Cadillac Allanté: A conexão Ítalo- Americana fez 40 anos.

Cadillac Allanté: A conexão Ítalo- Americana fez 40 anos.

Sua produção começou em julho de 1986, ganhou as ruas 1987 e foi produzido até 1993, este compacto americano foi desenhado por Sérgio Pininfarina, parte montado na Itália, em Cambiano na Região do Piemonte era finalizado em Hamtramck, no estado do Michigan. Seguindo a motorização dos irmãos maiores Seville, Eldorado cupê e Fleetwood Sixty Special, o Allanté tinha motor V8 dianteiro transversal e tração dianteira que já era uma tendência nos Estados Unidos desde o pioneiro, produzido em série, e também da General Motors, o Oldsmobile Toronado. O nome Allanté foi escolhido por computador e não tinha nenhum significado em francês ou espanhol. Era um carro compacto para os padrões americanos. Media 4,53 metros de comprimento, 1,86 de largura, 1,32 de altura e pesava 1.640 quilos. Abaixo o modelo com a capota fixa (alumínio) . Tinha estrutura monobloco e seu coeficiente aerodinâmico(CX) era de 0,34. Muito bom para um carro desta categoria.

E tinha também a opção de capota de lona. Visto de trás com suas belas lanternas sendo que a luz de freio era destacada. Seu bom porta-malas tinha capacidade de 461 litros. os para-choques tinham a mesma cor da carroceria. E foi um dos mais belos Cadillacs já fabricados. Suas linhas eram muito equilibradas. A garantia era de 160.000 quilômetros ou sete anos!

Seu motor V8 com ângulo de 90 graus, 4.087 cm³ tinha 170 cavalos a 4.100 rpm, Seu torque máximo era de 32,5 mkgf a 3.200 rpm e taxa de compressão de 8,5:1. Em 1988 foi introduzido o propulsor com 4.467 cm³ com 204 cavalos a 4.400 rpm e seu torque máximo era de 37,3 mkgf a 3.200 rpm. Seu virabrequim tinha cinco mancais e sua alimentação era feita por uma injeção Delco Remy multiponto. Era arrefecido a água (11,4 litros). Sua velocidade final era de 200 km/h.

Em 1993 era introduzido o motor 4,5 litros e 295 cavalos, com torque de 37,3 m.kgf a 3.200 rpm. Era o famoso motor V8 Northstar com 32 válvulas e duplo comando de válvulas. Sua velocidade máxima era de 230 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Desde o primeiro motor sua caixa automática tinha quatro velocidades. Sua suspensão dianteira, sistema Mcpherson, com braços elásticos como molas helicoidais e amortecedores telescópicos. Atrás era independe e contava com braços transversais e feixes de molas em fibra de vidro. Seus quatro freios eram a disco e contava com ABS ( O freio ABS é um sistema de frenagem que evita que as rodas se bloqueiem e entrem em derrapagem, deixando o automóvel sem aderência à pista. Assim, evita-se o descontrole do veículo e aproveita-se mais o atrito estático. Ainda: ar condicionado e controle de tração. Usava pneus P225/60 VR 15 em rodas de liga leve. Sua direção era hidráulica.

Desde a fundação a Cadillac, em 1908, a empresa fazia questão de um acabamento esmerado . Sua forração em couro italiano era de ótima qualidade. Era um carro para dois ocupantes. Tinha ótima posição de dirigir e comandos a mão. Os bancos eram da afamada empresa Recaro. O banco do motorista tinha airbag (bolsa inflável) . Neste também haviam vários controles bem posicionados conforme a foto abaixo.

Seu painel digital era uma atração a parte. E de bom gosto! Conta-giros até 6.000 rpm com faixa vermelha começando a 4.700 rpm. Em formato circular também seu velocímetro era graduado a 150 milhas por hora ( 247 km/h). A direita, em posição horizontal, nível do tanque de gasolina (83 litros), temperatura do motor, voltímetro, nível do óleo e hodômetro em milhas. E no painel também havia a famosa e internacional assinatura Pininfarina.

Em 1992 foi o “carro-madrinha” da “500 Milhas de Indianapolis” .Nasceu para concorrer com o Mercedes-Benz SL (Classe R107) e Jaguar XJS, mas seu preço era alto devido ao transporte Itália/Estados Unidos feito por três aviões Boeing 747 sendo que em cada um cabiam 56 modelos e foi apelidada de “flying italian Cadillac”.

Foram produzidos 21.430 modelos do belo Allanté. Pode-se dizer que é mais um automóvel Cadillac que conserva “La Classe”

Aprecie sem moderação

Foi um marco para a empresa que leva o nome do explorador francês do século XVII Antoine de Lamothe-Cadillac.

Um belo conversível


“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”


Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes

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