Poços Classic Car, Agosto 2026: O charmoso evento reuniu cerca 500 modelos clássicos em Poços de Caldas, Minas Gerais

Poços Classic Car, Agosto 2026: O charmoso evento reuniu cerca 500 modelos clássicos em Poços de Caldas, Minas Gerais

Aconteceu em Poços de Caldas, bela e charmosa cidade do sul de Minas Gerais, que atrai muitos paulistanos, cariocas, mineiros e visitantes de vários outros estados com suas atrações turísticas, frio, belas montanhas, muito bons restaurantes e ótimos hotéis. Ainda o comércio local, a produção de doces artesanais e de belos objetos decorativos em vidro fundido que lembram os de Murano, na Itália. Acima um Rolls-Royce Silver Dawn e abaixo o mais antigo da mostra: Um Sears Motor 1909

O teleférico, a fama de suas fontes de águas minerais usadas em diversas terapias, suas Termas e o recanto japonês só para citar algumas de suas atrações.

Foi nesta cidade que aconteceu o XIX Poços Classic Car nos dias 1º, 2 de agosto de 2026, no Parque José Affonso Junqueira. Foi organizado pelo Clube do Automóvel Antigo de Poços de Caldas.

Contou com apoio da FIVA – Fédération Internationale des Véhicules Anciens

e da Federação Brasileira de Veículos antigos, FBVA

Lá há vários clubes de destaque e um acervo de autos antigos muito distintos entre nacionais e estrangeiros. A presença fundamental dos patrocinadores.

E foi comemorado os 90 anos do Grande Prêmio Thermal de Poços de Caldas. Esta prova de velocidade histórica, uma das mais antigas do Brasil, aconteceu em 1936. E o primeiro Grand-Prix de Fórmula Um, aconteceu, em 1950, que foi o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, realizado no Circuito de Silverstone, na Inglaterra, no dia 13 de maio de 1950. Pioneirismo, muita velocidade e muita emoção em terras mineiras


Os Carros nacionais e estrangeiros

O primeiro carro nacional foi o Romi-Isetta

Chrysler, Dodge, Plymouth, Imperial, Desoto….

Um Dodge Dart sedã quatro portas

Um Dodge Charger R/T 1975

Belo e rápido

Outro nacional belo

O famoso Dodge Charger americano

E o modelo antes da crise do petróleo em 1973

Um Dodge Challenger

Um Chrysler Newport. Ele e o Dodge Mônaco são irmãos

Para ajudar na paz. São rápidos e eficazes

Um Dodge Polara americano da quarta geração 1969–1973, motor V8 440 (7,2) litros


Fiat

Os cinquenta anos de um grande ítalo mineiro. Fabricado pela Fabbrica Italiana Automobili Torino

O pequeno notável gerou uma grande família com os derivados picape, perua Panorama e o sedã Oggi. Conheça todos. O exemplar acima é da Guarda Municipal/Cida Caselli

Um caminhão Fiat 140 foi um modelo de caminhão médio produzido no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, equipado com o motor Fiat 8360 de 8.1 litros e cerca de 149 a 150 cavalos de potência


Ford,Lincoln, Mercury

Os Ford Linha Galaxie, LTD E Landau. Estão estacionados num dos hotéis mais famosos da cidade

Outro belo

Muito imponente, bem fabricado e bem acabado

As picapes da marca do Oval

Esta da década de 50. Conheça a linhagem

Um belo acervo no encontro

Uma das mais famosas séries dos Estados Unidos e fez muito sucesso aqui no Brasil Também

Uma bela gama. Conheça

O Ford Maverick GT foi um dos carros mais rápidos nacionais

Os Ford Americanos

Um modelo A

Um modelo, já como motor V8 opcional. É um 1946 cupê

Um Ford Mustang

Um Ford Mustang safra 71/73. E este cupê é raro!

E o Lincoln Continental

A picape F-350

Um Hot Ford


General Motors

Nosso Chevrolet Opala

O Chevrolet Veraneio

E o caminhão Chevrolet C60 e D60 com motor diesel

O Puma GTB usou mecânica Chevrolet Opala

Os modelos dos Estados Unidos da América

Uma picape Hot Chevrolet

O Começo da linha Deluxe

Que deu origem a família Bel Air

O Picape da linha Advance-Design lançado após a Segunda Grande Guerra

E o furgão Suburban

E a picape 3100 Task Force. Conheça

Um Chevrolet Impala 1960

Outro 1964

Um 1967/1968

O Chevrolet Caprice fez para da linha Impala

O primeiro exemplar do Chevrolet Camaro foi lançado no final de 1966

Foi a reposta da GM ao Ford Mustang

O Chevrolet Corvette Stingray, terceira geração, C3

A General Motors detinha as marcas Chevrolet, GMC, Cadillac, Oldsmobile, Buick, Pontiac…

