The Garage BR – Janeiro de 2022

The Garage BR – Janeiro de 2022

Foi no domingo dia 23 de janeiro de 2022 o trigésimo nono encontro do The Garage no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, Minas Gerais, na Praça íris Valadares. Sempre no quarto domingo do mês com belos carros antigos de várias marcas nacionais e estrangeiros. Mais de 150 antigos neste ótimo encontro. Lotou e fez muito sucesso. Todos que passavam de carro ou a pé paravam para admirar as raridades.

O Fusca foi fabricado aqui com motores 1.100 (Alemanha) , 1.200, 1.300, 1.500 e 1.600 cm³. É de longe o motor mais utilizado no planeta. Em carros, barcos, ultra-leve, motocicletas, triciclos, etc. Foi lançado aqui no Brasil em 1959, fabricado em São Bernardo do Campo, São Paulo. Mas os primeiros, de origem alemã desembarcaram no porto de Santos, São Paulo em 1950. E caiu no gosto brasileiro!

Um dos carros mais queridos do país acabou de completar 62 anos de produção do Brasil. Em 1950 chegaram importados os primeiros Fuscas no Brasil e passaram a ser fabricados aqui em 1959. Um dos carros mais amados do Brasil. Lá fora foi chamado e ainda é de Carocha em Portugal, Escarabajo na Argentina, Cox ou Coccinelle na França, Magiolino na Itália e Beetle nos países de língua inglesa

Foi produzido em grande escala aqui, em seu país de origem Alemanha, onde era apelidado de Käfer, besouro em alemão, e também foi fabricado na Austrália, África do Sul e no México, último país a produzi-lo.

Em 1970 chegava o Fuscão com motor 1.500 cm³ e 44 cavalos. E vendeu muito bem! O painel podia ter revestimento imitando madeira. foi o carro mais vendido da década de 70, apesar do lançamento do Chevrolet Chevette, do Fiat 147, do irmão VW Brasília… Também nesta década, não faltaram rodas de liga de 13 e 14 polegadas mais largas, a famosa “tala larga” , com pneus radiais, escapamentos da marca Kadron, volantes de menor diâmetro e também eram rebaixados para ganhar mais estabilidade.

A produção terminou em 1986. Só havia a opção com motor 1600 (o 1300 deixou de constar em 1984), vidros verdes, rodas com diâmetro de 14 polegadas…mas voltou em 1993 e por volta de 47.000 Fuscas foram produzidos até 1996 e em Puebla, no México até março de 2003 e na Alemanha foi encerrada em 1978.

Ao todo foram de 1938 à 2003: 21.529.464 produzidos sendo 15.444.858 na Alemanha (330.251 conversíveis ), 3.350.000 no Brasil cerca de 2,5 milhões no México (Vocho) e montados na Austrália, Bélgica, Finlândia, Indonésia, Irlanda, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Filipinas, África do Sul e Venezuela Leia a história do Volkswagen mais famoso do mundo

Em 1957 o primeiro Volkswagen brasileiro chegava as ruas.

Era o utilitário Kombi (Saiba mais)

Todos com modificações com bom gosto

E o alerta

O simples pode ser bonito

O primeiro esportivo aqui no Brasil e na Alemanha foi o Karmann-Ghia. Abaixo um belo modelo Conheça

E um fastback TL impecável Conheça a linha Typ 3 Leia mais sobre a grande família

O VW Brasília foi desenhado por um mineiro. Baseado na Variant, o projeto do mineiro Márcio Piancastelli, de Belo Horizonte, chegou em 1973 e foi um o grande sucesso . Conheça sua história.

O motor VW arrefecido à ar foi um dos motores mais versáteis do mundo. E aqui também foi usado em vários esportivos como por exemplo o Puma GT 1600. Leia um pouco da história da Puma Veículos.

E um Bugue muito especial. O Buggy ou Bugue foi um sucesso nos Estados Unidos e no Brasil no final da década de 60 e durante a década de 70. Nos Estados Unidos eram muito usados na corrida no deserto Baja 1000. Era uma corrida rallye-raid para veículos fora de estrada (ou “off-road”) disputada na região da Baixa Califórnia no norte do México.

