Chevrolet Impala: Um Símbolo Americano em quase cinco décadas.
O Chevrolet Impala começou sua carreira em 1958 e terminou em 2020 após nove gerações. Foi um dos maiores sucessos da linha norte americana da General Motors. Com várias versões de acabamentos e carrocerias a concorrência teve que lutar muito contra este carro de grandes dimensões, sempre com mais de cinco metros e motores que agradavam a todos, principalmente os potentes V8. O nome vem do antílope africano Impala

Foram 63 anos de produção, pois a produção dos modelos 58 começou em 1957! O Impala 1958 havia a versão cupê e conversível topo de linha. Da coluna do para-brisa até a traseira, o Impala Bel Air de 1958 diferia estruturalmente dos modelos Chevrolet de preço mais acessível. Os cupês tinham uma capota de lona ligeiramente mais curta e uma traseira mais longa. A distância entre eixos do Impala era maior do que a dos modelos mais baratos, embora o comprimento total fosse o mesmo. Abaixo um modelo 1960

A linha Bel Air, de 1955 a 1959, foram os primeiros Chevrolet, sendo que o auge foi a linha 55,56 e 57 que foram equipados com motores V8. Os mais acessíveis tinham motores com propulsor com seis cilindros em linha. A redução na altura da capota do carro, principalmente o cupê em relação ao modelo 1957, a GM abandonava o conceito de chassi com longarinas longitudinais paralelas e adotava um novo esquema em “X”, mais rígido.

A suspensão traseira passava a utilizar molas helicoidais no lugar das semi-elípticas, além dos braços longitudinais e barra Panhard, essenciais para esse tipo de mola. Havia molas helicoidais a amortecedores telescópicos na frente e atrás. No Sport Cupê abaixo nota-se o teto mais baixo. Um total de 55.989 conversíveis e 125.480 cupês foram construídos, representando 15 % da produção total da Chevrolet.

Os pneus originais eram na medida 7.50-14, opcional 8.00-14 ou 8.50-14. Com desenho diagonal, bom para retas.

Na década de 30, foi lançada a linha Master que tinha modelos cupê muito bonitos. A década de 40, por conta da Segunda Grande Guerra Mundial, poucas foram as novidades na indústria americana. No final desta década, algumas fabricas apresentaram novidades.

Era a linha Impala que estreava em 1958 e vendeu milhões de unidades! As versões básicas vinham com o seis cilindros em linha Blue Flame, com 235 Pol³ (3.838 cm³) de cilindrada e potência de 145 cavalos. Os motores V8 tinham 4,6 litros e 5,7 litros. Estes com potências de 250 e 290 cavalos com injeção mecânica. Os que usavam um carburador, 250 cavalos e 280 com três carburadores e potência de até 315! Incluindo todas as carrocerias, chegou a um total de 1.144.300,00. O Delray, Biscayne e Bel Air, juntos, eram os mais vendidos.

Na versão cupê o teto era mais baixo e havia saídas de ar (falsas) no meio do teto. As três lanternas traseiras começaram uma tradição que foi ao longo da década de 60. Nos modelos Bel Air, DelRay e Biscayne não constavam.

Segunda Geração (1959–1960)

O desenho do painel, abaixo podia variar conforme a opção desejada. Mas todos tinham ótimas informações para o motorista.

Os interiores apresentavam um volante de dois raios e painéis de porta na mesma cor da carroceria com acabamento em alumínio escovado.

Tinha motores com seis cilindros em linha e uma vasta gama de V8. O mais potente era o V8 348, W-Series, Big Block com 5.702 cm³ variando entre 250 e 350 cavalos. Na lateral frisos mais finos e sobre o capô tinham em sua ponta na dianteira um “foguete”. Já era uma referência a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética.

No grupo GM iam concorrer com os Buick’s, Oldsmobile’s e Pontiac’s. Abaixo um Bel Air 1959. Apesar de toda a potência para toda a linha não havia nem como opcional os freios dianteiros a disco. Todos eram tambores!

As colunas estavam mais finas e vidros largos forneciam ótima visibilidade. O porta malas era imenso e a traseira rabo de peixe era notável. O estilo agradou!

Tinha ainda o teto menor e mais baixo que o do Bel Air. As seis lanternas traseiras iniciavam uma tradição, mas que não constava no modelo 1959. Também serviam para diferenciar o Impala das versões inferiores de acabamento, que tinham apenas quatro lanternas. Os faroletes em forma de amêndoa, ou lágrima, era uma identificação fácil do modelo ano e era para todas as carrocerias da linha Impala

Constou na linha Impala e no Chevrolet’s Biscayne abaixo. O Impala tinha grade e para-choques envolventes, que lembravam muito os Cadillacs de anos anteriores, uma herança de Harley Earl, chefe do departamento de desenho, que apelidou o carro como “baby Cadillac”.

Em 1959 seu preço começava a 2.160 dólares a 3.000 dólares americanos. Já estavam disponíveis capota com acionamento elétrico para os conversíveis, ar condicionado, Cruise Control (Controle de velocidade – sistema que mantém automaticamente uma velocidade constante definida pelo motorista, sem a necessidade de manter o pé no acelerador e direção com assistência hidráulica. Ainda: As calotas raiadas estavam disponíveis com um desenho bonito e pneus na medida 155/80 14 com ou sem faixa branca.
.jpg?283)
Os carros com volante à direita eram fabricados em Oshawa, Ontário, Canadá, para a Nova Zelândia, Austrália, abaixo, e África do Sul, e montados localmente a partir de kits CKD ou SKD.
” Diferenças Principais:
CKD (Completely Knocked Down): O veículo vem em componentes individuais (peças soltas), exigindo estrutura industrial completa (pintura e solda) no país de destino. Maior nível de nacionalização. Abaixo foto da empresa Holden que era uma subsidiária GM em Brisbane na Austrália.