Abaixo um Oldsmobile Cutlass 442

Um Cadillac Series 62 DeVille sedã

Outro Cadillac, este com tração dianteira. É um Eldorado cupê 1971/1978

Um pouco de história: O fundador de Detroit foi o francês Antoine de La Mothe-Cadillac. Um desbravador que chegou em terras americanas com 25 anos de idade em 1701. E o nome Détroit quer dizer estreito em francês. Ele fundou o Fort Pontchartrain de Detroit em 1701, prevendo um grande futuro para o que se tornaria a cidade de Detroit. Depois de ter sido governador da Louisiana, voltou para a França, onde foi nomeado governador de Castelsarrasin.

Um Cadillac Fleetwood Brougham 1993/1996

Um Pontiac Catalina


Volkswagen

Os karmann-Ghia no belo encontro do sul de Minas

O VW Variant alemão da geração Typ 3

E os artesanais

Um Felino brasileiro de grande sucesso aqui e no exterior. Em 1970, o jornalista Karl Ludvigsen, da revista Car & Driver, chegou a testar um Puma GT 1600 e um Porsche 914. Nosso GT agradou

Uma réplica do MG-T foi brasileira: O MP Lafer

A réplica do Porsche 356

O Gaúcho Miura usou mecânica VW arrefecido a ar e a água


Os Pesados

A empresa Scania foi fundada em 1891, como Maskinfabriks AB Scania na cidade de Malmö no sul da Suécia. Scania é a forma latina para designar a província sueca de Skåne. Em 1911, a Scania se associou a outro fabricante do ramo automobilístico, a Vagnsfabriks Aktiebolaget i Södertälje (VABIS) de Södertälje para formar a AB Scania-Vabis.

Em 1953 foi criada a Scania-Vabis do Brasil, iniciando a montagem e nacionalização de veículos pesados. O modelo L75 começou a carreira em 1958. O famoso caminhão tinha motor com seis cilindros em linha, 11,00 litros de cilindrada e potência de 165 cavalos. Sua caixa tinha cindo marchas. Era montado na fábrica VEMAG. Ganhou o apelido de Jacaré e em 1963 foi lançado o L76, que foi o sucessor com motor de 11 litros e 195 cavalos, conhecido pela enorme durabilidade nas rodovias brasileiras. A cor laranja era quase padrão. E uma legião de fãs, nas estradas ou não. Cultuado em nossas terras. A versão 111 S tinha potência de 305 cavalos e 120 toneladas de capacidade máxima de tração (na versão 6×4). Em 1976 recebeu uma série de melhorias em seus motores. A empresa Scania relançou os caminhões da série 100 e 110 ganharam nova denominação: L e LS 101 e L, LS e LT 111.

Seu sucessor foi o Série 3 lançado em 1980 no Brasil. Tinha designação L112HS e L113 H e era muito mais moderno que o anterior. O motor com seis cilindros tinha 305 cavalos e o V8 com 375.

A Viação Cometa era um de seus grandes compradores. Um som ótimo vinha do potente motor. E o desenho era obra do grande Giorgetto Giugiaro. O projeto unificou o design das cabines modulares das linhas G, P e R, marcando a história do transporte pesado mundial e nacional. Os motores, em posição longitudinal traseira nos ônibus, equiparam vários chassis e carrocerias no país. Também fez muito sucesso.

O 113H e 143 H foram lançados em 1998. Foi com quatro anos de atraso com relação à Suécia. Os motores estavam mais modernos com potências de 310, 320, 360 e 450 cavalos. Todos com Turbo.


O Volvo Série FM com potências entre 340 e 360 cavalos

O Volvo Série FM foi lançado no Brasil em 2000 como o segundo caminhão pesado nacional de cabine avançada da marca, também sueca como a Scania. Estavam na linha as versões FM10 (com motor de 9,6 litros e 320 cavalos) e FM12 (com 12,0 litros e 420 cavalos).


Agradecimento especial ao amigo Emerson Andrade pelas fotos aqui presentes. Ele é natural da cidade de Poços de Caldas e foi proprietário da melhor loja de miniaturas de carros e brinquedos de Belo Horizonte durante décadas.


“O que é escrito sem esforço é lido sem prazer”


Texto e montagem Francis Castaings. Representante/embaixador no Brasil do Club Vincennes en Anciennes

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