Lendas de Le Mans: Porsche 906 – Um lutador de Stuttgart

Lendas de Le Mans: Porsche 906 – Um lutador de Stuttgart

No outono europeu de 1965 era apresentado o Porsche 906 ou Carrera 6, como ficou conhecido. Sua fabricação no entanto começou em 1966. Sucedia o Porsche 904. A inscrição ficava logo atrás da caixa de rodas, nos para-lamas dianteiros. O nome, também muito conhecido em modelos de rua, era devido a grandes vitórias da casa de Stuttgart na famosa Carrera Panamericana, disputada em estradas no México. 

O 906 tinha a carroceria muito baixa, menos de um metro de altura, quatro metros de comprimento e abertura das portas tipo “asas de gaivota”. O grande “vidro” traseiro mostrava o motor boxer de seis cilindros, refrigerado a ar, posicionado à frente do eixo posterior. Por dentro era intrigante a presença de dois bancos, ambos com cinto de quatro pontos uma exigência do regulamento da FIA, Federação Internacional do Automóvel, por se tratar de um cupê. No painel, a frente do volante, apenas o conta-giros. Mais a direita um marcador de temperatura. Tinha bancos tipo concha e no detalhe a alavanca de cinco marchas. Sua tração era traseira.

Esta berlineta de competição tinha 1.991 cm³ e potência de 210 cavalos a 8.000 rpm. Foi projetado por Ferdinand Anton Ernst Porsche (Ferry). Fazia de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos . Tinha tanque para 100 litros de gasolina alojado na frente. Sobre os para-lamas ficavam os retrovisores em forma de cone

O 906 pesava 580 quilos, tinha notável aerodinâmica e chegava perto de 280 km/h de velocidade final e em sua versão LH (langheck em alemão, ou seja, cauda longa) beirava os 300 km/h! Usava pneus 550 x 13. Naquele ano venceu na classe 2,0 litros a 24 Horas de Le Mans, sendo o 4° colocado na classificação geral, as 24 horas de Daytona, nos EUA, as 12 Horas de Sebring, também nos Estados Unidos, a Targa Florio, na Sicília, Itália. Venceu o Campeonato Mundial de Construtores( Divisão II na classe de 1.300 cm³ a 2.000 cm³ com 51 pontos diante da Ferrari que ficou com 40 pontos. Terminou sua carreira esportiva no Japão em 1977

A traseira era chamada de Kam, na versão curta, pois era truncada. Esta denominação era em homenagem a um engenheiro aerodinâmico alemão chamado Wunibald Kamm. A traseira era mais curta e ganhava um spoiler para melhorar a aerodinâmica. Cinquenta exemplares foram produzidos homologados para pistas e estradas .

Um belo e famoso carro de corridas


MERCI BEAUCOUP AU ESPACE PRESSE PETER AUTO ET RICHARD MILLE POUR LES BELLES PHOTOS ICI.

Texto e montagem Francis Castaings. Demais fotos de divulgação

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