SKD (Semi Knocked Down): O veículo chega “semipronto”, com grandes conjuntos montados (ex: carroceria pintada, motor/câmbio unidos). Exige investimento menor, pois a montagem é simples.
O painel de instrumentos dos modelos com volante à direita era uma imagem espelhada do painel do Chevrolet de 1959 e era compartilhado com os modelos Pontiac equivalentes com volante à direita. Os modelos australianos eram montados manualmente nas linhas de montagem da GMH Holden, acima.

E havia também uma rara versão Panel Delivery,chamada também de “Sedan Delivery” que foram produzidas apenas 4.209 exemplares em 1959 . Abaixo um modelo 1959 sedã sem colunas com vidros laterais mais “retos”

Abaixo um “compacto” Chevrolet Impala 1959 em estado imaculado! Havia também a carroceria quatro portas, cupê, Station Wagon e a picape El Camino que era concorrente da Ford Ranchero.

Abaixo o modelo com estepe Continental que era opcional apenas para o cupê.

Havia também a versão com colunas sedã e o modelo duas portas, a conversível duas portas e a Station, Nomad, com quatro portas e a picape El Camino, abaixo.

O mesmo com a caçamba generosa

Abaixo o Nomad Station Wagon com todos os enfeites que tinha direito. Um grande bagageiro e outro adornos na última coluna.

E havia as versões básicas quatro portas. Kingswood, Parkwood, Nomad e Brookwood duas portas. Podia levar de 6 a 8/9 pessoas, pois havia a opção com três bancos inteiriços. A parte superior da porta traseira abria para cima e a inferior para baixo. Ótimo acesso!

Com relação a versão do ano anterior e por vários anos a carroceria sempre ganhava alterações de estilo. Sua velocidade final era de 205 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,0 segundos, pouco seguro para um carro com estas dimensões e suspensão convencional. Abaixo, na Nascar, Lee Petty está no Oldsmobile 1959 modelo 98 Holiday SceniCoupe, nº42, o carro do meio, acima do Ford Thunderbird nº 73. Perto do muro um Chevrolet Impala.

As caixas de marcha Powerglide Automatic tinham três velocidades e a manual quatro marchas. Bons de reta, já em curvas… mas tinha fôlego para encarar os ovais da Nascar.
Final da Década de 50
.jpg?283)
O sucesso da linha Chevrolet fabricada entre 1955 a 1957, foi grande e a General Motors, queria manter as vendas em alta. Em 1956, no Motorama Car Show, uma mostra famosa que acontecia em cidades grandes e de destaque como Nova York, Los Angeles, Miami … foi apresentado o Chevrolet Corvette Impala, um projeto ousado e novo para ser o topo-de-linha que viria suceder os Bel Air. Uma tarefa difícil.

O conceito apresentava um Corvette para quatro pessoas do que a um sedã americano com linhas arrojadas. Estavam mais largos, baixos e grande área envidraçada, esbanjando espaço e luxo. As linhas eram típicas dos estilistas, Harley Earl e também William L. Mitchell

Para todos: Cambio de três marchas manual com alavanca na coluna, a mesma com overdrive/sobremarcha, mecânica quatro marchas no assoalho e para o motor com 5,7 litros, Powerglide, automática com duas marchas para os motores 3,9 litros e Turboglide com três marchas para os motores com 5,7 litros. Bloco e cabeçote em ferro fundido e tração traseira.
Nova carroceria em 1960

Um cupê com rabos de peixe mais planos e a larga faixa lateral que começava com um foguete/avião dando a impressão de velocidade. A área envidraçada continuava ótima e o porta-malas suficiente para grandes famílias.

Para locomover este peso pesado, estava disponível um motor maior, com 348 polegadas cúbicas (5.693 cm³), conhecido como Turbo-Thrust. Tanto os motores com seis cilindros em linha quanto os V8 tinham ótima reputação de robustez.

Desenvolvido para a linha de utilitários da Chevrolet, apresentava 250 cavalos de potência bruta na versão básica e 280 na versão Power Pack, com três carburadores de corpo duplo.

Com muito torque disponível em baixas rotações, era uma combinação perfeita para o câmbio automático Turboglide de duas marchas, oferecido pela primeira vez em 1957 substituindo depois pelo Powerglide.

As bandeiras cruzadas (“X-Flag” ou Crossed Flags)

O emblema combina a bandeira quadriculada (símbolo de vitória e herança em corridas) com a gravata borboleta da Chevrolet. Adornou o Impala em anos específicos para destacar sua potência: Foi utilizada para sinalizar modelos equipados com motores V8 de alto desempenho.
Suas medidas de carroceria eram: 5,36 metros de comprimento, largura de 2,03 metros, entre-eixos 3,02 e peso de 1.850 quilos dependendo do tipo de carroceria.

Como nos anos anteriores e nos seguintes havia o sedã quatro portas com ou sem coluna “B”, a central. Assim como os motores seis cilindros, aqueles com coluna eram preferidos por taxista, correios…

E um premiado em Campos do Jordão em 2015. A grade com formato oblongo era sua principal identificação.
.jpg?410)
E seu belo V8
Outro sedã. Neste ano já havia a opções Chevrolet Impala Sport Sedan e cupê

A 1ª geração El Camino (1959-60) é rara hoje e valorizada. Em 1960 a El Camino foi redesenhada por Bill Mitchell não agradou e foi encerrada.

Um de seus concorrente era o Ford Galaxie, todos os modelos. Abaixo a versão Wagon
Terceira Geração (1961–1964)

O Chevrolet Impala SS (Super Sport) de 1961 foi a versão inaugural, muito rara e priorizava o desempenho do icônico modelo, lançado em fevereiro de 1961 como um dos primeiros muscle cars. Ele contava com um pacote SS com custo opcional de US$ 53,80, que incluía suspensão trabalhada, mais firme, freios e a estreia do motor V8 de 409 polegadas cúbicas (6,7 litros) que ia fazer muito sucesso.

