Bem-vindos/Bienvenues. Você está no Retroauto e aqui é a Garagem de Época! Ici c’est la Garage D’époque!

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Esta página nasceu em 21 de junho de 2011 para contar a história do automóvel antigo e também sobre o mundo das miniaturas de veículos. Minha paixão começou cedo, na década de 60 quando o trânsito na maioria das cidades brasileiras ainda era muito calmo sendo que aqui em Belo Horizonte bem mais que São Paulo ou Rio de Janeiro. Abaixo o primeiro carro da família: Um Dodge Kingsway Utility 1954.

A quantidade de veículos era bem menor que nestas duas grandes metrópoles, mas com belos modelos nacionais e importados rodando por boas ruas e avenidas. Lembro-me muito bem dos belos trolleybus laranja e branco que chamava de “ônibus de suspensório” rodando em silêncio e com muito conforto. Nas bancas tínhamos a Quatro Rodas, a Auto Esporte e a saudosa Mecânica Popular. Eu as ganhava de meu pai. Nos jornais esperava ansioso pelo caderno de veículos do Estado de Minas e do extinto Diário da Tarde. Também de presente ganhava as miniaturas Matchbox ou Husky que enfeitavam nossas vitrines das lojas de brinquedos. Havia também alguns Corgy Toys, mas eram muito caros. O terceiro um Simca Chambord Tufão 1966. Eu e meus irmãos.

Nas poucas pistas de autorama da cidade os carros da Estrela faziam sucesso. Havia o Ford Mustang fastback, o Ford GT, Ford J e a Berlineta Interlagos todos na escala 1/32. Na escala maior, 1/24 a briga era feia, as carrocerias em bolha e o motor cromado Cox era o mais presente e possante.

Chegavam também às pistas amarelas para os carrinhos da Matchbox “voarem” com as novas rodas Superfast fazendo curvas, loopings e pulos sensacionais. Também eram muito bons nossos carrinhos de rolimã e bicicletas. Os tombos e machucados eram constantes, mas a aventura era o máximo. Na escala normal nosso automobilismo estava cada vez mais profissional. Pilotos de destaque já eram conhecidos na maior parte das regiões. Era tempo de Wilson e Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Bird Clemente, Cyro Caíres e Chico Lameirão com protótipos ou importados preparados. A década de 70 chegava e nossa frota automotiva estava bem mais moderna. Circulavam por nossas ruas o grande Chevrolet Opala, Dodge Dart, Alfa Romeo 2300, Ford Galaxie e Maverick e os menores VW Brasília, Ford Corcel, Chevrolet Chevette e Dodge 1800. Impossível esquecer nossos nacionais Puma GT e Gurgel Xavante. A concorrência esquentava e os salões anuais de automóveis em São Paulo estavam cada vez maiores, com maior número de modelos e bem mais coloridos. Também as cores chegavam à nossa televisão e o Grande Prêmio de Fórmula Um de 1972, em Interlagos, São Paulo, seria a segunda transmissão. Os irmãos Fittipaldi e Pace estavam honrando a pátria e mostrando que o esporte no Brasil ia além do futebol. Nesta época também, em Interlagos, Tarumã no Rio Grande do Sul, Brasília e Cascavel no Paraná eram palcos do melhor do automobilismo nacional. Havia a Divisão Um e Divisão Três que faziam mais sucesso. Abaixo o Chevrolet Opala 3800 1971 que ficou 16 anos na família.

A primeira contava com automóveis nacionais modificados e a segunda com protótipos muito interessantes e originais. Não esquecendo a Fórmula V e Super-Vê. Pilotos como Bob Sharp, Edgar Mello, Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Jan Balder, Nelson Piquet, Alex Dias Ribeiro, Luis Pereira Bueno e Pedro Victor De Lamare se destacavam na imprensa. Não esquecendo o grande mineiro Toninho Da Matta. Nesta mesma década era proibida a importação de automóveis e em 1978 as corridas de automóveis por conta da crise do petróleo iniciada em 1973.

Nem tudo estava perdido e conseguimos ver nossos carros correndo sendo abastecidos á álcool. Em 1980 já tínhamos uma prova no campeonato de Fórmula Um, dois campeonatos graças à Emerson Fittipaldi e alguns modelos produzidos por aqui, como o Puma sendo exportado. Nossa indústria de automóveis já era adulta. Já tínhamos nas bancas a saudosa MOTOR 3 e a Oficina Mecânica. Outra que deixou saudades foi a Grand-Prix com poucos números. Não vou contar tudo aqui, pois as páginas do site Retroauto te esperam com muito prazer. Contato e-mail para fcastaings@uol.com.br.

Obrigado ao meu pai (in memorian) e minha mãe

Meu pai Yvon Castaings

Minha mãe Solange Rezende Costa Castaings


Texto, fotos e montagem:  Francis Castaings                 

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