Salão Rétromobile 2026: A Era de Ouro dos Ralis é relembrada na grande exposição!
Sinônimo de aventura humana e mecânica, o mundo dos ralis fascina as pessoas desde o seu início. Para a sua 50ª edição, o Rétromobile recebeu uma exposição única no Pavilhão 7.2, que retratará a era dourada dos ralis mundiais, dos anos 1960 aos anos 1990.
A era de ouro do rali

Após celebrar a Fórmula Um francesa em 2025, o mundo dos ralis será o centro das atenções no 50º aniversário da Rétromobile. Para a ocasião, a mais bela garagem temporária foi dedicada a carros clássicos acolherá uma exposição única, em parceria com a Fundação Gino Macaluso , apresentando veículos que marcaram a história do rali. Ford Cortina, Lotus MK1, Lancia Stratos 2400, Peugeot 205 Turbo 16 e Toyota Celica GT-4 ST165, abaixo, são apenas alguns dos veículos em exposição, que contaram aos visitantes da Rétromobile a história de quase 30 anos de aventuras automobilísticas.

Mas não é tudo: No Rétromobile voltará a receber os maiores nomes da modalidade (pilotos, copilotos, mecânicos, fotógrafos, etc.) num palco ao vivo localizado no coração da exposição. Uma oportunidade única para entusiastas de todos os tipos descobrirem as histórias e casos destes aventureiros modernos.
O Salão Rétromobile: cinco décadas dedicadas à preservação do patrimônio automotivo. Durante cinco décadas, o Salão Rétromobile trabalhou para preservar esse patrimônio sobre rodas, um testemunho da atividade industrial de vanguarda que fez da França um dos principais países fabricantes de automóveis do mundo. Um patrimônio vivo, repleto de história e emoção, que depende de habilidades raras — particularmente as de empresas que fabricam carrocerias especiais e personalizadas, restauradores — agora reconhecidas como parte do patrimônio cultural imaterial da França.

A exposição também desempenha um papel vital na transmissão de conhecimento às gerações mais jovens, incentivando vocações e promovendo carreiras relacionadas à conservação e restauração. Nos últimos anos, diversas iniciativas emblemáticas têm destacado esse compromisso. O pavilhão principal foi reformado com três andares, acesso por elevadores, escadas rolantes tornando o acesso muito bom para todos os visitantes. Contou com um anexo onde foram expostos os Super Cars e a venda de carros por menos de 30.000 Euros. No total 75.000 m² de área para serem visitados e ficar deslumbrados. Foi um sucesso!

Para cada visitante, expositor ou imprensa era entregue um mapa em papel. Ótimo para quem não tem habilidade com um celular!


Mensagem dos Organizadores: “Com o encerramento da 50ª edição da Rétromobile, gostaríamos de expressar nossa mais sincera gratidão pela sua participação. Sua presença ajudou a homenagear a aventura humana que é a Rétromobile e, de forma mais ampla, a rica história compartilhada do patrimônio automotivo global. Com um público recorde de 181.500 visitantes, estamos cientes de que isso impactou seu acesso e experiência de visita. Um plano de ação já está sendo desenvolvido para garantir que você seja recebido nas melhores condições possíveis no próximo ano”. De 3 a 7 de fevereiro de 2027- PARIS EXPO PORTE DE VERSAILLES
A década de 1960: Uma grande mudança para os ralis.

Embora o rali exista há quase tanto tempo quanto o próprio automóvel, foi no início da década de 1960 que ele realmente começou a se destacar no mundo do automobilismo. Pilotos se profissionalizaram, assim como as equipes de corrida. Cada vez mais fabricantes aderiram ao esporte, vendo-o como um verdadeiro laboratório de inovação. E com razão, já que muitos modelos deixaram sua marca, como o Alpine A110 (cinco vezes medalhista na prestigiosa Copa dos Alpes), o Mini Cooper S 1275 (tricampeão do Rali de Monte Carlo)

E o Ford Cortina Lotus MK1, abaixo, (primeiro lugar no RAC Rally, bem como em inúmeras corridas de carros de turismo). Em 1973, o mundo do rali alcançou um novo marco com a criação, pela FIA, do Campeonato Mundial de Rali de Fabricantes (WRC World Rally Championship). Tornando-se um evento global, a primeira edição coroou a Alpine Renault e seu A110 1800. Uma conquista notável para uma disciplina anteriormente dominada por Porsche e Lancia. Mas a empresa de Vincenzo Lancia estava determinada a recuperar o seu lugar no mercado.
*O RAC Rally (Roger Albert Clark Rally) é um prestigiado rali histórico de cinco dias no Reino Unido, cobrindo Inglaterra, País de Gales e Escócia, com foco em estradas florestais desafiadoras e condições invernais. A edição de 2025, vencida por Ashen Price e Dale Furnish, destacou-se por 300 milhas de etapas especiais e forte presença de público.*

Em 1974, obteve por pouco a homologação para um novo veículo que se tornaria um dos mais emblemáticos da sua geração: o Lancia Stratos.

