaduzzi Racing)
  9. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power)
  10. 344 Esteban Guerrieri (Hero Motorsport II)

Cenas de mais uma ótima prova da Stock Car Brasil

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Classificação do Campeonato:

  1. Daniel Serra, 191 pontos
  2. Felipe Fraga, 179
  3. Max Wilson, 159
  4. Marcos Gomes, 159
  5. Rubens Barrichello, 142
  6. Cacá Bueno, 141
  7. Julio Campos, 128
  8. Átila Abreu, 112
  9. Ricardo Zonta, 99
  10. Lucas di Grassi, 98

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