Automóveis Antigos e Música na Praça. Belo Horizonte, Minas Gerais, maio de 2026

Automóveis Antigos e Música na Praça. Belo Horizonte, Minas Gerais, maio de 2026

Um encontro de carros antigos, no domingo, dia 24 de maio, que reuniu dois grandes clubes de nossa capital no coração do bairro Savassi em Belo Horizonte. O The Garage, Volkswagen arrefecidos a ar e o V8 Muscle Car’s. Além dos belos carros, exemplares distintos, boa música, ótima feira com vendas de comidas e bebidas e objetos diversos.

Muita gente saiu de casa para apreciar um ótimo evento num clima agradável e saudável conversa entre amigos e conhecidos. Muito agradável. O turismo interno tem que ser valorizado em nossa capital. Que venham outros!


Os Volkswagen

O Fusca foi fabricado aqui com motores 1.100 (Alemanha) , 1.200, 1.300, 1.500 e 1.600 cm³. É de longe o motor mais utilizado no planeta. Em carros, barcos, ultra-leve, motocicletas, triciclos, etc. Foi lançado aqui no Brasil em 1959, fabricado em São Bernardo do Campo, São Paulo. Mas os primeiros, de origem alemã desembarcaram no porto de Santos, São Paulo em 1950. E caiu no gosto brasileiro!

Um dos carros mais queridos do país acabou de completar 60 anos de produção do Brasil. Em 1950 chegavam importados os primeiros Fusca no Brasil e passaram a ser fabricados aqui em 1959. Um dos carros mais amados do Brasil. Lá fora foi chamado e ainda é de Carocha em Portugal, Escarabajo na Argentina, Cox ou Coccinelle na França, Magiolino na Itália, Voxo no México e Beetle nos países de língua inglesa

Foi produzido em grande escala aqui, em seu país de origem Alemanha, onde era apelidado de Käfer, besouro em alemão, e também foi fabricado na Austrália, África do Sul e no México, último país a produzi-lo

Em 1970 chegava o Fuscão com motor 1.500 cm³ e 44 cavalos. E vendeu muito bem! O painel podia ter revestimento imitando madeira. foi o carro mais vendido da década de 70, apesar do lançamento do Chevrolet Chevette, do Fiat 147, do irmão VW Brasília… Também nesta década, não faltaram rodas de liga de 13 e 14 polegadas mais largas, a famosa “tala larga” , com pneus radiais, escapamentos da marca Kadron, volantes de menor diâmetro e também eram rebaixados para ganhar mais estabilidade.

A produção terminou em 1986. Só havia a opção com motor 1600 (o 1300 deixou de constar em 1984), vidros verdes, rodas com diâmetro de 14 polegadas…mas voltou em 1993 e por volta de 47.000 Fuscas foram produzidos até 1996 e em Puebla, no México até março de 2003 e na Alemanha foi encerrada em 1978.

Ao todo foram de 1938 à 2003: 21.529.464 produzidos sendo 15.444.858 na Alemanha (330.251 conversíveis ), 3.350.000 no Brasil cerca de 2,5 milhões no México (Vocho) e montados na Austrália, Bélgica, Finlândia, Indonésia, Irlanda, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Filipinas, África do Sul e Venezuela. Abaixo observa o teto solar e a soleira na mesma cor. Bom gosto!

Muito bons

Este ficou com o mesmo proprietário por 34 anos.

E o adesivo. Conheça o Fusca

Em 1957 o primeiro Volkswagen brasileiro chegava as ruas

E foi um sucesso

A Lambretta

Uma com um farol auxiliar no teto

Este exemplar a trabalho. Saiba mais sobre a Kombi

O primeiro esportivo da marca na Alemanha e aqui

Outro

O detalhe do quebra vento.

Sucesso na época e até hoje

Um conversível

Conheça o Karmann-Ghia

E o também belo TC

No final da década de 60 chegava a perua o VW 1600 quatro portas, a Variant e depois o TL

O Volkswagen Brasília ganhou as ruas em 1973

E o mais famoso esportivo nacional

Foi exportado para vários países. Conheça o Puma GT

 Emis Art: Lançado em 1984, as primeiras 13 unidades do Art foram produzidas pela Orto Design Indústria e Comércio de Veículos, empresa fundada pelo próprio Alfredo Veiga, dentista. O mini carro foi projetado por Alfredo que construiu apenas 13 unidades em sua empresa até que em 1985 repassou para a Emis os direitos de fabricação que produzia conversões do Fusca em picape e furgão, genericamente chamados de Fusck up e Furgovan. Percebendo que não contava com estrutura fabril para a produção do carro, cedeu os direitos e moldes de produção para a também carioca EMIS, tradicional fabricante de bugues nomeada a partir das iniciais de seu fundador, Eduardo Miranda Santos. Dessa forma, a partir de 1986 a EMIS assumiu a produção do modelo.

O Bugue da mesma marca


Do outro lado da rua

Mais luxuoso o Grand sedan e o Gran Cupê chegaram em 1973. Neles não havia mais a designação Dart, Abaixo um com a nova frente do modelo 1975 e algumas modificações de bom gosto.

Um Road & Track

Um Chevrolet Opala com motor V8

Dupla Ford: Um Mustang e o Maverick GT

Um Lincoln Continental

Um Chevrolet Camaro

Um Mercedes-Benz classe C Primeira geração (1993-2000)

Um Mercedes-Benz classe E Segunda geração W210 (1995-2003)

Um Mercedes-Benz SLK 350 AMG Segunda geração (R171; 2004–2010). Um V6, 3.498 cm³, com 300 cavalos. Faz de 0 a 100 km/h em 6,0 segundos e velocidade final de 250 km/h limitado eletronicamente


A Diversão Saudável

Estava ótimo

Os mineiros e o copo

Em duas rodas

Foi muito bom!


“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”


Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes

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