A era de ouro do rali
O esportivo italiano se destacava entre os demais. O primeiro veículo projetado especificamente para rali, ele tem um motor V6 de 2,4 litros emprestado da Ferrari Dino 246 GT, capaz de produzir até 280 cavalos de potência. Desenhado pela Bertone, o Stratos é curto, largo e ágil. Construído para estradas sinuosas e pistas de terra, essa beleza só pode ser domada por poucos escolhidos, como Sandro Munari.

Ao entrar no WRC em 1974, o Lancia Stratos não deu chances aos seus concorrentes e reinou absoluto até 1976. Em 1977, Bernard Darniche venceu o Rali de Monte Carlo ao volante, mesmo com o já veterano Stratos enfrentando máquinas mais modernas. Eventualmente, foi descontinuado por razões de marketing em favor do Fiat 131 Abarth.

Os veículos mudaram, mas o domínio italiano permaneceu inalterado: a Fiat conquistou o Campeonato Mundial de Rali por dois anos consecutivos.
O Público comparecendo para assistir as provas

Embora a FIA tenha introduzido oficialmente uma classificação de pilotos e um verdadeiro título individual em 1979, também trabalhava secretamente em novos regulamentos técnicos para os veículos participantes dos vários campeonatos. Esses regulamentos dividiam os diferentes veículos (Turismo, Gran Turismo e Protótipos Esportivos) em três categorias: os carros de rali competiriam nos Grupos A e B, enquanto o Grupo C seria dedicado às corridas em circuito. Semelhantes no papel, essas duas categorias irmãs eram fundamentalmente diferentes. Enquanto o Grupo A podia ser considerado uma evolução do rali tradicional (carros derivados de veículos de produção com pelo menos 5.000 unidades, com potências entre 200 e 300 cavalos…), o Grupo B adotava uma filosofia completamente diferente. Havia poucos (ou nenhum) limite; apenas inovação e desempenho importavam. O número mínimo de veículos homologados foi fixado em 200, com apenas 20 permitidos para o desenvolvimento de uma série existente. Em dezembro de 1980, o comitê executivo da FIA ratificou o fato de que o Campeonato Mundial de Rali seria reservado para veículos do Grupo B a partir de 1º de janeiro de 1982. Acima e abaixo o Peugeot 205 Turbo 16V

Audi, a revolução da tração nas quatro rodas que mudou a cara do rali.

Dois anos de espera. Dois anos durante os quais os ralis vieram e se foram, cada um diferente do anterior. Em 1980, a Fiat e seu 131 Abarth conquistaram o campeonato de construtores pela última vez.
Em 1981, embora a Ford e Ari Vatanen fossem os favoritos para a dobradinha, o título de construtores foi arrebatado pela pequena equipe Talbot e seu líder, Guy Fréquelin.

Mas a verdadeira surpresa veio do outro lado do rio Reno. Graças à revogação de uma cláusula do código desportivo, a Audi inscreveu um novo veículo no Rali de Monte Carlo de 1981: o Audi Quattro. No papel, o carro das quatro argolas não era o favorito. Embora o seu motor turbo de 300 cavalos fosse atraente, a sua tração integral permanente era considerada demasiado pesada, complexa e desnecessária no asfalto. E, no entanto, a 15 de fevereiro, em Karistad, na Suécia, na sua apenas segunda competição, o Quattro venceu o Rali da Suécia. Alguns meses depois, na Itália, foi novamente um Audi Quattro que assumiu a liderança. Ao volante estava Michelle Mouton, abaixo, que se tornou a primeira mulher a vencer um rali do WRC.

Grupo B, a era de ouro dos ralis
Em 1º de janeiro de 1982, o Grupo B foi oficialmente criado. Talvez nostálgica das glórias passadas, o Lancia foi a primeira fabricante a apresentar um veículo que atendia ao espírito do regulamento. No pátio de sua fábrica em Turim, uma impressionante linha de 200 Lancia Rally 037 foi revelada, todos veículos de tração traseira equipados com um motor de 2 litros e 4 cilindros, acoplado a um turbocompressor Volumex e montado na posição central-traseira. Inscrito pela primeira vez no Tour de Corse, terminou em 9º lugar. Um resultado bem diferente do Quattro de Michelle Mouton e ainda mais distante do Renault 5 Turbo de Jean Ragnotti . Ao final da temporada, a Audi conquistou o título de construtores.

