Rallye Dakar: A maior e mais difícil prova de automobilismo no mundo

Rallye Dakar: A maior e mais difícil prova de automobilismo no mundo

O Rally Dakar é a maior e mais dura prova de automobilismo em todo o terreno. A prova decorre geralmente entre a Europa e a África, com a maior parte das edições a terminar nas praias da capital do Senegal, Dakar, após a passagem pelo deserto do Sahara. A prova tem regularidade anual e começa sempre na primeira semana de cada ano. Competem as categorias de automóveis, a maioria 4 x 4, picapes, motos e caminhões

Famosos carros, vitoriosos ou não, do rali mais difícil do mundo, O Rali Dakar é a mais longa prova de rali do mundo. A maioria dos eventos desde o início em 1978 foi realizada em Paris, França, e seguindo até Dakar, Senegal, mas devido à falta de segurança na Mauritânia, os organizadores cancelaram a disputa em 2008, realizando os eventos seguintes de 2009 a 2019 na América do Sul. Desde 2020 é realizado na Arábia Saudita

A prova teve a sua primeira edição em 1979 (com início a 26 de Dezembro de 1978), um ano após Thierry Sabine, o idealizador, ficar perdido no deserto e decidiu que seria um bom local para um rali desafiador

No início, a prova começava em Paris, França e terminava em Dakar, capital do Senegal, interrompendo-se por um dia pela travessia marítima do Mediterrâneo. Devido a motivos políticos, segurança, patrocínios e outros fatores, a prova, incluindo a origem e término, têm variado ao longo dos anos.

Thierry Sabine, o idealizador do Dakar, nasceu em 1949 em Boulogne sur Seine (Paris), e começou a participar de corridas em 1969. Participou em vários ralis e chegou a ganhar o campeonato francês ao volante de um Porsche Carrera.Foi em 1969 que nasceu a sua paixão pelos automóveis. Alternou a competição com os estudos, concluindo uma licenciatura em Marketing e Comunicação.

Em 1977 Thierry Sabine apaixonou-se pelo deserto. Nesse ano, Sabine participava no Rally Abidjan-Nice em moto e perdeu-se no deserto do Sahara. Não existiam sistemas de GPS, drones.. ou estruturas de apoio como as que existem hoje. As buscas para tentar encontrar um participante desaparecido no deserto eram quase impossíveis

Thierry numa moto havia se perdido. Mas continuava vivo e perdido no deserto, com poucas esperanças de sobreviver por muito mais tempo. Apesar de tudo, a sorte ainda não havia abandonado o piloto. Quando as perspectivas de sobreviver já eram quase nulas, um pequeno avião monomotor o avistou Sabine, salvando-o de um destino quase certo. Apesar de todo o sofrimento por que passou perdido no deserto, Thierry Sabine adquiriu daquela experiência uma paixão intensa pelo deserto. Sua frase célebre: ‘Um desafio para os que vão; um sonho para os que ficam’

Em 1986, o Dakar já era um evento muito famoso. Em 14 de Janeiro desse mesmo ano Sabine falecia num acidente de helicóptero. Eram 8 horas da noite e uma tempestade de areia limitava a visibilidade. Thierry Sabine, como o piloto François-Xavier Bagnoud, a jornalista Nathaly Odent, o técnico de rádio Jean-Paul Le Fur e o cantor Daniel Balavoine, sobrevoavam a etapa entre Gao e Gurma Rharous, no Mali, reagrupando alguns participantes perdidos. A 8 quilômetros de Gurma o helicóptero bateu numa duna e todos os ocupantes faleceram.


Alguns participantes notáveis

O mais antigo a participar: Renault “Gazelle” KZ 1926. E terminou em 71º. Chegou! Foram doze mil horas de trabalho para a preparação deste carro. Todos pensavam que não chegariam ao fim, pois havia carros mais modernos. Thierry Sabine autorizou a equipe saírem em primeiro todas as manhãs. No continente africano sempre foi melhor e mais seguro dirigir durante o dia. Por várias às vezes chegaram no dia seguinte à etapa. Na metade dos 12.500 quilômetros, o motor começou a apresentar problemas e tiveram que dar manutenção durante nas poucas horas de descanso. O piloto foi Daniel Nollan e seu co-piloto Philippe Hayat

Terminaram em 71º lugar entre 78 participantes (150 carros largaram). Vinte e cinco anos depois, em 2004 um Renault Colorale Savane partia da fábrica da Renault-Cléon na manhã de 20 de dezembro de 2003 até a chegada em 17 de janeiro de 2004 na praia de Dakar, após 11.186 quilômetros.

O primeiro, em 1979, foi vencido pela dupla francesa Alain Génestier e Contaminar Bordante num Land Rover Range Rover

Em 1980 a dupla alemã Freddy Kottulinsky Gerd Löffelmann num Volkswagen Iltis ganharam o segundo Dakar

Foi campeão do Paris-Dakar em 1980 faturando o primeiro, segundo e quarto lugares. E a concorrência era forte!

No Paris Dakar de 1980, o Citroën Méhari (abaixo) fez bonito como veículo de apoio. Veja o filme

Em 1982 os irmãos Claude Marreau e Bernardo Marreau ganharam com um Renault 20, abaixo. Nesta época os carros tinham pouca preparação. Arcos de proteção, chassi reforçado, alívio e peso e motor preparado. O cano de descarga sai do motor e vai até o teto do carro. Para enfrentar/passar nos lagos e rios

Difícil de acreditar, mas o Rolls-Royce Silver Shadow já participou de ralis. O primeiro foi o Rali da Copa em 1970. Completamente desfigurado e inadequado para este tipo de prova. Seu nome não constou na lista dos 25 primeiros.