A carroceria mais moderna para Chevrolet Impala sedã 1961 que dispunha dos mesmos motores anteriores. O 409 Pol³,6.702 cm³ era o preferido para aqueles que iam comprar a nova versão SS.

Grande parte dos americanos acompanhavam a Nascar (National Association for Stock Car Auto Racing) que estava cada vez mais a popular e mais emocionante corrida dos Estados Unidos. A maioria queria ver “seu carro” ganhar. E a famosa frase: Vencer no domingo, vender na segunda-feira! Os grandes carros americanos, com mais de cinco metros, competindo ferozmente, com velocidades médias bem acima de 200 km/h em enormes circuitos ovais como Daytona conhecida como Tri Oval. Uma super estratégia de marketing, que foi logo utilizada pela Chevrolet: nascia o Impala SS , o primeiro da “saga SS, Super Sport”, viva até os dias os últimos modelos em 1996. Um modelo SS era facilmente reconhecido por suas bandeiras quadriculadas tanto no capô quanto na lateral. Um dos motores era o V8 283 (4.637 cm³) com 185 ou opcional com 290 cavalos. Já era possível rasgar os pneus!

Nova carroceria para 1961 e uma das mais equilibradas e bonitas. Havia uma versão Biscayne muito especial.

Não tinha frisos cromados, duas portas, com coluna “B”, sem adornos e seu motor V8 350 (5.735 cm³) com 350 e/ou 390 cavalos de potência, freios a disco, quatro marchas com acionamento manual, marca Hurst, 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos e final de 215 km/h…. os americanos gostam de rasgar asfalto em 1/4 de milha (412 metros), em 1.650 metros (Uma Milha). As provas de arrancadas em várias categorias como Top Fuel, Funny Car, Pro Stock, Dragster potentes.. são feitas em 412 metros

Outro 1961 cupê

Raridade e Produção: Acredita-se que apenas cerca de 142 a 453 exemplares “verdadeiros” do Impala SS de 1961 tenham sido produzidos, com pouquíssimos sobreviventes.

“No caso do SS ano 1961 há um mistério. Após os primeiros produzidos estarem nas concessionárias prontos para venda, 142 foram recolhidos para uma das unidades fabris da General Motors. Por esse motivo, muitas publicações da imprensa da época não consideram esse como o primeiro Impala SS e sim o 1962, inclusive a própria GM.”

Motor e Desempenho: Embora o V8 de 348 polegadas cúbicas (5,7 litros) fosse padrão nos primeiros modelos, o V8 de 409 polegadas cúbicas (6,7 litros) oferecia 360 cavalos a 5800 rpm, atingindo de 0 a 96 km/h em 6,7 segundos.

Design e Características: Apresentava um teto “Bubble Top” (conversível ou cupê de duas portas),acima, acabamento especial e uma barra de apoio do lado do passageiro. O para-brisas garantia ótima visibilidade independente da versão. Nas laterais e no vidro traseiro idem.

E suas três tradicionais lanternas traseiras, que voltaram em 1960 e por anos seria uma identificação da linha Impala. No Biscayne e no Bel Air só haviam duas.
“Baía Biscayne (em inglês: Biscayne Bay) é uma laguna, chamada informalmente de baía, no estado da Flórida”

O Impala SS de 1961 foi projetado para atender clientes que buscavam o estilo de um carro esportivo, oferecendo alto desempenho em uma carroceria mais “compacta” em comparação com os modelos de 1960.

A variedade de cores a acabamento eram grande.Seus motores eram: 6 cilindros em linha tinham 3,8 litros (235 polegadas cúbicas) o famoso “Blue Flame”, com 135 cavalos a 4.000 rpm. Iria equipar nosso Opala em 1969, 70 e 71. O ótimo 3800 que depois seria substituído pelo 4100 abaixo.

O V8 (Small Block, bloco pequeno) com 4,6 litros (283 polegadas cúbicas), com potência variando de 170 a de 230 cavalos. O V8 (Big Block – SS): 5,7 litros (348 polegadas cúbicas) ou o famoso 6,7 litros (409 polegadas cúbicas), que introduziu a versão SS com até 409 cavalos. O cambio manual com três velocidades standard (coluna de direção) ou automática: Powerglide de duas velocidades (opcional).

Chevrolet Impala Cupê com acessórios de época. Tinha entre-eixos: 119 polegadas ( 3.022 mm), comprimento de 209,3 polegadas ( 5.316 mm). Peso: 1.500 a 1.700 quilos variando conforme a carroceria (Sedã, cupê e Conversível).

Abaixo a propaganda de época
.

Seus freios eram a tambor nas quatro rodas (freios hidro vácuo opcionais). Sua suspensão dianteira independente com molas helicoidais (coil springs) e traseira com molas helicoidais (semi-ellipticas em algumas versões) Seus freios eram a tambor nas quatro rodas (freios hidro vácuo opcionais que ajudavam muito na frenagem), mas com lonas mais robustas e eficientes.

1962

A carroceria podia ter duas cores como nos modelos anteriores. Este abaixo é um modelo com seis cilindros em linha.

O novo painel com velocímetro retangular graduado até 120 milhas por hora, 193 Km/h para os modelos mais “mansos” . Por dentro: Confortável para seis pessoas. Espaço amplo e interior bonito



A comodidade com a ampla abertura das portas e a visibilidade excelente


O painel abaixo do principal recebia acabamento em alumínio com três mostradores. Marcador de temperatura do radiador, relógio de horas ao centro e capacidade do tanque de gasolina. No SS 409 tinha conta-giros a esquerda graduado a 7.000 rpm com a zona vermelha começando a 6.000 rpm. A caixa Turbo Glide foi descontinuada por problemas de fiabilidade. Apresentava falhas!

Nota-se que o para-brisa era o mesmo do Impala 61. As opções de motor para 1962 incluíam o V8 de 5,7 litros, que foi descontinuado e substituído pelos motores de 6,7 litros com 385 cavalos ou 415 cavalos. Esses motores estavam disponíveis apenas com transmissão manual. As calotas raiadas abaixo neste modelo eram opcionais.