Contudo, a vingança aconteceria em 1983. Para esta segunda edição do Grupo B, a marca italiana teve um desempenho notável. O Lancia Rally 037 superou o Audi Quattro ao longo de toda a temporada. Imbatível no asfalto, o 037 mostrou-se leve e preciso o suficiente para dar trabalho ao carro alemão em outros tipos de piso. O Lancia 037, abaixo, seria o último veículo de tração traseira a vencer o Campeonato Mundial de Rali.

Peugeot, Audi, Lancia: um duelo no topo
No início da temporada de 1984, ficou claro que a busca pela vitória inevitavelmente levaria a alguns excessos. Na Córsega, em sua estreia, o Peugeot 205 T16, desenvolvido em absoluto segredo por Jean Todt, mostrou-se notavelmente rápido, e o novo Quattro abandonou a prova de forma inglória. A Audi, determinada a não perder a reputação, desenvolveu uma versão Sport com a distância entre eixos reduzida em 320 mm. No Rali dos Mil Lagos, em apenas sua terceira corrida, Ari Vatanen garantiu a vitória para a Peugeot. Mas foram, de fato, a fabricante alemã e seu piloto, Stig Blomqvist, que conquistariam a dobradinha naquele ano.

Embora inegavelmente mais potentes, os carros também se tornaram cada vez mais exigentes no que se refere a pilotagem. E em 1985 foi um ano particularmente difícil. Attilio Bettega morreu na Córsega depois de seu 037 ter batido em uma árvore. Ari Vatanen sofreu ferimentos graves após uma série de capotamentos na Argentina. No Rali dos Mil Lagos, Timo Salonen e o T16 foram coroados campeões. A resposta da Audi veio na forma do Sport Quattro S1. No Rali RAC, o Lancia Delta S4 fez uma estreia bem-sucedida , vencendo a etapa britânica com Henri Toivonen ao volante.
Grupo B: O Canto do Cisne

Claramente talentoso, o finlandês começou 1986 com tudo, vencendo o Rali de Monte Carlo. Em Portugal, palco da terceira etapa, Santos errou o ponto de frenagem e bateu na multidão. Duas pessoas morreram e cerca de trinta ficaram feridas. Os espectadores lotaram as ruas. As equipes de fábrica se recusaram a continuar no rali. Em maio de 1986, a dupla Toivonen-Cresto dominava o Tour de Corse quando saiu da pista. Seu Delta pegou fogo imediatamente. O rali fez mais duas vítimas. Antes do fim do evento, Jean-Marie Balestre, presidente da FIA, decretou a abolição do Grupo B no final do ano.

Dos anos 90 até os dias atuais, o renascimento do rali moderno

Após a dissolução do Grupo B, o Grupo A retornou à vanguarda e se tornou a nova categoria principal do WRC a partir de 1987. Embora o desempenho tenha regredido, novos pilotos surgiram (Carlos Sainz, pai de Carlos Sainz Junior, piloto de Fórmula Um, Tommi Mäkinen, Colin McRae…) e com eles novos ícones da mecânica (Toyota Celica GT-4, Lancia Delta Integrale, Subaru Impreza…). O Fiat X1/9 acima também estava no estande
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Entrevista com Raul Marchisio, “O Professor”, apaixonado por carros e por conhecer pessoas, teve uma carreira incrível!

Raul Marchisio, carinhosamente conhecido como “O Professor”, é um apaixonado pelo mundo automotivo, mas também pelas pessoas. Ele tem uma legião de fãs leais e está sempre disponível para eles. Por isso, conseguir uma entrevista com ele é um desafio. Tivemos a oportunidade de encontrá-lo durante o Top Marques Show, e atravessar o pavilhão de exposições para chegar ao seu lounge foi uma verdadeira aventura. Muito requisitado, este homem de sorriso permanente nunca recusa um autógrafo ou uma selfie.
Foi neste cenário excepcional, rodeado por supercarros, que tivemos a oportunidade de conversar com Raul. Uma figura singular, repleto de histórias e casos, ele é cativante. Seu jovial italiano é contagiante, mas o que mais impressiona é sua carreira. Um histórico impecável, totalmente voltado para o drifting, como se espera de um profissional da modalidade, e acompanhado por uma filosofia muito positiva.

