Club Vincennes en Anciennes, VEA – Veículos Europeus Antigos, Speciale Land Rover 2026
=> Um pouco de história: Na indústria automobilística temos modelos longevos em todo o mundo praticamente. Na França o Citroën 2 CV foi um exemplo. Na Itália o Fiat Nuova 500 da década de 50 foi relançado reestilização foi muito feliz e apresentado neste século com muita pompa. Na Inglaterra o Austin Morris Mini. Na Alemanha e no Brasil o Volkswagen sedã, nosso Fusca, também foi exemplo. Nos Estados Unidos o Chevrolet Impala. E na Inglaterra houve a primeira geração do Mini e relançada em 2001. E é também de lá que um modelo completou 78 anos de vida em 2026: O famoso utilitário Land-Rover.

Tudo começou após a Segunda Grande Guerra Mundial. Havia um excesso de jipes americanos e não haveria peças de reposição para todos. Iam virar sucata. Todos sabiam da robustez e da valentia deste utilitário. Estes veículos americanos eram muito usados pelos irmãos Spencer Wilks e Maurice Wilks respectivamente presidente e engenheiro chefe da famosa The Rover Company Ltd que até então, só produzia automóveis. E para percorrer a fazenda que pertencia à família, com muitas terras cultivadas precisavam de um veículo fora de estrada…

É o maior clube de veículos antigos multimarcas da França com 1.100 sócios, 3.000 veículos e 80 marcas diferentes.

O castelo de Vincennes (Château de Vincennes) é um palácio fortificado, sendo o mais importante Castelo Forte Real francês. O site https://www.vincennesenanciennes.com/ Fazem parte da Federação Francesa de Veículos de Época (FFVE) e do VEA

E lá, a cada primeiro domingo do mês, se reúne o maior clube de carros antigos multimarcas da França.

É o Vincennes en Anciennes que também faz grandes passeios pelos principais pontos da capital no inverno e no verão chegando a reunir na Travessia de Paris, que está 16ª edição, 843 veículos com mais de 30 anos: 660 automóveis, 121 veículos de duas rodas, 44 tratores, 10 bicicletas, 7 ônibus…
Este evento teve o apoio da apoio do VeA (Veículos Europeus Antigos)

Onde: Na região metropolitana de Paris. Pode-se ir de metrô, carro, ônibus, bicicleta, a pé…

Pode-se ir de metrô, carro, ônibus, bicicleta, a pé…

Reúne principalmente carros de origem europeia e americanos – https://www.vincennesenanciennes.com/
A equipe / L’equipage

O novo Presidente Thierry Briet do Club Vincennes en Anciennes.

O cartaz da Travessia de verão em Paris que será em 19 de julho 2026

Nesta próxima travessia, 11 países europeus serão representados por seus proprietários e veículos. Estes são os países que compõem a Europa no sentido “geográfico” do termo, não a União Europeia. Oito países, além da França, responderam: Alemanha, Bélgica, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Reino Unido e Suíça. Outros dois países cruzarão a fronteira com carros registrados na França: Itália e Portugal. Cada veículo exibirá sua bandeira nacional.

=> Continuação da história: Os irmãos decidiram então fabricar um veículo com as mesmas características e tinha os proprietários rurais como bons clientes. Reuniram seus técnicos, liderados por Robert Boyle para traçar os primeiros esboços. Sobre o chassi de um jipe americano montaram o motor Rover de quatro cilindros, 1.389 cm³ e 48 cavalos. Seu pára-brisas tinha uma só peça, os para-lamas dianteiros eram curvos na parte da frente e os faróis estavam inseridos na grade do radiador. Uma característica inusitada era que o volante ficava no centro do carro junto com o único banco. As duas transmissões eram ligadas por uma caixa de transferência de duas velocidades e também tinha o dispositivo de roda livre.

A carroceria era construída em alumínio Birmabright mais fácil para moldar e o custo era bem mais em conta que o aço que na época estava com preços muito altos. Após alguns meses de testes, em setembro de 1947 a empresa de Solihull dava sinal verde para uma pré-série de 48 unidades. Estavam equipados com um chassi de chapas soldadas e galvanizadas a quente. Alguns modelos tinham direção do lado direito, outros do lado esquerdo abandonando a posição inicial. As portas eram planas e podiam ser retiradas. Alguns modelos foram entregues as forças armadas e a proprietários rurais. Estes estavam adorando. Estavam deixando de lado o trator e puxando o arado com o Land-Rover.

Em 1948, no dia 30 de abril, no Salão de Amsterdã, na Holanda, era apresentado ao público o novo utilitário inglês Land-Rover. O sucesso foi imediato. A produção de 100 unidades por mês não ia satisfazer as demandas. O primeiro modelo, denominado 80, por causa da medida em polegadas do entre-eixos, equivalente a 2,03 metros, era uma picape com capota de lona e acomodava três passageiros. A posição do motorista era boa, mas a dos acompanhantes deixava a desejar. Esta capota até a coluna B podia ser estendida até o final da carroceria. Também podia ser toda retirada e o para-brisa rebaixado. As portas, que não eram mais fixas, tinham maçaneta de abertura só na parte interna. Mas, dispunha na sua aresta superior, de um pedaço de couro triangular, para que por fora se pudesse enfiar a mão e abrir. Prático e excêntrico.

O veículo media 3,35 metros de comprimento, 1,55 de largura, e 1,79 de altura. Pesava 1.176 quilos. Tinha aspecto harmônico, simpático e era muito ágil em qualquer terreno. A exceção do para-brisa em duas peças, quase todo o resto do conjunto era fiel a pré-série inicial. O pneu sobressalente era colocado sobre o capô. Esta característica era quase uma marca registrada. Em algumas poucas versões era fixado na parte traseira.

Seu motor, herdado do automóvel P3/60 tinha quatro cilindros em linha, refrigerado a água, em posição longitudinal, 1.595 cm³ de cilindrada e potência de 50 cavalos a 4.000 rpm. Seu comando de válvulas era lateral, bloco e cabeçote em ferro fundido e o virabrequim tinha três mancais. Seu torque máximo era de 11,2 m.kgf a 2.000 rpm. A caixa de marchas tinha quatro velocidades sendo que as duas últimas eram sincronizadas. Tinha tração 4×4 permanente e contava com roda-livre no eixo dianteiro. A caixa de transferência junto com a principal lhe permitia 8 marchas. Acima o Range Rover.

Sua suspensão dianteira tinha eixo rígido, feixe de molas e amortecedores telescópicos. Atrás tinha o mesmo conjunto. Tudo era muito rústico. O painel acomodava dois mostradores. Eram o velocímetro e outro que abrigava o nível do tanque de gasolina e a temperatura. Entre eles ficava a chave de contato da ignição. Tudo ao centro do painel. O volante de três raios também era de uma simplicidade ímpar. Outro Range Rover com adaptações para filmagens.

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Texto e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes. Fotos/Photo: Richard Roggero

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