O motor V8 283 de bloco pequeno era oferecido com um carburador de corpo duplo. O motor 283 também foi ampliado para 5,4 litros, oferecido em duas versões, uma com 253 cavalos e outra com 304 cavalos, adicionando mais opções de motor para os entusiastas de motores V8 de bloco pequeno. Os Beach Boys produziram um single de sucesso, “409”, fazendo referência ao Chevrolet, que se tornou um hino para esses carros.

O cupê de duas portas não era oferecido para a versão de acabamento Bel Air, o que tornaria o Impala ainda mais popular. Um novo motor ainda mais forte estava disponível, conhecido como Z-11, 427 Pol³ ou 6.997 cm³ com 430 cavalos. Apenas 55 unidades foram construídas, todas destinadas aos clientes preferenciais através do sistema COPO (Central Office Production Order, ordem de produção do escritório central). que era muito afamado na época. O Conversível mantinha a classe.

O motor de entrada era um seis cilindros em linha de 230 pol³ (3.768 cm³), até o super potente 409 V8, 6.702 cm³ com dois carburadores Quadrijets marca Carter com 305 cavalos . As diferenças de chassi, pneus, suspensão mais firme e freios, que eram oferecidas só para a versão SS passavam a ser opcionais para todos os modelos. Era um carro ótimo para dirigir devagar, muito confortável, estável dentro dos limites. Se apertasse o pé numa curva, ter habilidade era fundamental…mas os americanos já estavam acostumados com os carros grandes e delicados em curvas.

A coluna “C” estava mais larga para os modelos sedã quatro portas e cupê. Fazia de 0 a 60 mph em 7,3 segundos e final entre 120/125 mph, ou seja, 201 km/h conforme versão.

Este cupê veio com vários opcionais de fábrica como ar condicionado, rádio, estofamento e motor V8. Desde zero km com o mesmo proprietário. Impecável!

Seu belo interior. Observe o velocímetro com graduação em Km/h. Os três mostradores circulares indicavam temperatura, relógio de horas e capacidade do tanque: 20 galões, ou seja, 76 litros. Suficientes para longas viagens no território americano que na época já tinha excelentes estradas. No caso do modelo abaixo,o ar condicionado veio instalado, era uma opção da fábrica e o rádio idem. Havia também várias luzes espias para funções diversas.

O mesmo visto de lado foi de um piloto, que correu na Fórmula V, em exposição em de Juiz de Fora, Minas Gerais.

E a Wagon

O Impala apresentava novamente acabamentos internos sofisticados, com bancos adicionais disponíveis nas concessionárias mediante solicitação do cliente. Havia também mais detalhes cromados no exterior, incluindo um painel de alumínio e cromo que se estendia por toda a largura para abrigar as lanternas traseiras triplas. Os modelos Super Sport (SS) apresentavam esse painel em um alumínio especial, que também era usado para preencher os frisos laterais, tornando o SS mais distinto. O Impala também ganhou o design da perua topo de linha, substituindo o Chevrolet Nomad. No entanto, ao contrário dos sedãs, as peruas Impala tinham lanternas traseiras duplas.

1963

Em 1963 a Chevrolet comemorava a marca de 50 Milhões de carros vendidos. E o Impala era um de seus maiores sucessos. Os grupo óptico fazia parte da grade, com um espaço entre os faróis circulares e a luz de seta âmbar estava entre os dois faróis. Acima um Biscayne.

Abaixo um belo conversível. A sigla SS, Super Sport, indicava um Impala com alavanca de câmbio no assoalho como os carros usados na NASCAR (Nascar – National Association for Stock Car Auto Racing – Nascar Cup Series), em vez do banco inteiriço e a alavanca na coluna de direção que eram um padrão na época com um conta-giros montado na mesma coluna, bancos individuais e um console que dividia os bancos dianteiros, um para cada ocupante.
Com bancos inteiriços na frente e atrás iam conforto seis pessoas. Neste ano os motores V8 iam de 135 cavalos até 410. Com o pacote SS e na versão mais potente, foram fabricados cerca de 15.000 unidades com esta configuração.

Com relação ao anterior o quebra ventos estava mais “reto” como um triângulo retângulo.

Este com bancos dianteiros separados e alavanca no console, acionamento automático ou mecânico. Apesar da preferência brasileira por mecânicos, a maioria eram equipados com o cambio hidramático (ou Hydra-Matic) ,marca registrada pela GM introduzida em 1939/1940.

Chevrolet Biscayne 1963 Impecável com motor seis cilindros com 230 polegadas cúbicas (3.769 cm³) e 140 cavalos famoso em Juiz de Fora, MG. Em 24 de fevereiro de 2024, o veterano Nelson Geraidine, proprietário deste belo exemplar, falecia aos 89 anos.

Em 1963, o cupê de duas portas não era oferecido também para a versão de acabamento Bel Air, o que tornaria o Impala ainda mais popular. Um novo motor ainda mais forte estava disponível, conhecido como o código Z-11, com 430 cavalos. Muitos julgam que fosse capaz de gerar perto dos 500 cavalos, sendo declarados “apenas” 430 como forma de enganar as seguradoras, que nunca olham carros esportivos com bons olhos. Um habito de vários fabricantes americanos. Abaixo o Biscayne, o mesmo acima. Mais simples que o Impala na parte externa e interna. Mas muito bonito também. O simples pode ser bonito!