Uma retrospectiva de sua infância, suas primeiras corridas, suas vitórias, seu acidente e sua empresa de venda de carros que, por 27 anos, tem colocado verdadeiras joias no mercado.
Raul Marchisio é italiano, nascido no Piemonte em 1969. Minha vida sempre esteve ligada a carros, desde o início, já que nasci num táxi a caminho do hospital — provavelmente um sinal do destino. Minha mãe também era apaixonada por velocidade. Os carros sempre me fascinaram, e tudo começou com carrinhos de controle remoto. Eu os montava e cheguei a ser contratado pelo dono de uma loja de modelismo na minha cidade natal, no Piemonte, quando tinha apenas 11 anos, para ajudá-lo a montá-los. Ainda me lembro de como eu fazia drift com meus carrinhos de controle remoto entre a cozinha e a sala de jantar…

Eu estava muito ansioso para poder dirigir de verdade. Às vezes eu pegava o carro da minha mãe, e foi assim que, aos 12 anos e meio, bati em uma parede com o carro dela. Eu não era muito apaixonado pela escola e o que eu queria era correr de kart. Aos 12 anos e meio, larguei a escola e comecei a trabalhar em mercados para juntar dinheiro e comprar um kart.
Meu pai e eu costumávamos ir à Toscana todas as segundas-feiras para comprar suéteres, e um dos vendedores tinha um kart à venda. Toda vez que eu ia, sonhava em comprá-lo. Finalmente, consegui convencer meu pai a comprá-lo, e eu pagaria por ele. Quando finalmente aconteceu, meu pai pendurou o kart na parede. Não era isso que eu queria, então meu primo e eu levamos o kart para o autódromo de Mondovi, e foi assim que tudo começou. Eu tinha apenas 15 anos. Eu dirigia os 40 quilômetros na minha Piaggio para correr, e então, um dia, o dono da pista me ofereceu uma corrida. Ele me ajudou, e eu ganhei. Depois, me ofereceram outra corrida, que eu ganhei. O problema é que meu pai não sabia. Quando descobriu, ficou furioso e vendeu meu kart. Muito bravo, decidi sair do país e me distanciar do meu pai.

Reconsiderei minha decisão quando me ofereceram a oportunidade de me tornar piloto oficial da equipe italiana, mas acima de tudo, sou um entusiasta de carros. Toda a minha vida busquei estar em contato com carros, conviver com eles, dirigir carros extraordinários.
Depois de três ou quatro anos, decidi experimentar o rali. Na verdade, era o que eu sempre sonhei em fazer. E tenho que dizer, o rali é muito mais barato do que as corridas em circuito. Meu primeiro rali, em 1987, foi no Opel Corsa da minha mãe, e para mim, foi a realização de um sonho. Consegui juntar um pequeno orçamento e já tinha a ideia de competir no campeonato com o Fiat Uno Turbo, que era o carro definitivo na época.

Com alguns amigos e muitos truques, preparamos o carro para ser competitivo. Depois de um ano, eu tinha economizado dinheiro suficiente para comprar o Uno Turbo e decidi largar meus outros empregos e entrar no automobilismo. Deu certo, pois me tornei campeão regional de rali e venci o Classic com um Fiat Uno Turbo em 1989. Foi uma época louca; havia cerca de 40 carros na largada, e começamos logo após o campeonato principal, então tivemos uma ótima visibilidade.

Foi engraçado, porque todo mundo vinha me dizer que eu não podia dirigir daquele jeito, que era impossível ou perigoso. Eu não dei ouvidos e fiz o que eu queria, do meu jeito, e funcionou. Isso só mostra que você não deve sempre dar ouvidos a esses pilotos. Quando eles colocam o capacete, não são tão bons assim. Depois de ganhar o campeonato com o Uno Turbo, me tornei piloto da Lancia com apenas 21 anos. Naquele mesmo ano, 1990, ganhei o campeonato com o Fiat Uno Turbo e a última corrida do campeonato com um Lancia Delta. Eu era o piloto de fábrica mais jovem da Lancia na época. Então, corri pela Lancia em 1991 e 1992, depois pela Audi em 1994 e pela Renault em 1995…

A primeira edição do Rétromobile USA acontecerá de 19 a 22 de novembro de 2026, no Javits Center, em Nova York. Celebrando o 50º aniversário do evento original de Paris, esta edição americana promete reunir colecionadores, entusiastas e veículos clássicos raros em parceria com o duPont REGISTRY Group.

- Detalhes Principais – Rétromobile USA 2026
- Data: 19 a 22 de novembro de 2026.
- Local: Javits Center, Nova York, EUA.
- Destaques: Veículos raros, automotivos de luxo, arte automotiva, leilões de elite e colecionadores internacionais.
- Parceria: Comexposium e duPont REGISTRY Group.
Foco: Exibição de peças de colecionador, especialistas em restauração e marcas de luxo.
O evento foca na herança automotiva, reunindo mais de um século de história automobilística com uma curadoria de carros icônicos, incluindo modelos como o Bugatti Type 57S Atalante de 1937. O Rétromobile oficial em Paris também comemorou seu 50º aniversário em janeiro de 2026. Para mais informações e ingressos, visite retromobile.us
Grand Merci au Space Presse Rétromobile
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Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes
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