Um belo sedã Santana Conheça

Um DKW Belcar impecável leia sobre

E um belo Fissore também impecável conheça

Os Carros da Fiat em peso.

Acima um Fiat Uno impecável. Abaixo um modelo Turbo

O Tempra. A Fiat queria ser grande, já era, mas almejava um mercado mais amplo e tinha produtos para tal fim na Itália e por que não trazê-los para o Brasil? Em 1992 chegava o Fiat Tempra, um sedã muito moderno pronto para competir com o Chevrolet Opala no final de linha, o Ford Del Rey que também perdia fôlego e enfrentaria com vantagens o Volkswagen Santana e seu primo Ford Versalhes da Autolatina que já haviam sofrido reestilização. E fez sucesso! Era um carro médio, que pesava 1.180 quilos, quatro portas, motor transversal com quatro cilindros em linha, 2,0 litros, 105 cavalos, cambio manual de cinco marchas e como todos os carros da linha no Brasil e desde o modelo 128 da década de 60 lançado na Itália, tinha tração dianteira.

O Tipo chegou ao Brasil importado em 1993 e logo venceu a concorrência por sua modernidade, conforto, versão duas e quatro portas, chegando a 4.000 unidades vendidas por mês. Um sucesso! O modelo 1.6 I.E era fraco, mas o 2.0 IE SLX agradava muito. A versão com dezesseis válvulas e 2.000 cm³ e 109 cavalos chegou no final de 1995, era um carro muito bom, mas a concorrência  crescia e hoje existem poucos em bom estado rodando. Assim com a ascensão foi rápida a queda infelizmente foi conta dos problemas com os carros incendiados. Decretou seu fim, mas o interessante é que há um bom número ainda rodando e em bom estado.

Marea. Saia de cena o Tipo e o Tempra e entravam a linha Brava e Marea bem mais modernos, bonitos e com estilo muito distinto. Os Fiat Brava e Marea foram apresentados nas versões sedã e perua de quatro portas  (Marea) e Brava (hatch) quatro portas e seguiram carreira até 2007. Por aqui, nacional ou não já havia o Chevrolet Vectra, Ford Mondeo, Honda Civic, Peugeot 406, Renault Laguna, Toyota Corolla e Volkswagen Bora.

A perua Weekend. Lá na Itália o Bravo tinha duas portas e versões bem apimentadas. Se a concorrência lá era muito forte, aqui também tinha com que se preocupar. Os motores eram com quatro cilindros 1,6, 1,9, estes com dezesseis válvulas, mas o mais interessante era o cinco cilindros em linha com 2,0 litros com potência, 20 válvulas e na versão turbo chegava a 182 cavalos e colocava muito carro para comer poeira, brita, cascalho, etc. O único problema de todos é que sua manutenção não era seguida como se devia. Como em todos os carros de fábricas honestas o manual estava lá, mas seguir as orientações é outra coisa! A versão HLX e Turbo ofereciam airbags frontais, laterais e ABS como opcionais. Era mais uma pioneirismo no mercado nacional nestes itens. E suas linhas não apresentam rugas até hoje!

O Puma como motor Chevrolet. Conheça

E um belo Chevrolet Kadett. Chevrolet Kadett GSI com assinatura Bertone que pode ser vista na coluna “B”. Assim como a Karmann fez trabalhos para a Volkswagen (Ghia) e para a Ford (Escort conversível) e Bertone fazia trabalhos para a General Motors americana (Cadillac Allanté) e para a Opel entre outras. A Opel AG pertenceu ao grupo PSA (Peugeot Société Anonyme). Em 2021 foi criado o grupo Stellantis. Registrado nos Países Baixos, o grupo reúne 14 marcas: Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall. Leia sobre a história do Chevette que era idêntico ao Kadett alemão na década de 70!

Um belo Ford Escort. Conheça

Os Importados

Chevrolet Corvette da quarta geração de 1984 a 1996

O compacto Lincoln Continental Conheça

O esportivo Alfa Romeo Duetto. Conheça

E o poderoso Dodge Challenger R/T. Conheça

E a sofisticação britânica do Rolls-Royce Silver-Shadow Saiba mais.

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Texto, fotos e montagem Francis Castaings                                                           

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