Apenas 55 unidades foram construídas, todas destinadas aos clientes fieis através do sistema COPO (Central Office Production Order, ordem de produção do escritório central). Neste anos os principais carros da GM eram o Chevrolet Corvette C1, ou primeira geração, o Corvair, o Chevy II, um compacto, lá conhecido como um mid size e o Impala um full size.
1964

Em 1964 passava e ter linhas mais retilíneas que fez sucesso. Em 1964 o Impala estava com um desenho mais simples, mas muito elegante, proporcional, linhas retas como alguns outros americanos concorrentes. Os motores eram os mesmos de 1963, exceto o 427 Pol³, 7.003 cm³) COPO. A sigla SS não era tão mais destacável, um modelo distinto, cada vez menos uma opção de acabamento esportivo, tamanha a exclusividade de seus itens. E também estreava na linha GM, o Chevrolet Corvette C2
.jpg?200)
O ano foi considerado pelos amantes da marca como o último Impala clássico e colecionável, mas a história mudou com modelos seguintes. Naquele ano surgia o seu primeiro concorrente direto do SS: O Pontiac GTO, considerado por muitos como o primeiro muscle car da história, mas não era. Com dimensões menores o Plymouth Barracuda, derivado do Valiant, merece o título. Ambos da Chrysler.

Um cupê com teto rígido. Neste não havia a coluna B central. No quatro portas sim, com ou sem.

E o conversível. Neste ano, menor que o Impala chegava o Chevrolet Chevelle e o Malibu que era uma versão mais luxuosa que o Chevelle

O Station Wagon


Seu motor e interior


Um belo carro. No final de 1964, a versão SS chegou a 185.325 unidades produzidas apenas nas versões cupê.

Quarta Geração (1965–1970)
O projeto da nova carroceria começou em 1963

No final de 1965 três milhões de Chevrolet foram vendidos. Em 1965, as fábricas americanas venderam aproximadamente 9,3 milhões de carros novos, marcando um pico de vendas impulsionado por uma economia em expansão e uma linha de modelos nova e robusta. O mercado foi dominado pela Chevrolet, com 3 milhões de unidades, seguida de perto pela Ford, com 2,1 milhões, destacando-se o enorme sucesso do Chevrolet Impala (mais de 1 milhão de unidades) e o lançamento do Ford Mustang.

O recorde de vendas deste famoso Chevrolet foi atingido em 1965, ano em que foram vendidas mais de um milhão de unidades. E três milhões todos os modelos da linha Chevrolet incluídos. Número que nenhuma das concorrentes conseguiu repetir no mercado americano por anos. O desenho era novo, deixando de lado as linhas sóbrias para dar lugar ao estilo fastback característico da segunda metade dos anos 60. A exceção do novo Caprice que era lançado neste ano como topo de linha. O Impala pela primeira vez não era o mais sofisticado da linha.

O Caprice, capricho em francês, seria a reposta ao Ford LTD e ao Plymouth Fury. Tanto o cupê quanto o sedã de quatro portas não tinha o teto fastback.

Os motores eram o V8 283 (4.637 cm³) com 185 ou opcional com 290 cavalos. Outro muito apreciado era o V8 348 (5,7 litros) e 315 cavalos. Os carros grandes da linha mediam 5,41 metros de comprimento, 1,41 de altura, largura de 2,03 metros e entre-eixos de 3,02 metros. O peso era entre 1.569 a 1.789 para a Wagon. Estes com motores com seis cilindros em linha. Ao todo uma opção com para o seis cilindros em linha e seis opções de motores para o V8. A cilindrada potência com 198 cavalos, 224, 279, 330, 395 e 431 cavalos. O consumo para este último era de 21 litros para cada 100 quilômetros. O tanque tinha capacidade para 76 litros nos sedãs e 91 para as versões Wagon.

As tradicionais lanternas traseiras.

A transmissão Turbo Hydramatic passava a ser oferecida e o chassi voltava a ser do tipo perimetral, como em 1957. Mas era o último ano do Impala como topo de linha da Chevrolet, pois, assim como acontecera com o Bel Air, ele seria colocado em um patamar inferior no ano seguinte.
Chevrolet Impala 1965 Station Wagon, mais pesada e com opção com o terceiro banco, em sentido oposto aos principais, pesava 1.787 quilos.

Na versão com 431 cavalos e 6.489 cm³, a velocidade máxima era entre 200 e 220 km/h. Ótimo para uma Free Way sem policiais ou radares!

Um Chevrolet Impala cupê 1965 com motor V8 283. O conjunto motriz, todas as potências incluídas, serviam aos modelos Bel Air, Biscayne, Caprice e Impala .

Foi uma das versões mais bonitas incluindo todas as carrocerias produzidas anteriormente. Abaixo o Sport Coupé e o SS que tinham a carroceria fastback

Este motor V8 283 foi aplicado pela primeira vez 1957 desenvolvendo 185, 220, 245 e 270 conforme o número de carburadores e até o emprego de injeção mecânica.

Chevrolet Impala 1965 em trajes civis com três colunas.

Por dentro muito conforto e um ótimo padrão de acabamento .

O motor 396 Turbo Jet da segunda geração do Corvette também estava disponível para a linha Impala.
1966

Começava em 1966 a longa decadência do Impala. Não tinha mais o prestígio de um topo de linha e a versão “SS” dava mais prioridade para a estética que à potência. A principal diferença em relação ao 1965, no que se refere a carroceria, era o novo capô e grade sendo a distância entre eles menor. Mesmo assim muito parecidos e bonitos.

Os modelos Impala que eram os Full Size de 1966 receberam algumas mudanças sutis no design dianteiro e traseiro. A grade apresentava cantos quadrados e envolvia os faróis. As lanternas traseiras seguiam o mesmo padrão, sendo alojadas em retângulos finos em vez de três lentes circulares. Outra mudança notável foi a adição de frisos externos cromados na parte central do carro para alguns com acabamento mais luxuoso. O estilo era mais imponente que no ano interior, mas sem muito destaque. Continuava a ser um belo carro.

Abaixo um Chevrolet Impala Cupê SS 454 Pol³ 1966. Com o V8 de 396 pol³, 6.489 cm³ tinha 325 cavalos, tinha torque de 410 libras, ou seja, 56,68 mkgf. Pancada na arrancada, 7,8 segundos de 0 a 100 km/h e emoções garantidas. Passava fácil os 195 km/h!. Este belo modelo abaixo está no velho continente europeu onde a venda de carros americanos grandes como a linha Impala nunca vendeu bem! Lá há ótimas auto estradas, estradas, mas nas cidades, pequenas ou não,estacionar um grande como este não era tarefa fácil. E nem vagas disponíveis!