Tornou a voltar a fazer parte de outro rali longo: O Paris-Dakar de 1980!  A façanha foi patrocinada pela revista semanal francesa Paris-Match e pelo criador de moda e estilista Pierre Cardin que anunciava no carro branco seu perfume recém-lançado Jules. O carro foi percebido. Fotos: Salão Rétromobile.

Em 1983 o belga Jacky Ickx e o astro do cinema francês Claude Brasseur ganharam num  Mercedes-Benz 280 G

Abaixo num Citroën CX atravessando um rio no Dakar

Jacky Ickx em 1981 e 1982. Ainda em 1981 fazia seu primeiro rali de longa duração, o temível Paris-Dakar com um Citroën CX 2.4 GTI (acima) e em 1982 fez a prova africana com um Mercedes 280 GE. Em foi em 1983 tendo como co-piloto o ator Claude Brasseur que venceu com muita garra as dunas tendo concorrentes famosos. 

O Porsche 959, derivado do 911, foi o vencedor do Rali Dakar em 1986. O Porsche 959, vencedor do Rali Dakar de 1986 com a dupla francesa René Metge e Dominique Lemoyne

A edição de 1994 foi a única vez em que o Rali foi ida e volta a Paris. Devido questões políticas, o final teve de ser alterado, ,seria na Avenida Campos Elíseos/ Champs-Élysées e foi para o parque da EuroDisney. Isto levou a organização a escolher rotas distintas nos anos seguintes. Abaixo outro Renault: Um 4L Conheça

A primeira edição, que reuniu 170 equipes, teve início na Place/Praça do Trocadéro em 26 de dezembro de 1978 e terminou em Dakar em 14 de janeiro de 1979.

Cyril Neveu foi o primeiro vencedor do evento, pilotando uma motocicleta Yamaha. A popularidade do evento cresceu rapidamente, com 216 veículos participando em 1980 e 291 em 1981. Acima o Livro “No km 250” Rali Paris Dakar com 180 páginas de Cyril Neveu, cinco vezes campeão da prova.

Em 1988 participou do Paris-Dakar com dois carros que Lamborghini LM tiveram pouquíssimas modificações. Em relação ao modelo de série era 400 quilos mais magro. Não obtiveram bons resultados.

O piloto Ari Vatanen venceu quatro vezes, sendo duas com o 405 abaixo Um Peugeot 405 Conheça

Uma delas com o Citroën ZX Rallye Raid

Abaixo sua equipe

E duas vitórias com o Peugeot 205 Turbo 16

Um Citroën DS Conheça

Nosso conhecido Lada Niva Junto com o Samara participou de várias edições. Motor bem preparado e caixa Porsche!

O protótipo Jules de seis rodas como motor Chevrolet 5,8 litros, 370 cavalos e caixa Porsche

Um exemplar duas rodas muito interessante. Um Vespa P200 E

E um Toyota Land Cruiser semelhante ao nosso Bandeirante

Abaixo um Nissan X-Trail modificado para competições de rali utilizado no Dakar Rally de 2002.

E o Audi RS Q e-Tron campeão de 2024 pilotado pela equipe Carlos Sainz, Stéphane Peterhansel e Mattias Ekström

Entre os caminhões, a presença de fabricantes como KAMAZ , Iveco , Tatra, abaixo, e Daf , que juntos representam a maioria das vitórias na categoria de caminhões desde 1979

Entre 1982 e 1986 um Mercedes-Benz Unimog venceu nas mãos de pilotos franceses, alemães e italianos.


Marcas

Os recordes de marca mais significativos no Rally Dakar pertencem à Mitsubishi (12 vitórias em carros) e à KTM (10 vitórias em motos), que dominam suas respectivas categorias. A Yamaha domina nos quadriciclos (15 vitórias) e a Kamaz nos caminhões (9 vitórias), demonstrando recordes de longevidade e desempenho nesta corrida extrema.

Vencedores do Rali Dakar

Entre os pilotos vencedores, encontram-se cinco campeões mundiais de rally-raid (os três franceses Lartigue , Schlesser e Saby , bem como Sainz e Al-Attiyah ), três campeões mundiais de rali ( Vatanen , Kankkunen e Sainz ), um bicampeão mundial de protótipos esportivos ( Schlesser ) e um piloto que foi duas vezes vice-campeão mundial de Fórmula 1 , seis vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans e bicampeão mundial de endurance ( Ickx ), acima.

Em 1995 a largada foi em Granada na Espanha.Em 2000 a largada foi em Dakar e a chegada no Cairo, Egito.

Em 2005 o Mitsubishi Pajero venceu. Abaixo na chegada na paria de Dakar onde são oferecidos espetos de camarões aos vencedores. A dupla francesa Bruno Saby e Dominique Series

Em 2009 os veículos largaram e chegaram em Buenos Aires

Um festa na Avenida 9 de Julho em Buenos Aires

  • A cobertura na França era muito boa: Várias revistas e jornais faziam artigos diários, sendo esportivas ou não. Na TV até três boletins diários também!

“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”


Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes

Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Fotos de divulgação       

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