Mercedes-Benz SL W113 Pagoda. Segunda geração SL

Mercedes-Benz SL W113 Pagoda. Segunda geração SL

Em 1963 nascia a segunda geração do modelo SL. O desenho da carroceria era obra do francês Paul Bracq. E o carro era belo. O cupê media 4,28 metros e pesava 1.295 quilos. De linhas bem equilibradas era um esportivo menos agressivo, mas perfeito para um cavalheiro. Era sofisticado. Tinha linhas finas em sua carroceria. O nome de código da fábrica era SL W113. Foi apresentada no Salão de Genebra na Suíça.

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O modelo Pagode, como ficou conhecido, devido ao formato da capota que tinha o teto um pouco “afundado”, era côncavo e tinha a disposição carroceria conversível ou cupê fechado.E neste a visibilidade era muito boa. Outro charme era a abertura do capô para a frente como os anteriores da versão SL. Os faróis dianteiros tinham também tinham inspiração no desenho da antiga série  300 SL. Ao centro da grade havia o escudo da estrela para a identificação a boa distância.

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O 230 SL usava o motor que praticamente era o mesmo do sedã 220 SEB (W108), mas com 100 cm³ a mais, tinha motor de seis cilindros em linha e virabrequim com sete mancais. Sua cilindrada era de 2310 cm³ e a potência de 170 cavalos a 5.600 rpm. A taxa de compressão era de 9,3:1 .

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Sua velocidade máxima era de 200 km/h.e fazia de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos. O torque era de 22 mkg. A alimentação era garantida por uma injeção indireta Bosch.

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A caixa de marchas tinha quatro velocidades, mas principalmente a para o mercado americano, também era oferecida a opção de cambio automático.

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Por dentro também era agradável. O painel misturava borracha, madeira de boa qualidade e metal da mesma cor de carroceria. Além do conta-giros e velocímetro com graduação até 220 km/h, de bom tamanho em formato circular, tinha  entre eles um relógio retangular em posição vertical onde tinha o marcador de nível de combustível e temperatura da água. O retrovisor interno passava para o alto da moldura interna do para-brisas.

O volante de bom tamanho, como era apreciado pelos alemães, era bonito, com dois raios e área central circular com o escudo tradicional da marca. Era um automóvel para duas pessoas. Atrás acomodava duas crianças em caso de emergência. O modelo Califórnia, de pequena produção, deixava o espaço da capota para mais dois passageiros. Mas mesmo assim muito apertados.

Seus concorrentes, na classe de 1,6 litros a 3,0 litros eram o Porsche 911 também alemão, os ingleses MG-B, o Triumph TR4, o Austin-Healey 3000 e o sueco Volvo P1800 S.

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A suspensão dianteira, em trapézio, tinha rodas independes. Os amortecedores eram hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora. Atrás tinha semi-eixo oscilante com articulação única e molas helicoidais. Usava pneus 185 x 14 e podia ser equipado com rodas de ferro com belas calotas, que tinham frisos da mesma cor que o carro ou com rodas de liga leve que também tinham um belo desenho.

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Em 1966 ganhava caixa de marchas de cinco velocidades da marca ZF.  

Em 1967 passava a ter nova motorização. O modelo 250 SL, de 2,5 litros tinha praticamente a mesma potência do anterior, mas o torque era maior em 10% . Os pistões tinham seu curso aumentado em 6 milímetros

Os freios ganhavam discos também na traseira da marca ATE  que substituía  os Girling.Os da frente tinham maior diâmetro e havia a assistência do servofreio. Outra novidade era o tanque de gasolina que passava a comportar 82 litros no lugar de 65.

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No ano seguinte chegava a versão 280 SL, tipo W113 E28. O torque passava a 24,5 mkgf e para chegar aos 100 km/h  em 9,5 segundos. Foram vendidos 48.912 unidades até o encerramento de sua produção, em 1971. Um sucesso tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Foi produzida entre 1963 e 1971.


Em abril de 1971  nascia a terceira geração dos Mercedes SL. Era o projeto R107 sendo que o R era de Reihe que quer dizer série em alemão.


No Raid Estrada Real, Tiradentes, Minas Gerais em 2016


Nas Telas

Intersection

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No filme Intersection, de 1994, o famoso ator Richard Gere e as belas Sharon Stone e Lolita Davidovicthi fazem o trio central do drama. Ele interpreta Vincent Eastman, um arquiteto famoso, e tem uma versão Pagode, muito bonita na cor prata. E envolve-se num acidente no final do filme.

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Réplicas

Aqui no Brasil foi fabricada uma réplica  do modelo Pagode, na versão conversível. Era o Phoenix. Com o motor Chevrolet 6 cilindros. Para os puristas e perfeccionistas está longe de ser fiel.

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Para os Clássicos

O grupo Mercedes-Benz mantêm, em seu Classic Center, tem filiais cadastradas com rigor para a fabricação e a comercialização de peças genuínas para os antigos. Elas são certificadas e garantidas. Os preços, no entanto, são convenientes para aqueles que tem uma boa conta bancária.


Em Escala

Bela miniatura na escala 1/43


Texto, fotos e montagem Francis Castaings.

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