O filme comparativo. Muito bom!

E o novo Chevrolet Camaro era apresentado em 1966, mas ano modelo 1967. E o modelo da Chrysler, de alta perfomance, o Dodge Charger, ia incomodar não só os GM’s, mas toda a concorrência. Visto de trás

A linha 1966

A linha Ford Galaxie 500 fazia a concorrência também.

1967

Nova mudança de carroceria. Estava com mais volume em 1967. E ganhava freios a disco opcionais, mas na versão SS 427 era de série. Na versão 396 Pol³ a taxa de compressão era de 10,25, adequada para a gasolina de lá.

O painel do modelo 427 muito completo muito completo.

E as Station Wagon’s. O motor mais usado nestas era o 327 Pol³.

Muito bonitas

A moda do desenho com inspiração na garrafa do refrigerante Coca-Cola já estava incorporada na linha Chevrolet 1967 nos modelo Camaro, Corvair, mas o modelo Chevy Nova não foi aplicada.
.jpg?587)
Visto de trás. Um grande sedã com porta malas generoso. A três lanternas incorporadas no para-choque.As opções com motor V8 eram: de 4,6 L (283 pol³): 195 cavalos a 220 cavalos. Ainda V8 de 5,4 litros (327 pol³) com potência entre 275 cavalos a 326. E o V8 Big-Block de 6,5 litros (396 pol³): 325 cavalos e o mais potente V8 Big-Block de 7,0 Litros (427 pol³): 385 cavalos na versão topo de linha Super Sport / SS 427).

Abaixo um Impala 1968 com motor 427 e 385 cavalos.Havia também uma opção mais potente com 425 cavalos! Media 5,41 metros de comprimento, 2,02 de largura e 1,41 de altura. Seu peso era de 1.969 quilos.

A potência caía para 385 cavalos, mas itens como suspensão “Heavy Duty”, mais reforçada e pneus Red Line, faixa vermelha, na medida 8,25 x 14 estavam disponíveis. As rodas em aço estampado podiam vir com calotas com desenhos simples, mas bonitos. Havia também as esportivas.

Sendo entregue na exposição o Impala Fastback. Muito bem vindos os itens de segurança como duplo circuito de freios e coluna de direção deformável em impactos. A única diferença perceptível estava nas caixas de ar e soleiras das portas pintadas em preto, recurso muito utilizado nos anos 60 em versões esportivas e que realmente criava a ilusão de que o carro era mais baixo.

Um exemplar da Europa.. O sedã preto ficou muito famoso por causa da série de TV Supernatural.

Abaixo em Juiz de Fora, Minas Gerais

Um 1970. Estava mais luxuoso, menos esportivo e mais social. Um carro para a família! A GM dava mais importância, em termos de performance ao Corvette e ao Camaro.

Abaixo um Chevrolet Impala 1970 Custom, mas mais esportivo, numa rara configuração cupê existente aqui no Brasil. Seu motor V8 454 (7.439 cm³) podia desenvolver no pacote padrão 360 cavalos e como opcional 450! Cobria 1/4 de milha em 13,9 segundos chegando à 165 km/h. Ótima arrancada!

Um Chevrolet Impala Custom Hardtop cupê de 1970 mais comportado.

Chevrolet Bel Air 1970 com motor V8 350 (5.735 cm³) com 250 cavalos de potência. Tinha a mesma carroceria do Chevrolet Impala, Biscayne e Caprice.

Um sedã sem a coluna central

Os para-choques estavam mais parrudos e o modelo mais pesado. Mas o conjunto único, faróis, grade, para-choque estava harmônico
.jpg?324)
As carrocerias do Chevrolet Impala, Biscayne e Caprice (abaixo) continuavam bonitas, mas sisudas. Não havia mais uma versão com apelo esportivo.

Quinta Geração (1971–1976)

Usavam a plataforma B-Body.

E estavam maiores: 5,58 metros de comprimento, largura de 2,02 e altura de 1,38. Pesava 1.810 quilos.

Abaixo um Chevrolet Impala da mesma família do Chevrolet Caprice 1971

Chevrolet Kings Wood Estate. Baseado no modelo Caprice, tinha motores V8 com 350 polegadas cúbicas, (5,7 litros), 400 com 6,6 litros e 454 com 7,4 litros e potência de 365 cavalos.

Em 1973 a versão topo de linha passava a se chamar Caprice Classic. E passavam a ter para-choques mais parrudos que tinham amortecimento de impacto suportando colisões de até 8,0 km/h. E uma segurança para os pedestres. Toda a linha passava a contar com freios a disco na dianteira com assistência. A direção Hidráulica era padrão. Abaixo a Wagon para 1973.

A crise do petróleo de 1973 afetava não só a indústria americana, mas de todo o planeta. Os motores V8 estavam mais magros. O V8 com 5.733 cm³ estava com 167 cavalos e equipado com um carburador de corpo duplo. A opção superior a esta tinha 6.570 cm³ e potência entre 172 e 213 cavalos. A mais potente com 7.443 cm³ e potência entre 174 cavalos e 233 cavalos. Nesta havia o carburador de corpo quádruplo. A velocidade máxima ficava entre 155 a 210 km/h. Mas não havia mais uma arrancada com muito fôlego. Se quisesse potência de sobra, o cliente comprava um Corvette geração 3, ou C3. Abaixo um modelo 1974. Nesta safra havia também o Chevrolet Vega, o Chevelle, o Monte Carlo e o Camaro. Um grande leque de opções.

Abaixo um modelo 1976 do Caprice Landau cupê. Em 1977 havia a opção com meio teto de vinil que foi um fracasso de vendas.

