Peugeot 504 cupê: Um belo cabriolet com assinatura Pininfarina

Peugeot 504 cupê: Um belo cabriolet com assinatura Pininfarina

O belo cupê 540 foi lançado no Salão de Genebra, na Suíça,  em 1969. Suas linhas eram originais, não apenas uma derivação do sedã, muito harmoniosas e fluidas. Após a Segunda Grande Guerra Mundial, a Peugeot lançou o modelo 203 com carroceria quatro portas fechada e outra interessante, idêntica no que se refere as linhas, mas com uma capota de lona que podia ser aberta e o carro tornava-se um conversível interessante. Também, hoje muito rara um 203 cupê, apenas 955 unidades fabricadas. Outra rara também a Break, perua. Uma linha completa. O 203 Cabriolet foi fabricado em La Garenne-Colombes em uma linha de montagem dedicada e semi artesanal obteve um sucesso moderado até 1957.

Em 1955, no Salão de Paris, era apresentado ao público o Peugeot 403, a primeira parceria com Pininfarina. Uma linha completa, acrescentava uma picape, e também tinha um modelo cupê, mas só com capota de lona. Depois veio o 404 que também tinha uma linha completa.

E na linha 504 não podia ser diferente. Este belo Cabriolet foi lançado em 1969

O painel era muito bom, bonito e bem acabado. A esquerda o velocímetro graduado a 200,00 km/h. Ao centro temperatura do radiador, nível de combustível, amperímetro e nível do tanque de gasolina. O conta-giros graduado a 8.000 rpm. A caixa manual tinha cinco velocidades e havia a opção automática com três. Só para os cupê assim como a injeção eletrônica no motor PRV

Nem como opcional não havia a versão diesel que fez sucesso no sedã e na perua. Não era adequado ao um cupê conversível um motor movido a óleo que fez sucesso no modelo são 504.

Acomodava muito bem dois adultos e duas crianças atrás. Recebia a mecânica do sedã 504 TI e sua velocidade máxima era de 179 km/h. Era alimentado por uma injeção Kugelfisher.

Em 1974 o cupê ganhava como opção o motor V6 PRV.

Elaborado numa colaboração técnica entre Peugeot, Renault e Volvo para equipar os modelos topo de linha — daí a sigla .Tinha 2,66 litros, 144 cavalos de potência a 5.500 rpm, comando de válvulas no cabeçote e injeção Bosch K-Jetronic.

Com cinco marchas, chegava a uma final de 196 km/h e cobria os primeiros 1.000 metros em menos de 31 segundos. Comparado a concorrência era um carro rápido. Nesta versão, detalhes internos e externos de acabamento faziam diferença, como bonitas  rodas de liga leve.

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Este motor equipou o 504 cupê até 1983, mas a versão mais barata de quatro cilindros continuava a ser oferecida.

Houve ainda a versão conversível, que poderia receber tanto capota de lona quanto uma fixa em plástico reforçado com fibra-de-vidro.

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Abaixo o cupê numa apresentação a imprensa

Em 1976, com o potente motor V6 PRV, o francês Nicolas ganhou outra vez no Safári e no Bandama. Desta vez foi o cupê que brilhou, também nas areias dos inóspitos desertos da África. Apenas 977 foram fabricados com este ótimo motor.

O motor preparado rendia 225 cavalos a 7.200 rpm. No ano seguinte o sedã tornou a fazer bonito, só que aqui na América do Sul, no Rali Transchaco. Tirou o segundo lugar geral, pressionando muito o líder na última etapa, um Ford Escort RS 2000 de 250 cavalos.

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Suas medidas eram 4,36 metros de comprimento, 1,350 de altura, 1,70 de largura e seu peso era de 1.220 quilos.

Baseado num 504 cupê um modelo Break Pininfarina Riviera, mas infelizmente não chegou a ser produzido. Seria um grande sucesso. Vários desenhos foram feitos e o resultado abaixo foi aprovado. Um belo Break !

Embora a dianteira do carro permaneça inalterada, as diferenças ocorrem ao longo da linha do teto, alterando as linhas das janelas, e os para-lamas traseiros apresentam uma curvatura mais acentuada resultando o design shooting brake.

Na fase II na frente se destacavam os quatro faróis quadrados incrustados numa proteção retangular e uma grade simples com o emblema do leão ao centro a partir de 1980. Recebiam bancos com apoio de cabeça e couro para as forrações internas. Estava mais galante.

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O Peugeot 504 Break Riviera foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra, Suíça em 1971. Foi projetado e construído pela Pininfarina, que o baseou no 504 Cabriolet

Assim que as linhas do 504 Coupé foram reveladas, tanto a Peugeot quanto a Pininfarina perceberam que haviam acertado em cheio. Proporcional, fluido e clássico desde o início, este ainda permanece um dos designs mais celebrados da fabricante de carrocerias italiana e um dos Peugeot mais atraente de todos os tempos.

Um carro cuja linhas não envelheceram

Em 1982: os modelos 504 cupê e conversível passaram a ser, foram renomeados, os cupês e conversíveis Pininfarina, com painel de instrumentos de 5 mostradores.

Na França o 504 cupê, porém, continuou até 1983. Um sucesso em todas as versões! O modelo desenhado pela Pininfarina teve a produção total de 26.629 unidades. Fabricado entre 1969 e 1983. A produção total foi dividida entre as diferentes gerações e motores do coupé: Série 1 (1969–1974): Apresentava os icônicos faróis retangulares e motores de 1.8L ou 2.0L. Séries 2 e 3 (1974–1983): Apresentavam faróis quádruplos e o motor V6 PRV de 2.7L aprimorado. Juntamente com as 8.185 variantes Cabriolet produzidos


O Protótipo e-Legend

Seu nome é Peugeot 504 Légende e refere-se ao aclamado Peugeot e-Legend, um conceito elétrico que faz homenagem ao Peugeot 504 Coupé, lançado originalmente em 1969. Apresentado no Salão de Paris, ele combina o design retrô com tecnologia moderna. Destaques do Peugeot e-Legend

Equipado com baterias de 100 kWh, o motor elétrico tem potência de 462 cavalos e sua aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos. Sua autonomia é de 600 quilômetros.

Infelizmente não se sabe se entrará em produção. Um belo redesenho de um clássico!


“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”


Texto, fotos e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes

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