Sexta Geração (1977–1985) Impala/Caprice 1990

O Caprice que tinha a mesma carroceria que foi até 1990. Em 1977 era chamado de Caprice Classic. E foi até 1990. E também tinha a mesma carroceira para o Malibu, Impala com duas, quatro portas e Wagon. E estreava um motor V6, mas conservava a tração traseira. Tinha 3.791 cm³ e potência de 115 cavalos a 4.000 rpm. Era alimentado por um carburador em posição invertida da marca Rochester.
Havia a opção com cambio mecânico de três marchas na coluna ou quatro no assoalho. E também a Turbo Hidra-Matic que era a mais solicitada. E um motor diesel V8 com 5.737 cm³, taxa de compressão 22:1, e 125 cavalos que chegava a 160 km/h e seu consumo era de 13 km/l a cada 100 kms. Oriundo da picape Chevrolet Silverado 1978 lançada nos EUA com motor diesel que foi um marco histórico, sendo o primeiro utilitário “leve” norte-americano a receber essa opção de fábrica. Equipada com o motor Oldsmobile LF9 V8 de 5.7 litros (125 cavalos da linha C10 priorizou força e economia na época. Foi a primeira picape diesel dos EUA.

O motor V8 era a segunda opção com 4.389 cm³ e potência de 125 cavalos. Mas a mais interessante era a versão com 5.000 cm³ e 175 cavalos. Era alimentado por um carburador de corpo quádruplo e um turbo compressor convencional. Sua velocidade máxima era entre 155 e 175 km/h conforme motorização. O tanque de gasolina era de 69 litros. E as três lanternas traseiras continuaram assim como os para-choques parrudos. E a visibilidade ótima em todos os ângulos.

A versão cupê Landau. Os pneus eram na medida GR-70-15 e a suspensão dianteira com trapézio, molas helicoidais, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora. Atrás o tradicional eixo rígido, molas helicoidais e barra transversal Panhard.

E a versão Wagon. Como os outros, a exceção da perua, com esta carroceria, sedã quatro portas e cupê, o carro media 5,09 (5,39 Wagon) metros, 1,82 de largura e 1,37 de altura. Pesava 1.642 quilos a 2.020 quilos dependendo da carroceria Impala ou Caprice. Mas o consumo era alto ainda: Fazia 15 a 25 km/l a cada 100 kms

Chevrolet Caprice – Quarta geração 1991 e 1996

Um Chevrolet Caprice da quarta geração fabricado entre 1991 e 1996 com carroceria bem semelhante ao Impala. Em 1991 o Chevrolet Caprice era totalmente redesenhado e com ousadia. Dava a impressão de ser maior que o modelo 1977/90, mas estava elegante e imponente, com linhas arredondadas e fluidas. E ótima área envidraçada. Foi considerado pela imprensa como o carro mais “Sexy” dos sedãs grandes! Charmoso, aerodinâmico, Cx (Coeficiente aerodinâmico) de 0,33 para o sedã. Ainda doce e sensual…

O esquema continuava o tradicional V8 dianteiro e tração traseira, sempre com câmbio automático. Seu motor V8 a 90° tinha 5.001 cm³, 170 cavalos e alimentado por uma injeção eletrônica. Sua caixa automática tinha quatro marchas. A suspensão dianteira e traseira eram independentes, molas helicoidais e eixo rígido atrás. Seu comprimento era de 5,43 metros, 1,95 de largura e altura de 1,44. Os freios na frente com discos ventilados e tambor na traseira.

Havia ainda uma versão perua, elegante e bastante prática.

Continuava discreto e sem exageros. Seu peso variava entre 1.795 quilos a 1.995 quilos. A velocidade máxima entre 190 e 200 km/h conforme os equipamentos. Calçava pneus 225/75 R15.

Em 1994 o Impala voltava e na versão SS com muito poder. Foi um sucesso!

Sem cromados, rodas em liga de alumínio de 17 polegadas com pneus na medida 255/50ZR17. O super potente motor V8 do Corvette com 4,3 litros, 200 cavalos a 5.200 rpm. O mais desejado era o V8 com 5,7 litros e 260 cavalos 5.000 rpm.

Sua velocidade final era entre 175 e 220 km/h na versão mais potente. A pintura preta que deixava o carro muito agressivo, e foi apelidado “Darth Vader”, o temido vilão do filme Guerra nas Estrelas (Star Wars). O tradicional logotipo na forma do antílope voltava a caracterizar o Impala, primeiro grande esportivo Chevrolet em 25 anos. Finalmente tinha freios a disco nas quatro rodas com sistema antitravamento (ABS O sistema de travagem antibloqueio, frequentemente abreviado ABS (expressão alemã Antiblockier-Bremssystem, mais frequentemente traduzido para a inglesa anti-lock braking system).
Em 1996 o Caprice e o Impala saíam de linha, aposentando os motores V8 e a tração traseira nos sedãs grandes. Foi um carro inesquecível para muitos.
Foi um sucesso americano e um carro muito popular.
Chevrolet Impala 9C1

Neste século o Impala que equipou vários estados americanos teve um versão especial 9C1 que era muito apreciada. Tinha tração dianteira, motor V6, 3.800 cm³ e 200 cavalos a 5.000 rpm. Fazia de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e velocidade final de 210 km/h. Tinha quatro marchas automáticas e vestia pneus 215/65R15. E os temidos para-choques de impulsão muito usado pela polícia americana. Como este modelo mais moderno, nos antigos também a polícia tirava as calotas. Nas curvas fortes podiam “decolar” e ferir um cidadão da paz!

No contexto dos veículos da General Motors, 9C1 é um código de Opções de Equipamento Especial (SEO) usado para designar o Chevrolet Caprice Police Pursuit Vehicle (PPV). Produzido em larga escala na década de 1990, o Caprice 9C1 apresentava componentes robustos, como um motor Corvette LT1 V8, suspensão reforçada, freios calibrados para uso policial e sistemas elétricos reforçados. Principais características do pacote Caprice 9C1: O 9C1 foi construído para atender às demandas extremas das forças policiais, apresentando inúmeras melhorias de durabilidade e desempenho
Os freios a disco nas quatro rodas são de série, assim como a suspensão dianteira independente MacPherson e a suspensão traseira independente tri-link. A velocidade máxima é limitada a 200 km/h
Em 2012 entrou em ação um modelo SS com 302 cavalos. Fazia de 0 a 100 km/h em 7,0 segundos e velocidade final de 243 km/h. Encarava fácil, nas retas, esportivos americanos e alguns europeus.

Nona geração (2006-2016)
Motores 3,9 litros , V6, tração dianteira e potência entre 211 e 242 cavalos e um V8 5,9 com 313 cavalos. Com estilo, conforto, confiabilidade.


Nesta matéria com muita pesquisa em lembranças, vivência, livros e revistas. O velho e bom papel. Quis abordar os modelos da época de ouro deste distinto Chevrolet e com mais de trinta anos.
Na Arte
Chevrolet Impala 1967/68 350

Nas telas
Loucuras de Verão

Um diretor de cinema que ama os automóveis, Francis Ford Coppola, fez o filme Americam Graffiti que no Brasil se chamou “Loucuras de Verão” . Durante toda a narrativa, um dos atores principais, que tinha um Hot Rod amarelo, um Ford cupê 1932, era desafiado para um racha por um cowboy que tinha um Bel Air preto 55 duas portas bem envenenado também. O modelo acima, um Impala 1958 pertencia ao ator Ron Howard que fazia o papel de Steve Bolander. Hoje ele é diretor de filmes famosos.
Fuga Alucinada – Dirty Mary, Crazy Larry
Larry (Peter Fonda) e Deke assaltam uma loja e planejam usar os lucros para comprar um maravilhoso carro de corrida. Com o veículo, eles esperam ganhar mais corridas e enfim chegar ao mundo profissional do circuito NASCAR. Só que seus planos são atrapalhados por um xerife e seus policiais, que começam uma perigosa perseguição em busca da dupla . Vários Dodges muito interessantes e o Chevrolet Impala 1966 também é destaque. O ator principal é Peter Fonda e o filme é de 1974. Veja um trecho

Baretta

Foi um seriado americano transmitido pela rede de TV ABC, de 17 de Janeiro de 1975 a 18 de Maio de 1978. Atualmente é exibida na Rede Brasil de Televisão para transmissão na TV aberta brasileira.E Baretta, ator Robert Blake que fez filmes famosos como Electra Glide in Blue, aqui o nome foi Asfalto Violento em 1973

Sobre a Série: Tony Baretta era um detetive do Estado da Califórnia, que morava no apartamento 2-C de um hotel, com seu Cacatua (espécie de papagaio originário da Oceania) chamado Fred. Ele era um profissional pouco convencional que levava uma vida excêntrica. Devido ao seu modo de vida, Baretta sempre se recusava trabalhar com parceiros e resolvia seus casos através de informantes de rua, como o personagem Galo, interpretado por Michael D. Roberts, responsável por grande parte do humor da série. Baretta era muito bom em disfarces, que usava para se infiltrar nas gangues da cidade e desvendar os mais diversos crimes
Supernatural (Sobrenatural)

Supernatural (Sobrenatural) é uma série de televisão americana de fantasia sombria e urbana criada por Eric Kripke, produzida pela Warner Bros. Television em parceria com a Wonderland Sound and Vision, que estreou em 13 de setembro de 2005 no canal The WB, e depois tornou-se parte da programação do canal The CW, sendo finalizada em 19 de novembro de 2020. A série narra a história de dois irmãos, Sam e Dean Winchester, interpretados respectivamente por Jared Padalecki e Jensen Ackles, que caçam demônios, fantasmas, monstros, vampiros e outras criaturas sobrenaturais no mundo.
Nas Pistas

O Chevrolet Impala 1961 de Dan Gurney é azul e branco que ficou famoso por aterrorizar os pilotos britânicos da Jaguar. Em 1961, a lenda americana das corridas, Dan Gurney, comprou um Impala de série com motor de 409 polegadas cúbicas, enviou-o para o Reino Unido e participou do Campeonato Britânico de Carros de Turismo para derrotar os dominantes pilotos da Jaguar.
Na Nascar a primeira vitória do Chevrolet Impala foi em 1960. A disputa ente as marcas é muito acirrada até hoje

NASCAR Cup Series que incluem Strictly Stock Series, Grand National Series, Winston Cup Series, Nextel Cup Series e Sprint Cup Series. São provas nacionais, 36 corridas nos Estados Unidos, em vários estados. Foi fundada em 1948. Os carros tem motores com oito cilindros em “V”, bloco motor em ferro fundido, 5.860 cm³ (358 polegadas cúbicas) de cilindrada, 865 cavalos de potência a 9.000 rpm, arrefecidos a água, tração traseira, carburador de corpo quádruplo e cambio manual de quatro marchas, peso 1.542 quilos. Tem velocidade final de 200 milhas por horas (330 km/h) nos ovais mais rápidos como Daytona e Indianápolis.
Em Escala

Existem miniaturas em todas as escalas, 1/18, 1/24, 1/43, 1/32, 1/64… de várias marcas. Abaixo um 1959 na escala 1/18


Dois de 1967/68

Também em várias escalas e marcas

Matchbox, Lesney, Corgi, Ixo, Greenlight, Majorette, Welly, Hot Wheels, Johnny Lightning…

“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”

Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Fotos sem o logo Retroauto são de divulgação. As fotos do Impala branco 1962 são de um colecionador do estado do Rio de Janeiro. Muito obrigado
Francis Castaings: Representante/embaixador no Brasil do francês Club Vincennes en Anciennes

© Copyright – Site https://site.retroauto.com.br – Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução de conteúdo do site sem autorização seja de fotos ou textos.